terça-feira, 17 de outubro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Tolice e Paganismo


28ª Semana do Tempo Comum - Terça-feira 17/10/2017
Primeira Leitura (Rm 1,16-25)
Responsório (Sl 18 (19),2-3. 4-5 (R. 2a))
Evangelho (Lc 11,37-41)


1. Quem não glorifica a Deus fica burro. Foi o que aconteceu aos pagãos do qual nos fala São Paulo na primeira leitura: deram de ombros aos sinais da criação e perderam-se em seus próprios pensamentos estultos. Ficaram burros, escravos de ídolos, e ainda por cima desonraram seus corpos. Como punição, Deus os abandonou a si mesmos.

Não tenhamos receio de proclamar em alta voz: ''OS PAGÃOS SÃO BURROS, ESTULTOS!''. O mesmo vale para os pagãos de hoje, aqueles que vivem para o mundo de festinhas e baladinhas, desonrando seus corpos em atos libidinosos; são verdadeiras antas que perdem sua vida neste mundo, matam suas almas, e arriscam-se a morrer na impenitência e serem condenados.

Cuidado se faz da vida tipo uma festa, pois a ressaca pode ser eterna.



2. No Evangelho Jesus é convidado a jantar, e mesmo na casa do fariseu continua a pregar quer agrade quer desagrade. Temos nós essa coragem? Ou nos acovardamos e, em casa de terceiros, escondendo nossas convicções por respeito humano?

3. Pouco vale as ações externas, se a alma estiver suja. Quem vive uma moral artificial, uma moral de pose para os outros é um infeliz, não entendeu o que significa a moral. É o que Cristo explica ao fariseu. 

Deixemo-nos purificar pelo Amor, o amor cristão, a caridade que limpa e purifica nossas almas.

domingo, 15 de outubro de 2017

A confissão de Lutero e Melanchton

Conta-se ainda outro fato na vida do pobre reformador. Certa noite estava ele sentado ao lado de Catarina, esquentando as mãos ao fogo aceso na sala.

Parecia taciturno, contrariado... De repente, pegando pelo o braço da companheira, introduziu-lhe a mão violentamente no meio das chamas.

Catarina soltou um grito...

- Que tens, mulher, disse Lutero, sombrio e zombeteiro; que há? Precisamos acostumar-nos ao fogo pois é o que nos espera no outro mundo!

Vê-se, nestes fatos, transparecer a consciência atormentada de remorsos do heresiarca, e o bom senso e a verdade cominarem por instantes os apetites e as paixões.

Terminemos estes depoimentos com um último, mais expressivo ainda que os precedentes, porquanto é o brado do AMOR FILIAL que às vezes sobrevive às ruínas de todas as outras afeições.

Quando o reformador estava no fastígio de sua revolta, caiu mortalmente enferma a velha mãe de Melanchton, que se fizera protestante a conselho do filho.

O mal fez rápidos progressos e em breve a velhinha viu-se à beira do túmulo.. Melanchton, que a amava, falou-lhe de Deus, e exortou-a e reconciliar-se com Ele.

A velhinha compreendeu e, juntando as últimas forças, perguntou: meu filho, sê sincero, agora, que estou para morrer; dize-me se é melhor morrer como protestante ou como católica.

O apóstata não hesitou.

- Minha mãe, disse ele, inclinando a cabeça, não vos posso enganar neste momento; o
protestantismo é talvez melhor para nele se viver; mas O CATOLICISMO É MELHOR PARA NELE SE MORRER.

Que quereis mais, caros protestantes? Uma tal confissão é ou não é de valor: Ouvimos falar a voz do arrependimento, o bom senso e o medo. Aqui nos brada o amor filial.

O discípulo de Lutero, que enganara a todos, não quis enganar a própria mãe... não desejando lançá-la no inferno, aconselhou-a a morrer como católica.

