sexta-feira, 12 de maio de 2017

Faltam Ninjas... Falta tudo!


Recentemente li a curiosa notícia segundo a qual estariam faltando ninjas no Japão. A alta exposição midiática fizera com que a demanda por eles, principalmente para entreter os turistas, aumentasse; em contrapartida os formadores reclamam que os candidatos ao “ofício” eram inaptos, não estando à altura do duro treinamento exigido para o cultivo da arte. É certo que a modernidade moderna afrescalhou a humanidade, tornando-nos fracos e mimados, mas penso que a isso se alia, no caso do Japão, ao problema da "função social" do ninja. Se antes essa elite de guerreiros era usada como arma de guerra, hoje virou palhaço pra turista. Quem estaria disposto a se submeter a anos de duros treinamentos para ganhar a vida fazendo acrobacias a gringos idiotas?

Deixemos, porém, o Japão com os problemas do Japão, e falemos dos nossos. Se lá faltam ninjas, aqui em nossa realidade paroquial brasileira falta tudo (exceto idiotas, isso tem para dar vender e exportar), das funções mais básicas as mais complexas...

Vejam os corais! Pianistas nas catedrais? Isso é coisa do passado. Se der sorte encontra um rapaz com uma violinha (e têm paróquias que nem isso...). 
A catequese? Quantos de nós podem sinceramente dizer que receberam uma boa formação? Ao invés das verdades essenciais da Fé transmitidas por homens e mulheres de reta doutrina com domínio sobre técnicas pedagógicas temos muitas vezes um humanismo xoxo que busca apenas formar ''boas pessoas''.

Poderia prolongar essa postagem infinitamente, falando não apenas das realidades paroquias, mas também do mundo da cultura, onde sequer uma crítica de cinema católica sou capaz de encontrar...

“A messe é grande, e os trabalhadores são poucos” – Realmente. E isso é verdade, sobretudo no Brasil Pós-Moderno onde se a frescurite moderna se alia a preguiça do brasileiro. Talvez, o termo preguiça não seria o mais adequado.Para Sergio Buarque de Holanda o buraco é mais em baaixo, segundo o autor em nossa cultura predomina a crença no talento em antagonismo ao preparo; dessa forma, acreditamos que nascemos prontos, sem precisar nos desenvolver, nos preparar, assim temos a frente de importantes funções homens de boa vontade, mas inaptos e sem a consciência de que precisam se capacitar, a cada dia para melhor servir a Igreja de Cristo. E esse preparo começa pelo básico: o aprendizado da doutrina, o cultivo da virtude, ao domínio das habilidades necessárias ao ofício.

<Doutrina? Não precisamos disso, o importante é o sentimento! Virtudes? É coisa inata, não há o que se fazer! Ofício? Estou fazendo de graça e ainda quer pedir mais?!> E assim, desse modo mesquinho pensa o brasileiro médio, e se espanta da decadência da Igreja e o crescimento da apostasia nesta terra. <É culpa do concílio! Do clero modernista! Do Marxismo Cultural!> É sim. Mas você não tem como solucionar esses problemas gigantes, sem antes cuidar dos pequenos, como o coral de uma paróquia de província, ou a catequese das crianças.

Reze, pergunte ao Senhor onde pode servi-lo, e neste serviço procure ser o melhor. Melhor a cada dia, melhor hoje do que foi ontem, melhor amanhã do que foi hoje, não seja um servo mal e preguiçoso!

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