sábado, 25 de fevereiro de 2017

A Ilusão do Super-Homem


Quando criança meu imaginário foi formado pelos desenhos infantis da década de 90: X-Men, Homem-Aranha, Dragon Ball, e etc. Em todos eles havia uma ideia comum: a ideia do "super-homem", que de alguma forma (por alguma técnica, alguma energia, alguma ciência...) seria possível ir além das limitações humanas e tornar-se "especial", uma espécie super-humano. Perversa ilusão! Essa era a mesma tese por trás das monstruosas experiências eugênicas de Hitler: a tentativa de criar uma raça de super-homens através da genética...

Somos pó e temos de aceitar isso. Aceitar nossas limitações, aceitar que não somos deuses e tampouco super-homens. Aceitar que a dor, o sofrimento, as limitações físicas e intelectuais sempre estarão presentes em nossa caminhada por esse vale de lágrimas. Somos pó, somos fracos, somos pecadores, sozinhos nada podemos, mas Deus é nosso refúgio e nossa fortaleza, e é Nele que devemos depositar nossa confiança.

***

No contexto dessa reflexão, deixo a seguir um documentário espanhol a respeito do Chi e outras supostas energias pseudo-místicas que, segundo a velha pretensão mistiçoide oriental, podem fazer dos humanos super-homens. É certo que podem existir fenômenos místicos reais nas religiões pagãs por obra do Encardido. Porém, isto é bem raro, e o que normalmente se vê são truques e técnicas de hipnose as quais o documentário ajuda a desmascarar. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Empresa belga resolveu ''chipar'' seus funcionários

O avanço da tecnologia tem ao mesmo tempo despertado grande entusiasmo e justificado temor. A cada novo dia, aquelas velhas "alucinações" das ficções científicas vem se tornando cada vez mais temerosamente próximas.

Leio hoje uma reportagem comentando o episódio de uma empresa belga que resolveu ''chipar'' seus funcionários. Com certo tom otimista, a reportagem tenta dissipar os justos temores com relação a esta tecnologia, pintando-a como uma divertida excentricidade e reforçando tratar-se de uma proposta voluntária, não-obrigatória e que os microchips utilizados não emitem sinais rastreáveis… isso por hoje....

Quanto tempo levará até o uso compulsório de tais microchips? Começando talvez por "chipar" os criminosos: <eles merecem! São monstros, precisam ser controlados e rastreados!>; depois as mães chipando seus filhos: <é por proteção!>; os conjugues chipando-se mutuamente as escondidas <ciúme, normal na vida de casal não há nada de mais!>, até que o chip venha a substituir os cartões de crédito, os documentos de identidade, chegando ao ponto em que: <todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender , senão aqueles que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.>

Maluquice? Teorias da Conspiração? Pode ser, mas prefiro ser prudente e fugir deste tipo de modernice...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Isso não é um país sério...



"Miss Bumbum": evangélica, com tatuagem do Trump nas costas; desfila em escola da samba carnavalesca "homenageando" Nossa Senhora Aparecida ("homenagem" esta permitida e apoiada pelo Cardeal Arcebispo de São Paulo e seus confrades da CNBB).

Não, isso não é o roteiro de uma ficção non sense. É a realidade deste país, um verdadeiro hospício a céu aberto.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Se és capaz...


É incrível como os artistas (os verdadeiros artistas dignos do título) conseguem sintetizar de forma bela e clara as mais diversas realidades.

Em texto recente neste BunKer, tratei de algumas questões relacionadas ao papel do varão, e a necessidade da busca de algumas virtudes "táticas"[1] e, relendo-o mais uma vez não posso deixar de dizer que foi um texto medíocre, principalmente quando comparo com outros autores que vieram a tratar do mesmo tema[2]. Eis que hoje, por indicação de meu amigo Victor, acabo por encontrar um poema de Rudyard Kipling capaz de resumir a questão de forma muito mais clara e bela:

SE
RUDYARD KIPLING
Tradução de Guilherme de Almeida

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para estes no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,
De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a Derrota e o Triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
____________________________________________________________________________

[1] <Essas são as virtudes práticas de homens obrigados a confiar uns nos outros, num cenário da pior espécie. Força, Coragem, Destreza e Honra são virtudes simples, funcionais. (...) A masculinidade deficiente não passa de falta de força, coragem ou destreza.> - DONOVAN, Jack. O Código dos Homens.
[2] Ver:

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Tempos difíceis criados por homens fracos...


''Tempos difíceis criam homens fortes, homens fortes fazem tempos fáceis, tempos fáceis criam homens fracos e homens fracos fazem tempos difíceis.’’ – O  aforismo, cujo autor se desconhece, tem-se difundido viralmente pelas redes; tal verdade tão intuitiva e plausível quanto uma lei matemática se torna ainda mais escandalosamente evidente nestes tempos de transição, tempos difíceis criados por homens fracos. É de uma obviedade ululante para qualquer um que nossa sociedade caminha para o total caos (cuidadosamente arquitetado para de forma dialética pressionar o clamor pela criação de um totalitarismo global). Hoje, enquanto escrevo este texto ainda ecoam notícias sobre a explosão de criminalidade no estado brasileiro do Espirito Santo e, no âmbito eclesial leio a triste notícia da covardia do alto clero ao permitir a celebração de uma cerimônia anglicana na Basílica de São Pedro. Tempos difíceis criados por homens fracos...