O conselho dado na hora da morte e coisa sagrada. Tomai-o para vós e, como disse Santo Ambrósio ao imperador Teodósio, “após ter seguido Davi nas suas fraquezas, segui-o no seu arrependimento”.

Depois de terdes acreditado nos desvarios de Lutero, daí ouvidos, também aos seus conselhos de bom senso e de lucidez. O protestantismo, permitindo tudo, pode ser mais cômodo para a vida, mas o Catolicismo vale mais para nos dar uma boa morte, após nos garantir uma vida boa, porque só ele tem as promessas da eterna salvação.

Padre Júlio Maria. O Diabo, Lutero e o Protestantismo; pág.134-135.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Acídia, Ambição, Talento e Esforço

Quais são os sete pecados capitais? Tem o leitor na ponta da língua o nome destas sete doenças que afligem a alma humana? Se sim, meus parabéns, pois faz parte de um seleto e excepcional grupo; hoje a maioria dos homens ignora aquilo que deveria combater.

Em seu Tratado Prático, o monge Evágrio Pôntico oferece-nos um curioso conselho: usar um demônio, um dos sete pecados capitais, contra o outro, reservando, porém, o alerta de não se abusar desta técnica. Longe de mim querer adicionar um iota a este clássico da ascese cristã, mas... (depois disso raramente vem coisa boa eu sei, escondam a carteira e liguem a cerca elétrica antes de prosseguir com a leitura) hoje, em pleno século XXI (vish!!!! Já mandou o jargão...) o pecado se disfarça de virtude e pode enganar ainda mais facilmente o usuário desta artimanha. Falemos da Acídia em sua manifestação mais vulgar: Preguiça. Muitas vezes esta se disfarça de humildade em um discurso moralista contra a ambição.

A ambição é ruim? Depende daquilo que se ambiciona. Na parábola dos talentos, aqueles que investiram e multiplicaram seus dons foram elogiados, enquanto o que o enterrou foi chamado “servo mal e preguiçoso”. Assim, a tal da “falta de ambição” pode ser tanto um sintoma de preguiça, algumas vezes associada também ao orgulho. Orgulho? Sim, orgulho. O que é o orgulho? De forma vulgar, uma opinião ilusória de si mesmo, achar que é “o cara”, quando na verdade é um bostinha. Cada vez que caímos, tentamos e falhamos tomamos consciência de nossa condição miserável, mas o preguiçoso não. Quem não tenta e não arrisca, não falha. O personagem Raskólnikov do romance Crime e Castigo é talvez um dos exemplos mais cristalinos da relação entre preguiça e orgulho. Este homem que dizia-se um novo Napoleão, abandonara os estudos, desdenhava da busca pelo emprego e passava horas no marasmo, deitado em seu imundo apartamento, confeccionando os feitos grandiosos, para os quais segundo ele, havia de realizar. E como sabemos, pecado puxa pecado, e a orgulhosa preguiça do senhor Raskólnikov o levou a pratica do homicídio, o resto da história você encontra nas quase 700 páginas de Dostoiévski, mas continuemos... 

Falava da ambição, mas os modernos têm uma visão tacanha e sempre associam a palavra ao dinheiro, por vezes dinheiro e ambição são até mesmo antagônicos. Pensemos em um exemplo simples: cinema. Quantos cineastas tinham talento e potencial para criar verdadeiras obras de arte, obras que atravessariam o século, mas preferiram um blockbuster comum, fórmula pronta para uns trocados? Mas, de que adianta a ambição pela ambição, mesmo que ordenada, sem talento e esforço. O que é talento? Talento é a predisposição natural, algo impresso em nossa alma, uma facilidade a determinados campos e áreas, também conhecido como "potencial". É o mesmo da parábola do Evangelho, a cada um foi dado em quantidades e espécies diferentes, mas a todos a mesma ordem: "multiplicai-o". E esforço? É o trabalho duro, o "suor do seu rosto" que irriga a terra. Sem esforço, ambição e talento hão de no máximo produzir aquela obra relaxada, inacabada, com aquela impressão de "poderia ter sido e não foi". Um bom lugar para se cultivar a virtude do esforço é no esporte, mas deixo isso para um próximo texto, prossigamos um pouco mais, pois o final já se achega.

