sexta-feira, 8 de setembro de 2017

São Simão de Trento: O Santo Proibido


Um dos mais escandalosos exemplos da covardia do clero pós-conciliar foi a ostracização do culto a Simão, o santo mártir tridentino. Tudo foi feito afim de apagar dos anais da história qualquer referência ao martírio de Simão de Trento: sua festa litúrgica suprimida, suas santas relíquias escondidas, a capela a ele consagrado, como numa ironia blasfema, tornou-se uma sinagoga.

"Em Trento, dia de S. Siméão menino, o qual foi morto pelos judeos com grande crueldade, e depois resplandeceo com muitos milagres." Martirológio Romano - MDCCXLIII(?), pág 72, dia 24 de março.

Em 1475 na cidade de Trento, norte da Itália, na quinta-feira Santa, uma criança de pouco mais de dois anos desapareceu, causando preocupação e muita aflição nãos só aos pais do garoto como em toda comunidade tridentina.

Filho do casal Andre e Maria, Simão, nasceu aos 26 de novembro de 1472, família pobre viviam em um lugarejo próximo a Trento. Dias antes do desaparecimento do pequeno Simão, o Beato Bernardo da Feltre, franciscano itinerante, ao passar pelo local, previu um acontecimento que causaria muita dor na cidade.

Na noite de quinta-feira Santa, o menino Simão desapareceu. Sequestrado da porta da casa de seus pais e localizado na sexta-feira Santa de baixo da sinagoga local.

Logo identificaram s algozes do pequeno Simão, cerca de 15 judeus liderados por um de nome Samuel. Os malfeitores levaram a criança, a qual diziam que semelhava a um anjo devido a sua beleza e doçura, a sinagoga, amordaçada iniciaram o martírio da pequeno, cortando-lhe e arrancando pedaços de sua face e logo em seguida todos os presentes tiraram pedaços do corpo de Simão, colhendo o seu sangue, tudo feito com o garoto ainda vivo.

Não satisfeitos com a crueldade cometida, o líder, colocou Simão de pé, e mandando que um dos presentes mantivesse os braços do pequeno aberto, como o de Nosso Senhor na cruz, bradando: "Como nossos pais trataram o CRISTO! Assim perece todos os inimigos!"; pediu, também, aos demais que furassem o corpo de pequeno Simão com agulhas ou com qualquer objeto disponível, o martírio durou pouco mais de uma hora, tendo ainda desferidos socos contra a pequena criança.

Terminando a tortura, os judeus pegaram o corpo do pequeno Simão e o colocaram em barris de vinho, imaginando que encobririam o seu diabólico crime.

Como todos vinham o sofrimento dos pais de Simão, saíram em busca do filho. Ao ser delatado por crianças que viram judeus levarem Simão, o líder da sinagoga jugou o barril no rio que passava por baixo do local, e o próprio denunciou aos magistrados que viu algo que semelhava um corpo, preso por baixo da sinagoga.

Resgatando o corpo, pode-se ver a crueldade a que o pequeno foi submetido, tamanha a maldade testemunhada pelos ferimentos encontrados.

Presos, 17 judeus confessaram o sequestro, tortura e homicídio de Simão, dizendo que o motivo da horrenda morte seria para utilizar o sangue do pequeno na cozedura das suas matzas da páscoa judaica, 15 condenados a morte, entre eles Samuel o líder da comunidade e principal articulador da morte.

Em 1588 foi incluído no Martirológico Romano, com reconhecimento do Papa Sixto IV, citado pelo Papa Bento XIV no Livro I Capítulo XIV nº 4 no trabalho de canonização de santos e também na Bula Beatus Andreas de 22 de fevereiro de 1755, confirmando Simão como Santo. O Papa Gregório XIII reconheceu como mártir do ódio judeu contra o cristianismo, conforme também Clemente XIV.

Em 1965, porém, para agradar os judeus, o Cardeal Montini, então Papa, suprimiu o culto de São Simão, seu relicário foi escondido, bem como sua festa litúrgica removida do calendário. A história do Santo Simão de Trento passou a ser vista pelos pós-conciliares como uma lenda urbana anti-semita.

A Capela que outrora foi dedicada a honra do pequeno santo, fora vendida e seria transformada em sinagoga. A Capela era contígua a casa de Samuel o líder da comunidade judaica e do grupo que o martirizou.

Em 2007 o professor e historiador Ariel Toaff, filho do ex-rabino de Roma Elio Toaff, publicou um livro intitulado Páscoa de Sangue (Pasque di Sangue), onde testifica que judeus sacrificavam crianças para usar seu sangue em pães ázimos para a páscoa judaica, utilizando como exemplo o caso de São Simão de Trento. O professor Ariel, após a publicação de seu livro teria sido ameaçado de demissão da universidade, de sofrer sanções legais, desacreditado e dizem que até ameaças de mortes teriam sofridos. Dois meses após a publicação do livro, todas as edições e traduções foram retiradas.[1]
Em nome do “diálogo-interreligoso”, os clérigos hoje pedem desculpas aos judeus e tratam a memória de São Simão como uma mera lenda medieva antissemita. Porém, ainda existem aqueles com coragem de “cutucar o formigueiro”, como o já citado professor Ariel Toaff, bem como PhD. Harrel Rhome[2] que, no documentário que se segue (não sei por quanto tempo, pois já foi removido e deletado por diversas vezes da internet), amparado em farta documentação histórica, prova por A + B a existência destes macabros rituais, do qual São Simão de Trento foi uma de tantas vítimas.



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Em março 2007, fora criado em Trento por iniciativa dos  fiéis a Comissão de São Simão, que objetiva:

a) a restauração da veneração pública e privada de São Simão de Trento mártir inocente, martirizado em 1475;
b) O retorno das relíquias do santo que foram escondidas desde 1965, após a supressão do culto pela Cúria Trentina;
c) A propagação da devoção ao São Simão;

Para atingir estes fins, a "Comissão de São Simão", trabalha através da organização de conferências, debates, orações públicas e privadas, e informação do público sobre o assunto.

Tomemos nós também parte nesta campanha, propagando a verdade sobre o martírio de São Simão, bem como crescendo na devoção a este grande santo.

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[1] O texto citado é de autoria de Roosevelt Maria de Castro, e foi publicado originalmente no blog Espelho de Justiça (espelhodejustica.blogspot.com.br). Fiz algumas modificações no texto, no que diz respeito apenas a questões de concordância verbal, procurando manter-me, porém, fiel ao espírito e significado deste.
[2] O senhor Harrel é uma personalidade um tanto quanto controversa, bem como sua exegese bíblica, manifesta no documentário, bastante problemática, entretanto, o documentário é bom e fornece dados históricos demasiados sólidos para serem ignorados.

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