quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Assange, Rússia e Polônia

1. Julian Assange têm sido uma das principais pedras no sapato da Nova Ordem Mundial. O fundador do WikiLeaks refugiado na embaixada do Equador em Londres têm feito um trabalho digno revelando e tornando público os esqueletos no armário dos grandes figurões.

Fico pensando cá com meus botões, será que Trump têm coragem o suficiente para por fim a perseguição a Assange, e dar-lhe liberdade política para agir nos EUA? Espero que sim, mas creio que não. De todo o modo, mesmo exilado na embaixada do Equador sem poder sair nem mesmo para comprar um pão, Assange é capaz de criar grandes problemas aos figurões novordistas, o que faz com que eu o admire e muito mas, não a ponto de idealizá-lo; talvez por isso tenha gostado muito do filme O Quinto Poder.



O filme baseado nos relatos de Daniel Domscheit-Berg, co-fundador do WikiLeaks e ex-parceiro de Julian, se propões a contar a história da organização, mas de um ponto de vista não muito simpático a Assange, retratado como um homem excêntrico, ególatra e tendendo a loucura.

Sou leigo no assunto para dizer com propriedade se o filme é fiel a realidade, contudo achei uma boa obra que tenta ser “imparcial”, destacando a importância do WikiLeaks na recente história mundial, sem contudo cair em um romantismo heroico.

Caso se interesse em assistir, ele está disponível no YouTube, minha maior crítica ao filme se dá por piadinhas imorais, e cenas sensuais (embora o filme não chegue ao nível da pornografia como a maioria das obras de Hollywood) desnecessárias.

2. Do WikiLeaks passo agora para a Rússia, outra gigantesca pedra no sapatado da Nova Ordem Mundial. Li ontem um excelente artigo do português Viriato Soromenho, intitulado "A culpa não é da Rússia?" transcrevo alguns pontos a seguir:

<Mas o modo como a Rússia está a ser objeto daquilo que em psicologia se denomina "atribuição causal externa" não se limita aos EUA. A próxima vaga de eleições decisivas para o futuro europeu (Holanda, França e Alemanha) arrisca-se a ser marcada pela sombra da "interferência russa". Mais uma vez trata-se de um claro sintoma de fraqueza. Não foi a Rússia que conduziu a UE para a agonia lenta de uma união monetária onde uma parte significativa dos Estados integrantes se sente como num avião capturado por piratas do ar. Um sítio muito desagradável, mas do qual não se pode sair sob pena de morte certa. Não foi a Rússia que armou fundamentalistas islâmicos no Afeganistão e na Bósnia, as escolas dos terroristas que hoje flagelam o Ocidente. Não foi a Rússia que iniciou esta vaga ingovernável de sofrimento humano, traduzida nas multidões rompendo as fronteiras da Europa em 2015, forçando a UE a acordos com Ancara que nos envergonham. Foram G.W. Bush e Blair com a ignóbil invasão do Iraque, em 2003. Foram Sarkozy e Cameron, com a cumplicidade de uma NATO que há muito entrou em roda livre, derrubando e assassinando Kadafi (com quem a UE tinha assinado em 2010 um positivo acordo sobre refugiados). Foi o próprio Obama, deixando Hillary Clinton ensarilhar-se, ao lado de Hollande e Cameron, no caos da Líbia e no inferno da Síria.

Putin, olhando no espelho dos czares, representa os interesses permanentes de uma Rússia determinada a quebrar um longo ciclo de declínio. Mas a Rússia, além do seu arsenal nuclear, só vale 10% do PIB da UE e tem pouco mais de um quarto da população dos 28! A Rússia só mete medo a uma Europa à deriva, governada por líderes imaturos, que não sabem quem são, quem representam, nem para onde devem ir.>

É certo que as profecias de Fátima ainda não se cumpriram de modo pleno o que faz-nos ter certo receio com a Rússia, mas a atual onda de russofobia mais do que qualquer coisa tem sido uma artimanha novordista para justificar seus próprios fracassos. E não deixa de ser curioso, como certa direita dita conservadora teme tanto o urso do leste, a ponto relevar seus acertos (como a atual cultura de combate ao gayzismo, ao aborto e ao globalismo) enquanto louve as ações dos EUA, ponta de lança da revolução novordista (ao menos até antes de Trump que pode mudar os rumos da coisa).

3. Se tanto a Rússia quanto Assange apesar de atualmente desempenharem papeis admiráveis, estão longe de serem modelos ideais, o mesmo não se pode fizer da Polônia que está marchando em um belíssimo caminho. Segue mais um vídeo em que os polacos reafirmam sua fidelidade a Igreja e oposição aos esquemas ideológicos que atualmente corroem o ocidente:

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