Nesta luta contra o pecado da preguiça, que algumas tradições monásticas associam ao demônio Belfegor, além das armas da ambição, talento e esforço, conta o católico com o auxilio da graça. Deste modo, não há desculpas para a mediocridade.

Há, pois, de se buscar, ambicionar, o Bem e esforçar-se com os meios lícitos, utilizando dos talentos virtuosos, guiados pela virtude da sabedoria, faculdade impressa em nossa alma que nos difere das bestas irracionais.

Em resumo:
- Por vezes a preguiça se esconde sob os mantos de uma falsa humildade;
- Para vencê-la, deve-se unir as armas da Ambição, do Talento e do Esforço; 
- O uso de tais armas deve ser guiado pela razão natural iluminada pela doutrina cristã e fortalecida pela graça dos sacramentos;
- Desta forma não há desculpas para a mediocridade.

Nota: Há controvérsias com relação ao significado do termo ambição, uso aqui no sentido de desejo. Assim o desejo não é mal nem ruim por si mesmo, mas depende do que se deseja. Há, entretanto,  teóricos católicos como o Padre Ricardo Leão, que dão ao vocábulo ambição um significado diferente, reforçando o seu caráter negativo. De todo o pressuposto do texto é que seja lido sob a hermenêutica da continuidade  para com a tradição católica, onde jamais há de se fazer apologia ao vício.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

EUA: Avatar Geopolítico da Contra-Revolução?

Sabemos pela verdade revelada que o homem sem o sacramento do batismo é escravo de Satanás. Tanto é assim que por ocasião da cerimônia é perguntado ao neófito ou a quem responde por ele - os padrinhos - se renunciam a Satanás. Isso não faria nenhum sentido se não houvesse um preexistente vínculo com o anjo apóstata a ser quebrado mediante a realização do sacramento.

Pois bem, a esmagadora maioria da sociedade norte-americana é ou tem sido protestante. A quase totalidade das seitas protestantes que não se incluem naquele conjunto conhecido como "High Church" não aceitam o batismo infantil. Isso quer dizer que um contingente gigantesco -- se é que não amplamente majoritário -- de norte-americanos vive os anos mais decisivos de sua formação intelectual e moral (a infância e adolescência) sob o poder do Inimigo de Deus. As consequências disso deviam ser bem óbvias, mas toneladas de entulho propagandístico neodireitista turvam a visão dos devotos católicos já quase pós-católicos da teologia política teoconservadora angloliberal.

Vejamos: desde o fim do século XIX a cultura, as artes e os costumes verificados nos EUA eram tidos por viciosos por quase todas as sociedades européias, sobretudo as que ainda eram católicas.

Muito antes de existir Escória de Frankfurt, os EUA espalhavam música hedonista e sensual mundo afora com ritmos como foxtrot e jazz. Enquanto as mulheres da Europa e do mundo hispânico se cobriam com vestidos sóbrios e recatados, nos EUA elas vestiam calças e se divorciavam dos seus esposos. Aliás, a vulnerabilidade dos EUA à infiltração dos "agentes de influência" soviéticos desastradamente reconhecida pela neodireita para tentar ilibar a potência norte-americana só faz sentido se assumirmos a fragilidade originária daquele país que decorre de sua cultura esvaziada das operações da graça dos sacramentos, sobretudo do batismo. A pior punição que Deus concede ao pecador é o abandono dele às mazelas intrínsecas de sua condição de pecador: ignorância, orgulho e sensualidade. Ou seja, tudo quanto a belicosa contraparte norte-americana da Anglosfera Protestante espalha mundo afora - seja mediante sua belicosa faceta bucaneira e huguenote, seja mediante sua faceta de mágicos itinerantes monetizadores do consumismo e do hedonismo especialmente evidente em Hollywood.

