quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Pena de Morte? Não! Precisamos de Santos!


Vivemos num país extremamente violento, não raro figuram nos noticiários televisivos e nos jornais notícias de crimes bárbaros e banhos de sangue que chocam a sociedade. Muitos indignados com tal situação clamam pela pena de morte, repetindo o jargão dos maria viaturas: “bandido bom é bandido morto”. A estes respondo: “bandido bom, é bandido convertido”.

O catecismo e a doutrina da Igreja não proíbem a pena de morte, contudo a atual hierarquia se posiciona contrária, devido as atuais circunstancias históricas: 

<2267. A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor.

Contudo, se processos não sangrentos bastarem para defender e proteger do agressor a segurança das pessoas, a autoridade deve servir-se somente desses processos, porquanto correspondem melhor às condições concretas do bem comum e são mais consentâneos com a dignidade da pessoa humana.

Na verdade, nos nossos dias, devido às possibilidades de que dispõem os Estados para reprimir eficazmente o crime, tornando inofensivo quem o comete, sem com isso lhe retirar definitivamente a possibilidade de se redimir, os casos em que se torna absolutamente necessário suprimir o réu «são já muito raros, se não mesmo praticamente inexistentes» (42).>

Compartilho da mesma opinião: a pena de morte não me parece um recurso adequado, ainda mais em nossos tempos em que os Estados não reconhecem a autoridade de Deus e da verdadeira religião e os juízes legislam contra Deus. Ora, nas atuais circunstancias, em que se quer retirar os crucifixos das repartições públicas, em que a lei dos homens contradiz a lei Deus, em que as faculdades de direito deformam a mente de nossos futuros juízes com doutrinas pérfidas, como se pode fazer um juízo adequado a respeito de algo tão grave como a vida de um homem? Não creio que exista hoje no país juízes o suficiente com consciência católica bem formada capazes de examinar todas as consequências morais de tal ato, e tomar uma decisão tão grave. Por isto, sou absolutamente contrário a pena de morte.

Excluída então a alternativa a penalidades mais severas, fica a pergunta: como resolver a questão da criminalidade no país? Minha resposta é: precisamos de santos.

Assisti recentemente o filme <Molokai, a Ilha Maldita>, que retrata a história de São Damião. É surpreendente como esse homem de grande fé e coragem se embrenhou numa violenta ilha no Havaí para onde eram mandados os leprosos, e converteu inúmeras almas pela graça de Deus. Sim, precisamos de mais padres como São Damião, que não tenham medo de se misturar aos excluídos da sociedade, que se embrenhem nas prisões e levem a estes miseráveis a doutrina e os tesouros da Igreja, com coragem, firmeza e virilidade (São Damião algumas vezes precisou usar os punhos, literalmente sair na porrada algumas vezes). 

Pena de morte? Não! É preciso levar a Fé a esses infelizes e seus mais preciosos tesouros. No dia em que em cada presidio, for possível celebrar a Santa Missa (também no rito extraordinário/Missa Tridentina), quem sabe a exemplo de São Dimas, não nasçam santos ali.

São Dimas e São Damião Molokai rogai pela conversão dos criminosos!

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