quinta-feira, 14 de junho de 2018

''Vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão''


10ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira
Primeira Leitura (1Rs 18,41-46)
Responsório (Sl 64)
Evangelho (Mt 5,20-26)

1. <Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão (Mt 5,23)>; eis o que nos ensina o Senhor no Evangelho de hoje.  Foi este trecho que motivou o Papa Paulo VI a (re)introduzir na Santa Missa o rito do "abraço da paz"; não é por formalidades, ou para passear na Igreja, mas para nas proximidades do sublime momento da comunhão, reconciliar-se com o irmão, afim de unir-se ao Senhor de consciência limpa.
(...) no rito da paz: em primeiro lugar, invoca-se de Cristo que o dom da sua paz (cf. Jo 14, 27) — tão diferente da paz do mundo — faça crescer a Igreja na unidade e na paz, segundo a sua vontade; portanto, com o gesto concreto trocado entre nós, expressamos «a comunhão eclesial e o amor recíproco, antes de receber o Sacramento» (OGMR, 82). No Rito romano a troca do sinal de paz, colocado desde a antiguidade antes da Comunhão, visa a Comunhão eucarística. Segundo a admoestação de São Paulo, não é possível comungar o único Pão que nos torna um só Corpo em Cristo, sem nos reconhecermos pacificados pelo amor fraterno (cf. 1 Cor 10, 16-17; 11, 29). A paz de Cristo não pode enraizar-se num coração incapaz de viver a fraternidade e de a reparar depois de a ter ferido. É o Senhor quem concede a paz: Ele dá-nos a graça de perdoar a quem nos tem ofendido. [1]
2. Hoje celebramos a memória de Santa Clotilde; esta santa mulher, que no silêncio mudará a história do mundo. Por intercessão desta piedosa mulher, seu marido, Clóvis rei dos francos, se converteu e, ante as ruínas do Império Romano, gestou aquilo que viria a ser a Cristandade Medieval.


Quantas mocinhas ditas cristãs não largam do marido na primeira dificuldade, e vão aventurar-se em segundas, terceiras, e quartas ''uniões''? Santa Clotilde aguentou o marido até o fim, e fez daquele bruto pagão, um cristão, um rei cristão, sob o qual se edificou uma nova era para a Igreja.

E nós homens? Somos cristãos, honrados, em nada comparados com o animal que era Clóvis pagão? Hum...Mas temos nós, digamos 1% do brio e da coragem daquele homem? Pensemos neste casal francês, atentemos as suas virtudes, e busquemos imitá-las.

Santa Clotilde, rogai por nós!

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