É precisamente por isso que os vermes vermelhos se banqueteiam com a podridão americana e a regurgitam ainda mais venenosa que antes. Deus usa os ímpios para castigar os ímpios antes Dele próprio Se incumbir de aplicar a Sua justiça. Vejamos o caso da Hungria: o sex-lib começou por lá com o governo do bolchevique judeu Bela Kun já nas primeiras décadas do século passado. Só que lá havia uma sociedade católica que combateu aquilo com os meios morais e espirituais e a subversão cultural ficou interrompida por muitas décadas subsequentes. Depois de ter sido vergada pelo flagelo do comunismo, esse combate ressurgiu de novo e agora César obedece a Cristo em Budapeste: as leis de hoje por lá fazem o exato oposto que Bela Kun fazia, ou seja, promover a virtude dos cidadãos.

O que hoje ocorre na Hungria é o oposto dos EUA. A reação que lá existe à degeneração é precarizada e artificializada por séculos de protestantismo e liberalismo nas costas, ao passo que a reação húngara é orgânica e cada vez mais estribada no espírito católico do seu povo: tivessem tido os EUA um Bela Kun em um estágio tão recuado de sua história quanto a aurora do século passado, não há exagero em supor que a devastação teria sido tão grande que a Suécia de hoje pareceria um convento perto deles.

Assim sendo, o único programa político eficaz em sustar ou reverter as maquinações dos marxistas e dos marcusianos é o programa que seja ou possa ser conducente à retomada eventual do Estado católico - e esse é o caminho oposto dos EUA, consagradores do Estado aconfessional em nossa época. Tudo que está fora da perspectiva do retorno do Estado católico ao protagonismo na história é disputa concorrencial entre revolucionários - sejam eles de esquerda, os revolucionários com pedigree; sejam eles de direita, os revolucionários vira-latas, entre os quais se inclui o progressista atrasado conhecido como conservador.

Retomemos a Doutrina Social da Igreja na vida pública e na vida privada de nossas sociedades e à vida das nações. Procuremos ainda retomar aquela interpretação operante semiinconsciente que nossa civilização deu ao mundo a partir da DSI: voltemo-nos ao ultramontanismo hispânico, à Contra-reforma, ao antimodernismo e aos impérios salvíficos de Covadonga e Ourique.

Abaixo a Anglosfera Protestante! Viva a civilização católica!

#Victor Fernandes 

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Transhumanismo e a Alma do Robô


Assistia ontem Metrópolis, não o filme de Fritz Lang, mas a animação japonesa baseada na obra de Osamu Tezuka, um dos maiores mangakás da história. No melhor estilo cyberpunk, com no traço característico de Tezuka, vemos múltiplas histórias entrelaçadas a convergir em um final épico; num roteiro recheado de simbolismo e analogias históricas, tal qual a ascensão do nazismo, as guerrilhas comunistas, e a Torre de Babel. A obra é um primor artístico extraordinário, um verdadeiro clássico digno de ser comparada a Matrix e Blade Runner, mas deixemos os aspectos técnicos aos especialistas e vamos direto ao ponto: robôs.

A trama principal destaca o inocente romance entre Tima e Ken'ichi, sendo Tima um humanoide robótico. No filme é até bonitinho, mas é algo restrito apenas ao terreno da ficção; não apenas a questão do romance, mas a própria ideia de humanização das máquinas. 

