sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

[Guerra Cultural] O que os católicos podem fazer? A resposta de Dom Athanasius

Conforme comentado em outros postagens, a guerra cultural é hoje uma realidade que exige do católico uma tomada de posição. Porém, como agir concretamente? Já manifestei aqui neste Bunker algumas linhas gerais, hoje trago mais algumas orientações de Dom Athanasius, a notícia é relativamente antiga para os padrões da internet (publicada no inicio de dezembro do ano passado no Adelante La Fé) entretanto, seu conteúdo continua de uma utilidade e atualidade fantástica, que merece menção. 

As instruções do bispo, traduzidas pelos irmãos do Sensus Fidei apesar de originalmente escritas para o combate contra a terrível agenda Kasper, servem de norteamento para diversos outros fronts da batalha no mundo cultural.

<Devemos criar verdadeiros grupos católicos, acadêmicos, famílias e membros do clero que estenderão corajosamente a verdade católica, plena sobretudo dos ensinamentos da Igreja sobre a família, a natureza e os mandamentos de Deus.

Como um meio para esse fim, devemos fazer uso de todos os recursos oferecidos pelo mundo moderno de que dispomos. Não estejamos limitados à espera dos meios de comunicação para difundir essas mensagens. Não devemos esperar que cada pároco a pregue do púlpito. Devemos abraçar as novas formas de comunicação que nos permitem difundir o Evangelho e os ensinamentos de nossa Santa Mãe a Igreja. Devemos levar nossa mensagem à Internet, publicá-la em sites, blogs e redes sociais.

Mas não nos esqueçamos de participar com os nossos irmãos católicos em formas mais tradicionais. Devemos organizar conferências e simpósios em nível acadêmico. Devemos usá-los para criar publicações, documentos e livros que possam ser utilizados como referência e ampliar nossa discussão.

Devemos também criar um movimento de famílias católicas, de “igrejas domésticas”, para testemunhar, defender e difundir a fé integral e o ensino sobre a família, o casamento e a ordem da natureza.

(...)

Para fazermos frente aos erros que atualmente são difundidos, verdadeiros cônjuges católicos, famílias e pessoas individuais devem escrever ao Papa, aos Bispos, aos dicastérios competentes da Cúria Romana, notificando-os sobre as declarações heréticas, semi-heréticas, ou gnósticas de pessoas eclesiásticas ou eventos com um programa deste tipo que está sendo promovido por indivíduos ou grupos eclesiásticos.

Estes são todos os meios de educação e formação. Mas a batalha que estamos lutando é bem mais do que apenas a luta contra a ignorância. É contra os principados e potestades. Não pode haver êxito a menos que organizemos uma grande rede nacional e internacional de oração através da Adoração Eucarística, peregrinações, Missas solenes, procissões de intercessão e de penitência com temas como “A santidade da família e do casamento”, “O chamado à castidade”, “A Beleza e a felicidade de uma vida casta”, “A Imitação de Cristo na vida familiar” e “A expiação pelos pecados contra a família e o casamento.”

Talvez, o mais fundamental de tudo, é que devemos rezar fervorosamente a Deus para que conceda à sua Igreja santos bispos e papas santos. Essa oração deve ser rezada especialmente pelas crianças, uma vez que a oração dos inocentes penetra o céu como nenhuma outra.>

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