domingo, 14 de maio de 2017

Resposta a uma Funkeira “Católica”

Por vezes gostaria de escrever apenas sobre assuntos construtivos e edificantes, mas não vivo eu em uma Inglaterra Vitoriana, onde tudo são flores (e nem lá era, uma vez que aquele país padecia e ainda padece na heresia), vivo no Brasil Pós-Moderno, onde foi perdido até o mais básico senso comum.

Diante desta situação sou obrigado, por “caridade intelectual” a escrever sobre essas mazelas. Sem mais delongas, adiante:


Recentemente, um amigo encontrou-se diante de uma destas tragicômicas situações: uma mocinha de sua paróquia, ativa cantora no coral da Igreja, quando fora do Templo Sagrado está a divertir-se se deleitando na cultura vulgar e obscena do Funk. Este meu amigo, diante de tal situação, usou a técnica médica mais indicada: cobrar coerência. Apelando ao senso comum da pobre criatura. Diante do questionamento, respondeu irritada a mocinha:

<O que importa é a Fé da pessoa. Se uma pessoa está dançando Funk, Deus não vai chegar nela e dizer não vai entrar no céu porque tu está dançando Funk, o que importa é o coração da pessoa não o corpo nem o que uma pessoa dança ou deixa de fazer.>

Eis o hamster da racionalização. Ao invés de agir de forma coerente com a doutrina que diz professar, pensando e refletindo primeiro, agindo depois; a mocinha usa de sua faculdade racional para tentar justificar, racionalizar sua imoralidade. Examinemos os argumentos dela e destruamos sua racionalização, pode ser útil a algum turista que caia por aqui via Google, o leitor assíduo deste Bunker já deve sem dúvida estar acostumado a desmascarar sandices como esta.

<O que importa é a Fé da pessoa, o coração, o interior, não as ações> - Eis a raiz do argumento da infeliz, repetindo de modo "favelado" o erro protestante. Temos ai uma católica, funkeira que pensa como protestante, eis tamanha decadência. Ora, ensinam as escrituras que “a boca fala do que está cheio o coração” (Mt.12, 34b), de igual modo o corpo, as ações, as obras, manifestam aquilo que a pessoa crê. Se com o corpo a criatura manifesta obscenidades e vulgaridade, significa que o coração está cheio de obscenidades e vulgaridades. Seu exterior no mais das vezes reflete o seu interior, como ensina Plotino, de modo geral, “o que parece é”.

Assim cara funkeira “católica”, se arrependa, busque a confissão e deixe essa cultura obscena e imoral que é o funk, pois não é possível mergulhar na lama e continuar limpa, de igual modo é impossível frequentar e dançar em “bailes funks” sem pecar. E quem morre obstinado em pecado mortal rejeitando o arrependimento, vai sim para o Inferno senhorita. Por isso rejeite o funk, e o pecado, para o bem de sua alma (e de sua inteligência).

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