segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Baldeação Ideológica Inadvertida

Ando lendo atualmente o livro Baldeação Ideológica Inadvertida e Diálogo do genial, mas profundamente problemático Plínio Corrêa de Oliveira. Em determinado trecho da obra, o autor expõe de maneira claríssima o estratagema usado pelos comunistas na guerra psicológica a fim de “comunistizar” os católicos ou, nas palavras autor, promover a Baldeação Ideológica Inadvertida. Tal técnica continua, ainda hoje, sendo amplamente utilizada não apenas por comunistas, como também por liberais e marcusianos, segue a transcrição:

Na sua essência, o processo da baldeação ideológica inadvertida consiste em atuar sobre o espírito de outrem, levando-o a mudar de ideologia sem que o perceba.

Para chegar a esse resultado, é possível lançar mão de artifícios diversos.

O mais das vezes, esses artifícios se reduzem ao seguinte:

* a – encontrar no sistema ideológico atualmente aceito pelo paciente pontos de afinidade com o sistema ideológico para o qual se deseja baldeá-lo;
* b – supervalorizar doutrinária e sobretudo passionalmente esses pontos de afinidade, de tal maneira que o paciente acabe por colocá-los acima de todos os outros valores ideológicos que admite;
* c – atenuar tanto quanto possível, na mentalidade do paciente, a adesão aos princípios doutrinários que atualmente aceita e que sejam inconciliáveis com a ideologia para a qual se quer baldeá-lo;
* d – despertar nele a simpatia pelos militantes e líderes da corrente ideológica para a qual será baldeado, fazendo-o ver neles soldados dos princípios supervalorizados conforme o exposto no item “b”;
* e – dessa simpatia passar à cooperação para fins comuns ao paciente e seus adversários doutrinários de ontem, ou quiçá para o combate a uma ideologia ou uma corrente, inimiga tanto daquele quanto destes;
* f – daí conduzir o paciente à convicção de que os princípios supervalorizados são mais consentâneos com a ideologia de seus novos cooperadores e irmãos de luta do que com a sua ideologia de ontem;
* g – a esta altura, a mentalidade do paciente estará mudada, e sua assimilação à nova ideologia não encontrará senão obstáculos secundários.

Ao longo de quase toda essa trajetória, ele não se dará conta de que está mudando de idéias. E, quando disto se der conta, já não se assustará com o fato. De princípio a fim, imaginará estar agindo por movimento próprio, e não advertirá que está sendo manobrado. O processo é, pois, inadvertido de dois pontos de vista:
– porque o paciente durante quase toda a baldeação não a percebe;
– porque ele não nota que essa baldeação é um fenômeno produzido nele por terceiro.

Por esta forma, o adversário se transforma gradualmente em simpatizante e por fim em adepto.

Que meus irmãos de Fé fiquem avisados e, conscientes do funcionamento de tal processo, escapem das arapucas ideológicas as quais os inimigos da Igreja querem metê-los.

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