quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Vídeo Games e Nova Ordem Mundial

Os jogos de videogame são em si um entretenimento neutro, podem ser ocasião de saudável diversão se usados a partir da virtude da temperança, mas também podem ser utilizados pelos engenheiros sociais como forma de controle de massas. Em minhas observações identifiquei três formas nas quais os videogames têm servido aos interesses dos “grandes figurões”:
1)Alienação-Distração:

Os vídeo games pode ser ocasião de alienação e distração das coisas que realmente importam. Quantos não são os que se esquecem da vida para dedicar-se exclusivamente ao “mundo virtual”? É comum ouvirmos relatos de marmanjões barbudos com mais de 30 anos, gordos e sedentários, sem emprego ou sentido na vida, que tudo o que fazem é jogar. Tal estereótipo tema de piadas e filmes, se torna cada vez mais numeroso e real.

Além disto, quantos não fecham os olhos para busca da verdade,  fazem pouco caso da luta entre o bem e o mal, a verdade e a mentira, a virtude a impiedade, para se dedicar a lutas e duelos virtuais. O instinto de luta, de conquista e aventura do homem é assim domesticado, desviado para longe daquilo que realmente importa.

2)Transmissão de Ideias Iníquas:

A ficção é um importante meio de transmissão de ideias. Toda história, filme, série e mesmo um jogo de videogame está fazendo uma pregação, transmitindo uma cosmovisão; por trás sempre há um discurso. Entretanto nem sempre estão os homens conscientes disto e, no consumo do entretenimento acabam absorvendo e aceitando facilmente ideias contrárias à seus princípios, que se expostas de forma lógico-discursiva seriam ostensivamente rejeitadas.

Lembro-me que a série de jogos Final Fantasy incrustaram em meu imaginário infantil a ideia de que existiria uma espécie de "magia boa"; o que e me levou a alguns anos perdidos nos abismos do ocultismo (dos quais graças a Deus, escapei).

Cito o caso de um outro autor, que demonstra como o jogo Final Fantasy X alimentou seu ódio contra a Igreja Católica, incentivando-o ao caminho do ateísmo:
A fé indiscutível na Igreja de Yevon mostrada em Final Fantasy X e como posteriormente ela é desmascarada como um farsa foi algo marcante para o garoto de 15 anos, vindo de uma família católica, e que se via descrente de tudo aquilo que lhe havia sido ensinado desde pequeno.
(…)
A abordagem que Final Fantasy X faz de assuntos como fé vs ciência, a evolução da sociedade e o preconceito contra aqueles que nos são diferentes continuam sendo relevantes e postas como algo que nos faz refletir… entre uma partida de Bliztball e outra. [1]
As insinuações perversas nem sempre são tão discretas, por vezes são abertamente manifestas, como no jogo Assassin’s Creed: Brotherhood, por exemplo, onde a missão do protagonista é nada menos do que assassinar o Papa, retratado como grande vilão da narrativa.


3)Controle Social:

Além disto, os videogames têm atraído a intenção dos governos totalitários como um poderoso meio de engenharia social; na China está sendo desenvolvido  o "jogo do bom cidadão", um refinado processo de programação social sob máscaras de entretenimento:



Conclusão

Os videogames podem converte-se de um entretenimento saudável numa poderosa arma de engenharia social, não são poucos os jogos instrumentalizados a este fim, o intuito deste artigo não é demonizar tal forma de entretenimento, mas exortar o jogador a usar da prudência, temperança e ser crítico quanto a que mensagem o jogo lhe está transmitindo, e a que papel o videogame ocupa em sua vida, se de mero passatempo, ou ao contrário, tem-se convertido em um ídolo.

*Artigo originalmente publicado em 20  julho de 2016 no Instituto Shibumi.

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