domingo, 16 de abril de 2017

Nossa esperança está no nome do Senhor, e não na política!


Durante a Semana Santa, a liturgia da Igreja nos conduziu a contemplação dos solenes mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. O leitor deste BunKer com toda a certeza deve ter participado das celebrações e colhido muitos frutos espirituais deste tempo; me limito aqui apenas a destacar um pequeno aspecto de tão grande mistério: “Cruz escândalo para os judeus, loucura para os pagãos”.

O mistério da Cruz ainda hoje é um sinal de escândalo e loucura para um mundo descrente, é, sobretudo sinal de contradição para aqueles que buscam instrumentalizar a Igreja para fins políticos escusos, como a bastarda Teologia da Libertação, filha do Comunismo.

Após a agonia no horto, com a chegada do traidor, a ordem do Divino Mestre a Pedro foi a de embainhar a espada (Jo 18, 11). Ele não viera fazer uma “revolução”; respondendo a Pilatos frisou: “O meu reino não é deste mundo” (Jo 18,36)

Os judeus esperavam um messias político, fecharam os olhos às realidades do espírito aprisionando-se na imanência deste mundo que passa, recusaram Jesus, o Messias enviado pelo Pai, Aquele da qual falavam as profecias. E assim como há dois mil anos os sumos sacerdotes traíram Deus em favor do poder político: “Não temos outro rei senão César!” (Jo 19, 15), assim o fazem os teólogos da libertação, e tantos outros hereges infiltrados dentro da Igreja, escolhidos como sacerdote do Altíssimo, mas que rejeitaram o seu Rei, em favor das benesses do poder político mundano.

Assim como outrora Israel peregrinou no deserto rumo à Terra Prometida, peregrinam hoje os cristãos nesse vale de lágrimas rumo á Pátria Celeste sob a guia da Santa Cruz. Por mais lícito e louvável que seja a luta política, é preciso que fique claro que nossa esperança não é uma esperança política, que nossa morada definitiva não é aqui. Nossa esperança está no nome do Senhor, e não na política!

Nenhum comentário:

Postar um comentário