quinta-feira, 15 de março de 2018

''Há quem voz acuse: Moisés"


4ª Semana da Quaresma - Quinta-feira
Primeira Leitura (Êx 32,7-14) 
Responsório (Sl 105) 
Evangelho (Jo 5,31-47) 

Deus salvou o seu povo, tirando-o da escravidão do Egito, realizando prodígios admiráveis, porém, enquanto Deus revelava a Moisés seus mandamentos, aquele povo de cerviz duríssima o abandonará, fabricando ídolos, curvando-se diante da imagem de um boi que como feno. O povo rejeitava a Revelação em prol de suas próprias ideias e conceitos distorcidos. A comunidade criou seu próprio Deus. Tal ato abominável se repete ainda hoje, embora de modo mais sutil. Continua a se rejeitar o Deus da Revelação e a fabricar-se ídolos, quantas seitas e heresias não criam seu próprio Cristo? Os teólogos da libertação criaram o seu: um cristo comunista e revolucionário, quase um Che Guevara da antiguidade; os neodireitistas têm fabricado o seu: um Deus de direita e liberal, que abençoa os ricos e poderosos e despreza os pobres[1]; há o “Jesus Histórico” outra quimera criada por um povo de cerviz duríssima que rejeita a Revelação Bíblica; e tantos outros. E Deus se enfurece com isto, e ameaça destruir o seu povo, porém, Moisés intercede por este povo infiel. 

Mas uma hora se esgota até a paciência de Moisés; dirigindo-se aos fariseus que diante de tantos sinais e tantos testemunhos (o testemunho de João Batista, o testemunho das Escrituras, os prodígios admiráveis realizados por Nosso Senhor Jesus Cristo) permaneceram incrédulos, diz Cristo, o Senhor: <Não julgueis que vos hei de acusar diante do Pai; há quem vos acuse: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. Pois se crescêsseis em Moisés, certamente crereis em mim, porque ele escreveu a meu respeito. Mas, se não acreditais nos seus escrito, como acreditareis nas minhas palavras? (Jo 5, 45-47)>. Moisés mesmo acusa os judeus, não só os fariseus de outrora, mas seus seguidores hoje, o moderno Israel, que rejeita o testemunho da Escritura. Quantas outras santas testemunhas não estarão hoje acusando diante de Deus este mundo incrédulo, depois de terem cansado de interceder e trabalhar por ele? 

Convertamo-nos plenamente a Deus, abandonando todo resquício de idolatria, enquanto ainda é tempo de misericórdia, pois ai de nós quando vir o dia da justiça.

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