domingo, 22 de janeiro de 2017

Aplicar a Doutrina na Vida Comum


Há algum tempo atrás pensava eu que o problema do brasileiro com relação ao catolicismo era má catequese, má formação doutrinária. Que um país com 500 anos de Evangelização Católica tenha tão poucos santos canonizados, que seitas protestantes das mais fuleiras (do reteté pezinho de fogo a seita do maiscedo) consigam ludibriar almas aqui enquanto a revolta de lutero-calvino esteja sendo enterrada no resto do mundo, é algo que clama por uma explicação. Porém, observando realidades como a Canção Nova e a RCC, coisas do tipo Cerco de Jericó e santos estampados em camisetas, a resposta aponta para outro lugar. A coisa começa a gritar com o fenômeno dos radtrads de internet, cujo alguns exemplares descanonizam santos ''pós-conciliares'' no intervalo de Sobrenatural ao som de Ozzy Osbourne.

Não é só que o brasileiro não conhece a doutrina. É muito pior: ele não sabe aplicá-la. Repete os dogmas da Fé como fosse a decoreba da escola mas, na hora de aplicar em sua vida pessoal e cotidiana não sabe como fazer. Quando muito, resume a coisa em um tipo de moralismo social para usar de porrete contra o ''ermão'' e se auto promover.

Vai lá o Catequista, muito católico dentro da Igreja. Mas, fora dela, guarda a Fé e o Catecismo na gavetinha, se é advogado por exemplo, não sente o menor peso na consciência em ganhar a vida com divórcios, se é farmacêutico continua a vender preservativos em seu comércio e coisas do tipo. Ou a mocinha que canta no coral, com roupa mui modesta, e uma bela voz louvando ao Senhor. Mas, ao sair da Missa troca o vestido pelo shortinho e o tomara que caia. O problema é tão grande que entrou até no clero, onde vimos notícias recentes do padre que vai sambar na passarela...

Mais do que catequizar (o que é sim necessário) mais do que ensinar a doutrina, creio que o que seja fundamental é ensinar ao brasileiro a aplicar a riquíssima doutrina católica em sua vida prática, do seu modo original e único, mas coerente.

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