O que nos torna humanos, e faz-nos diferente de toda a criação não é foi de processos evolutivos que podem ser copiados e programados, mas  é nossa alma imortal, o sopro divino de que nos fala simbolicamente o livro do Gênesis (Gn 2, 7). Essa ideia de humanização das máquinas pode ser rastreada até o mito do Golem, passando pela fábula do Pinóquio até as velhas heresias gnósticas. Para os gnósticos, o homem é divino, e que maneira melhor de provar sua tese senão parodiando a criação, se Deus criou do nada um ser dotado de liberdade, porque não pode o homem fazer o mesmo?

Porém, como a gnose não passa de ilusão demoníaca, por mais que a ciência avance, jamais poderá o homem dar alma a matéria inanimada. Entretanto, ainda resta a possibilidade blasfema de brincar de Deus desumanizando o homem, a ideia das quimeras, mutantes e cyborgs. Se um robô jamais teria uma alma; algo como um cyborg ou um mutante, por mais que venha a ter seu corpo e sua mente bagunçados, seria ainda um homem dotado de alma imortal. 

“Especulações e divagações inúteis”, dirão alguns, porém, infelizmente está distopia sci fi faz parte dos planos dos grandes figurões; como manifesta o movimento transhumanista, que visa por meio das aplicações técnicas “transcender” o paradigma humano.



Conforme bem disse o controverso filósofo Aleksandr Dugin, é o transumanismo realmente um prelúdio ao “reino do Anti-Cristo”...

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Anjos da Guarda



(26ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira 02/10/2017) 
Primeira Leitura (Êx 23,20-23) 
Responsório (Sl 90(91),1-2.3-4.5-6.10-11 (R. 11))
Evangelho (Mt 18,1-5.10)

Hoje no dia dos Santos Anjos da Guarda a Igreja lê no Evangelho: <Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus> (Mt 18,10). Anjos não são bebezinhos de azinhas, mas poderosíssimos soldados do exército do Senhor, sempre que se manifestam os homens são tomados de imenso temor; maníacos, como o caso recente daquela exposição no MAM em que um marmanjão pôs-se nu diante de crianças, estes homens não imaginam o que os aguarda; o anjo daquelas criancinhas inocentes, cujo poder vai muito além de milhares de ogivas nucleares, espera apenas a permissão de Deus para castigar degenerados como aquele....

São Tiago Apóstolo quis manifestar-se em combate durante a Reconquista Ibérica, em cavalo branco e armadura negra lutou o Apóstolo nas espanhas contra a milícia blasfema do falso profeta Maomé. Se foi assim com o apóstolo, imaginem com os anjos que são soldados por natureza, membros da milícia celeste, o braço armado do Senhor Deus dos Exércitos. Devem eles estar ansiosos para que Deus lhes dê permissão de por fim a festa dos perversos e ímpios.

Ai daqueles que blasfemam contra o nome do Senhor, ai daqueles que escandalizam os pequeninos. Que se arrependam e se penitenciem enquanto ainda é tempo...

domingo, 1 de outubro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Vossa verdade me oriente e me conduza


(26º Domingo do Tempo Comum 01/10/17)
Primeira Leitura (Ez 18,25-28)
Responsório (Sl 24,4bc-5.6-7.8-9 (R. 6a))
Segunda Leitura (Fl 2,1-11)
Evangelho (Mt 21,28-32)

1. Na primeira leitura diz-nos o Senhor pela boa do profeta Ezequiel: <“Vós andais dizendo: ‘A conduta do Senhor não é correta’. Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é correta, ou antes é a vossa conduta que não é correta?> (Ez 18,25). Muitos cristãos infelizmente repetem hoje o mesmo erro dos antigos israelitas: querem corrigir o Senhor, "atualizar" a doutrina, acham-se mais bonzinhos que os santos. Não é a lei de Deus que deve mudar, mas nossos caminhos. Nós é que temos de nos adaptar ao Evangelho e não o contrário.

