quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

É preciso não se contentar com o mundo porém, isso não impede de amá-lo


Chesterton ensina que é preciso amar as coisas antes mesmo que elas se tornem amáveis. Mesmo passando por esse lugar de desterro, este vale de lágrimas, não há momentos em que observando o carvalho seco, imagina como ele era lindo e frondoso, quando Deus o pensou? Ao olhar o cadáver putrefato da zebra não consegue imaginar a épica corrida que travou com o leão que a devorou?

É preciso não se contentar com o mundo, morrer para ele, colocar suas esperanças não aqui no local de desterro, mas na pátria celeste. Porém, isso não impede de amar o mundo, amar o mundo em Deus, porque Deus o amou quando o pensou.

A atitude católica não é a revolta ranzinza para com a realidade, nem a embriaguez pagã. O ranzinza, chato, amargurado, revoltado porque o mundo não é como deveria, esse é o gnóstico (ou o calvinista). O hiponga bobo alegre é o panteísta (ou o neopenteca). O católico é aquele que deixa ambos consternados. É aquele que sorri mesmo sofrendo, e mantém-se sóbrio quando alegre. É aquele que encara o mundo como ele é, um lugar bom, corrompido pelo pecado original. Aquele que sabe que o mundo perfeito aqui nesta terra é impossível, e por isso mesmo consegue amar o mundo e odiar o mal. É aquele que ao mesmo tempo em que corre para apagar o incêndio, bebe um pouco de água para matar a sede .

Viver a dramaticidade da vida, sem esquecer de seu caráter lúdico. Porque um bom filme não é apenas dramático, cômico, ou heroico, mas consegue misturar de modo orgânico os gêneros, assim é a estada do católico neste mundo.

A própria liturgia nos educa para está saudável vivência, depois de toda a tristeza do Ato Penitencial em que recordamos a nossa miséria e imploramos o perdão do Senhor vêm o hino de alegria do Gloria In Excelsis Deo em louvor a Deus pela sua infinita bondade.


Eis o Catolicismo! Escândalo para os judeus, loucura para os pagãos.

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