terça-feira, 5 de setembro de 2017

Brics TV


Putin propõe criação de canal de televisão do Brics

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs nesta segunda-feira (4) a criação de um canal de televisão do bloco econômico do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

A ideia é que a rede de comunicação produza material jornalístico e de entretenimento sobre as iniciativas comerciais e culturais dos cinco países, bem como de encontros no âmbito do fórum econômico.

A iniciativa foi sugerida em reunião ampliada com os presidentes dos países do bloco internacional em Xiamen, na China.[1]

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A mais nova cartada de Vladimir Putin no universo da guerra cultural é a criação de uma espécie de Brics TV, afim de expandir a influência russa para além das ex-repúblicas soviéticas, fortalecer a coesão ideológica interna do grupo, bem como se contrapor ao aparato midiático americano-globalista. O antigo chefão da KGB não dá ponto sem nó, e se hoje manifesta abertamente suas intenções sob a forma de um interesse desinteressado, significa que já há muito existe algo previamente desenvolvido e detalhadamente planejado. Como simples blogueiro de província, sei bem que não tenho a menor condição de influir sob o curso dos acontecimentos, deste modo, não pretendo de modo nenhum desenhar uma linha de ação para impedir ou favorecer tal empreitada russa, mas tão somente, especular as consequências que tal iniciativa terá sobre nós católicos; sem mais delongas, adiante!

I)Panorama Religioso: De todos os países do bloco, em nenhum tem a Igreja Católica grande influência na vida pública. Embora 73,5% da população sul africana se declare cristã, o catolicismo é apenas um polo minoritário entre centenas de “denominações’’, arrebanhando apenas 7,1% deste total[2]. Na Índia, temos uma nação pagã, imersa em suas bizarras superstições hindus; na China há uma ditadura comunista hostil a Igreja; já na Rússia, a promíscua relação entre o Patriarcado Cismático de Moscou e o Kremlin têm criado sucessivas dificuldades para os católicos eslavos. 

Neste cenário, com a Brics TV, a cultura brasileira receberia um influxo de novas idéias hostis à Santa Igreja, que já enfrenta hoje diversos perrengues. 

II)Panorama Geopolítico: Do ponto de vista geopolítico, porém, os efeitos seriam curiosos. Com um novo ator no jogo midiático, a hegemonia do pensamento globalista-estunidense sofreria um violento golpe, sobretudo se levarmos em conta a recente política russa de combate ao câncer marcusiano, sobretudo suas manifestações nas ideologias gayzista e feminista, o combate a estas pragas no território nacional tende a ser facilitado.

III)E nós?: Ficaríamos nós apenas passivos diante deste emaranhado de pressões? Não poderia a indústria nacional influenciar também positivamente os demais países do Brics? Talvez favorecer nossos irmãos católicos na luta pela liberdade na China? No combate as superstições hinduístas na Índia? Duvido muito...  A Igreja não tem nenhuma influência significativa sob o cenário midiático brasileiro; os efeitos do Brasil na Brics TV não seriam muito católicos, no pior dos cenários estariam ligados a exportação dos nossos tele-ladrões de dizimo a África do Sul, ou as degenerações fabricadas no Projac ao resto do bloco.

Em resumo, o que nós católicos podemos esperar dessa tal Brics TV? Treta, muita treta.

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