sábado, 29 de abril de 2017

Uma série blasfema e uma crítica demente

Um papa narcista, ateu, "ultraconservador" com tendências homossexuais, eis o plano de fundo blasfema série The Young Pope que vem causando polêmica na Itália e chega o Brasil neste sábado.

O fato de todo o aparato cultural moderno ser usado afim de atacar, denegrir e zombar da Fé Católica não é, infelizmente, nenhuma novidade. A novidade está que católicos estão batendo palminhas para isso.

Algum dos colunistas da página Veritatis Catholicus teve a coragem (ou a demência) de publicar estas linhas: 


ENTRE ACERTOS E ERROS !!!

Estréia hoje as 22 horas, pelo canal pago Fox Premium 1 ( acessem o site ou página deste canal para mais informações ), a polêmica série "The Young Pope". Exibida na Europa ano passado e nos EUA em Janeiro deste ano, a produção foi dirigida pelo italiano Paolo Sorrentino e tem no elenco nomes de peso como Jude Law e Diane Keaton. Com apenas 10 capítulos e com a segunda temporada ainda incerta, esta mini-série conta a história da eleição de Lenny Belardo para o Papado. Se tornando o primeiro americano eleito Papa, Lenny escolhe o nome de Pio XIII ( Jude Law ). Seu comportamento estranho, impulsivo e imprevisivel causam mal estar entre a Cúria Romana, sobretudo com o Cardeal Angelo Voiello ( Silvio Orlando ) acostumado a comandar a administração vaticana usando métodos excusos. Pio XIII conta com a ajuda da Irmã Mary ( Diane Keaton ) para aconselha-lo em sua conduta frente a Igreja. A religiosa é como uma mãe para o Papa, pois cuidou dele em seu orfanato quando o Pontífice foi ali abandonado por seus pais. Alias, o trauma causado por este abandono somado com a obsessão em encontrar seus genitores moldam o carater de Pio XIII influenciando diretamente em suas decisões frente a Igreja e também causando a profunda crise de fé do Pontífice. Considerada um sucesso pela crítica especializada e estreando com ótima audiência na Itália (superando a estréia de Game of Trones), "The Young Pope" aborda todos os temas atuais da Igreja como pedofilia e homossexualismo entre os padres, corrupção e chantagem no Vaticano, disputa entre liberais e conservadores dentro da Igreja, brigas com governantes laicistas e até a crença nos milagres. Obviamente esta série, que tem muitos outros personagens interessantes, comete seus reducionismos ou mesmo erros ao abordar tanta variedade de assuntos. Mas a produção também possui seus méritos e o balanço acaba sendo positivo. Merece, portanto, ser assistida com um mínimo de prudência que qualquer católico é capaz de ter. O autor do post assistiu toda a série pela internet, onde ela esta disponível desde o fim do ano passado, daí sua capacidade para fazer este resumo da mesma.

Destaco novamente a seguinte afirmação: Mas a produção também possui seus méritos e o balanço acaba sendo positivo. Merece, portanto, ser assistida com um mínimo de prudência que qualquer católico é capaz de ter. - cumé? Merece ser assistida? Têm um saúdo positivo?

Aprofundemos então em alguns dos conteúdos da série:

Logo nas primeiras imagens, vemos um papa realmente belo, exibindo seu bumbum nos aposentos papais, tendo sonho erótico. Em sua homilia, ele choca os católicos com um discurso ultra-mega-prafrentex: defende a legalização do aborto e a união homossexual, o uso da camisinha, o hedonismo acima de tudo.

Mas é só um sonho, uma deliciosa ironia: Pio XIII, como era de se esperar pelo nome, é o oposto de tudo isso. À frente da Igreja Católica, endurece as regras para a admissão de seminaristas, e qualquer indício de tendência homossexual não é tolerada. Confunde homossexualidade com pedofilia _que também combate duramente.

(...)

Belardo se inspira no artista pop Banksy e na banda eletrônica Daft Punk para adotar uma linha de marketing em que não mostra seu rosto diante da multidão na praça São Pedro, não permite fotografias, não dá entrevistas. Se imagina como um rock star, mas sua estratégia, aliada a um discurso amedrontador, de que se deve sofrer na Terra para encontrar Deus na eternidade, não dá certo, afugenta os fiéis.

Ao mesmo tempo em que é moderno, faz ginástica e bebe Diet Cherry Coke, Pio XIII é retrógrado. Ao mesmo tempo em que prega os princípios mais arraigados da crença em Deus, vive questionando a existência de Deus. E é capaz de se conectar com Deus. Por meio de suas orações, consegue milagres _e até matar.

Belardo, o papa narcisista que fuma e eventualmente se declara ateu, é o resultado de um trauma da infância. Foi abandonado pelos pais hippies em um orfanato católico aos sete anos. É um personagem rico, profundo, saboroso. Em The Young Pope, não há muita distinção entre o bem e o mal, o divino e o satânico. [1]

Pio XI escreveu sua Vigilanti Cura alertando os católicos sobre o perigo do cinema de sua época (1936):

A cinematografia realmente é para a maioria dos homens uma lição de coisas que instrui mais eficazmente no bem e no mal, do que o raciocínio abstrato. É, pois, necessário que o cinema, erguendo-se ao nível da consciência cristã, sirva à difusão dos seus ideais e deixe de ser um meio de depravação e de desmoralização
(...)
É geralmente sabido o mal enorme que os maus filmes produzem na alma. Por glorificarem o vício e as paixões, são ocasiões de pecado; desviam a mocidade do caminho da virtude; revelam a vida debaixo de um falso prisma; ofuscam e enfraquecem o ideal da perfeição; destroem o amor puro, o respeito devido ao casamento, as íntimas relações do convívio doméstico. Podem mesmo criar preconceitos entre indivíduos, mal-entendidos entre as várias classes sociais, entre as diversas raças e nações. (Vigilanti Cura §20-21)

Quão surpreso não ficaria este Papa ao ver os católiquinhos do século XXI bater palminhas para seriados blasfemos como The Young Pope.

Um comentário:

  1. Comecei a assistir isso mas parei na metade do primeiro episódio, é uma demência total.

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