Estas são apenas as manifestações mais recentes, poderia citar também o genocídio de bebês em clinicas de aborto espalhadas pelo mundo, o desprezo para com os anciãos e seu abandono a eutanásia, a proliferação da sodomia, a difusão das mais burlescas seitas protestantes em nosso país, a onda de corrupção, divórcios, imoralidades et cetera. E, em meio a este caos onde estão os varões da Igreja? Alguns covardemente refugiados nas estruturas, buscando a todo o custo o a adaptação ao mundo moderno, mesmo em seus aspectos mais desumanos; outros estão confusos, alienados em sistemas emburrecedores e sentimentais, dançando coreografias imbecis enquanto o mundo edificado por seus antecessores desaba ao seu redor e os inimigos da Fé atacam por todos os lados.

-Esto Vir! Diz Davi a Salomão: seja homem! Os tempos difíceis chegaram, e é hora dos homens despertarem, e com fortaleza e coragem consertarem a bagunça permitida por seus antepassados recentes. Seja qual for sua vocação, a vivência dela de modo correto, católico, exige hoje uma fortaleza descomunal. Ao padre é exigida profunda coragem e sabedoria para proteger seu rebanho das heresias, chamar o mal por seu nome, e estar disposto a enfrentar perseguições da mídia, e de seus superiores (muitos deles hereges infiltrados). Ao pai de família se exige igualmente coragem, de dizer não a mentalidade contraceptiva, de criar e educar uma família numerosa em uma época onde as escolas fazem de tudo para perverter as crianças já na tenra infância ensinado abominações contrárias a lei natural, tal qual a Ideologia de Gênero. Tanto mais será exigido daqueles que atuam no campo cultural e politico: quantas falsas doutrinas não gozam hoje de prestigio? Quantos ataques a Igreja, a lei natural, a dignidade humana, não triunfam pelo silêncio daqueles que deveriam estar gritando?

Coragem! Levantai-vos Soldados de Cristo! Mas, não só coragem é exigida nestes tempos; de que vale a bravura sem a inteligência? Tal como sugere os símbolos dos templários (imagem ao lado), deve o varão católico buscar o ideal da coragem e da prudência, a bravura de Rolando e a sabedoria de Oliveiros

Mas como? Como uma geração de homens criada a leite com pera e ovo maltine pode conseguir as virtudes necessárias para tão árduo combate? Expondo-se ao risco, enfrentando o sofrimento, o incômodo, a dor; e imitando os passos dos que nos precederam no combate, sobretudo pela oração implorando a Deus esta virtude que nos foi dada pelo Sacramento do Crisma, essa santa fortaleza dom do Espirito Santo.O mesmo se pode dizer para a sabedoria, também um dom do Divino Espírito que deve ser alimentado com o bom estudo, o estudo da reta e perene doutrina católica, e o corajoso combate intelectual aos erros e heresias.

"(...) Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria." -  2Timóteo, 1:7

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

É preciso não se contentar com o mundo porém, isso não impede de amá-lo


Chesterton ensina que é preciso amar as coisas antes mesmo que elas se tornem amáveis. Mesmo passando por esse lugar de desterro, este vale de lágrimas, não há momentos em que observando o carvalho seco, imagina como ele era lindo e frondoso, quando Deus o pensou? Ao olhar o cadáver putrefato da zebra não consegue imaginar a épica corrida que travou com o leão que a devorou?

É preciso não se contentar com o mundo, morrer para ele, colocar suas esperanças não aqui no local de desterro, mas na pátria celeste. Porém, isso não impede de amar o mundo, amar o mundo em Deus, porque Deus o amou quando o pensou.

A atitude católica não é a revolta ranzinza para com a realidade, nem a embriaguez pagã. O ranzinza, chato, amargurado, revoltado porque o mundo não é como deveria, esse é o gnóstico (ou o calvinista). O hiponga bobo alegre é o panteísta (ou o neopenteca). O católico é aquele que deixa ambos consternados. É aquele que sorri mesmo sofrendo, e mantém-se sóbrio quando alegre. É aquele que encara o mundo como ele é, um lugar bom, corrompido pelo pecado original. Aquele que sabe que o mundo perfeito aqui nesta terra é impossível, e por isso mesmo consegue amar o mundo e odiar o mal. É aquele que ao mesmo tempo em que corre para apagar o incêndio, bebe um pouco de água para matar a sede .

Viver a dramaticidade da vida, sem esquecer de seu caráter lúdico. Porque um bom filme não é apenas dramático, cômico, ou heroico, mas consegue misturar de modo orgânico os gêneros, assim é a estada do católico neste mundo.

A própria liturgia nos educa para está saudável vivência, depois de toda a tristeza do Ato Penitencial em que recordamos a nossa miséria e imploramos o perdão do Senhor vêm o hino de alegria do Gloria In Excelsis Deo em louvor a Deus pela sua infinita bondade.


Eis o Catolicismo! Escândalo para os judeus, loucura para os pagãos.