domingo, 1 de janeiro de 2017

Meus votos para 2017: Seja Autêntico!

Hoje, dia primeiro de janeiro do ano de 2017, dia em que a Igreja celebra a festa da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. São pouco mais que quatro horas no momento em que escrevo estas linhas, meus singelos votos (um tanto quanto atrasados) aos leitores deste humilde BunKer.

Tantos conselhos valorosos já foram escritos, outros nem tanto  e, se você caro leitor cumpriu com seu dever e participou da Missa de preceito, a homília do padre deve ter-lhe oferecido um norte, uma direção para bem viver este ano. Contudo, arrisco ainda a lhe oferecer meu conselho, meu humilde conselho para você (e também para mim afinal, o ouvido mais próximo da minha boca é o meu mesmo) neste ano que se inicia: <Seja autêntico>.

Neste tempo de internet, em que o fenômeno da pose se disseminou tanto, em que muitos sacrificam sua personalidade em prol de um esterótipo, um modelo pré-fabricado de arquétipo grupal, seja o olavette a macaquear seu líder, seja o conservador e sua pose refinada de bom moço, seja o radtrad e o modelo amargurado, o neopagão e sua farsa “de bem com a vida”, ou tantos outros que constam no catálogo internético que o amigo (se me permite tal intimidade) está cansado de observar; que caiam as máscaras! Mesmo que todos ao seu redor encenem seus personagens, que nós tenhamos a coragem de viver e manifestar plenamente a originalidade e individualidade de nossa existência, pois eu e você somos seres únicos e irrepetíveis criados por Deus.

Que não aconteça (como neste belo poema a seguir) que de tanto enganarmos os outros, venhamos enganar à nós mesmos...


E SE UM DIA...

E se um dia uma voz misteriosa
Te dissesse que aquela que julgas
Ser a tua verdadeira face
Não é senão uma linda máscara
Que encobre o defeituoso rosto
Que nunca imaginaste que tinhas?
Receio, irmão, que teu mundo então
Desmoronaria, como um dia
Desmoronou o meu, na turva noite
Em que uma misteriosa voz
Me disse que aquela que julgava
Ser a minha verdadeira face
Não era mais que uma linda máscara
Que encobria o feio e defeituoso
Rosto que jamais imaginara
Eu ser o meu verdadeiro rosto.

[Victor Emanuel Vilela Barbuy, Santo Amaro (São Paulo), 15 de dezembro de 2012.]

Feliz 2017!

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