domingo, 12 de novembro de 2017

[Crítica] Pão Divino

Assisti ontem Pão Divino, uma co-produção da TV Século XXI sobre a vida do mártir São Tarcísio. É uma obra curiosa, de certa forma, cheia de boas intenções, mas o resultado não foi lá essas coisas, na verdade se abstrair todo o contexto em que foi feito o filme é péssimo. Antes de resmungar do filme, falemos do contexto, bom em primeiro lugar é um filme nacional, e por mais ufanista que venha a ser o leitor, convenhamos, o cinema nacional é ruim; salvo Tropa de Elite, não consigo lembrar nenhum filme nacional[1] que realmente tenha gostado. Em segundo lugar é um filme de baixo orçamento, uma produção quase que paroquial, onde os próprios fiéis ficaram responsáveis pela atuação. Do ponto de vista participativo deve ter sido uma experiência interessante na dinâmica da comunidade, porém o resultado artístico foi terrível.

Qualidade técnica ruim, atuação ruim, ao menos o roteiro, é bom? Nem isso. O drama do martírio foi mal explorado, os personagens pouco trabalhados, os diálogos profundamente rasos e superficiais. Pra não dizer que tudo é ruim, a trilha sonora tem uma composição belíssima, repito UMA, de resto...

Enfim é muito positivo que os católicos brasileiros se atentem as dinâmicas culturais, que invistam em manifestar e propagar sua fé através do cinema, também é compreensível que um filme de baixo orçamento tenha suas limitações, que um diretor principiante cometa seus erros; mas o espectador comum não costuma ser muito compassivo, o que ele quer é um bom filme e não desculpas. Deste modo, preciso ser sincero: "Teria sido melhor ir ver o Pelé" . 



[1] Para ser justo, "Dois Coelhos" e "Batismo de Sangue" são duas produções nacionais com uma qualidade técnica e artística admirável. Todavia, a mensagem que transmitem não é boa, o primeiro uma mensagem mundana, o segundo  é uma ode a teologia da libertação.

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