Deus está certo, nós estamos errados, convertemo-nos do contrário seremos condenados. Não há margem para discussão

2. Em resposta a primeira leitura cantamos no salmo: <Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação; em vós espero, ó Senhor, todos os dias!''> (Sl 24, 4bc-5). É o Senhor nosso guia, é a Verdade dele que nos deve orientar e conduzir, e não filosofias, ideologias, ou gurus da mídia.

3. Na segunda leitura diz-nos São Paulo: <Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor!”> (Fl 2, 10-11). Cristo reina! Cristo impera! Diante do nome dele todo o joelho se dobre no céu e na Terra. Diante de lei do Senhor se curvem os todos estados, povos e nações. Obedeçamos a lei do Evangelho com humildade, e como servos fiéis, militemos para que reine em toda a terra do nascente ao poente a vontade de Deus.

3. No Evangelho (Mt 21,28-32) quando chamado a trabalhar na vinha, disse o filho: -‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. A vontade, o querer, foi, pois, submetido ao dever. A verdade deve sobrepor nossas paixões e vontades.

É difícil? É, mas deve ser feito.

sábado, 30 de setembro de 2017

Brasil Século XXI, onde bispos militam contra o catolicismo


Mais uma vitória do laicato católico:
Em votação apertada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (27/09) rejeitar uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) que pedia que o ensino religioso nas escolas públicas não promovesse uma determinada fé ou denominação, limitando-se a apresentar as existentes.

Com a decisão, o modelo "confessional", em que os professores podem ser padres ou pastores e influenciar a vida religiosa dos alunos, continuará a ser usado nas escolas, como acontece em várias redes estaduais e municipais. As escolas também continuam livres para optar pelo modelo "não confessional".

Para o especialista Luiz Antônio Cunha, professor emérito da UFRJ, a decisão é, sobretudo, uma vitória da Igreja Católica, que tem mais recursos e estrutura para formar professores e era uma das maiores interessadas na derrota da ADI. [1]
Todavia, enquanto alguns militam heroicamente em defesa da expansão da Fé para a glória de Deus e salvação das almas, há prelados a militar contra a fé; estes teólogos da corte traem a Igreja em nome da revolução, aliam-se aos modernos Herodes e Pilatos, os figurões das ideologias e partidos mundanos:
Ensino Religioso (ER) em escola pública só pode ser ensino da religiosidade, da dimensão religiosa, das atitudes e valores condizentes com a religião.

O problema é a confessionalidade, na escola pública, com recursos públicos e a possibilidade certa de hegemonia da Igreja Católica, agora, e depois das Igrejas Pentecostais.

A tradição do ER no Brasil, com exceção de alguns lugares e dioceses muito reacionárias e conservadoras é o ER não confessional. O desacreditado STF cedeu ao lobby católico. Os melhores pensadores do ER em escola pública no Brasil não aceitam a confessionalidade e isso, por imposição autoritária de alguns, não foi respeitado.

A decisão é um retrocesso e é obscurantista.

Mas... sigamos. Trabalharei muito para praticar o ER não confessional, trabalhando com os professores.

A confessionalidade da religião é objeto da catequese, na comunidade de fé, na família e, com as devidas adaptações, na escola confessional.

Cada um em seu lugar e todos conversando com todos, escola, família, comunidade, sociedade.

O ER, processo de educação da religiosidade, cumpre uma tarefa e a Catequese, processo de educação da fé, cumpre outra tarefa. Ambas dialogam e se entendem muito bem.

Simples assim! [2]
Este texto odioso e mal escrito, com tantos jargões quanto os de um militante comunista de DCE, tragicamente é obra de Dom Joaquim Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte e e Reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC-Minas.

Enquanto os fiéis, amparados na tradição da Igreja dão continuidade a luta de homens como Monsenhor de Ségur, luta contra a educação laica, contra Escola sem DeusDom Mol por sua vez, luta pela laicidade contra influência da fé católica na educação.

Brasil século XXI onde bispos militam contra o catolicismo.

Rezemos pela santificação do clero, conversão dos hereges,  pela extinção da degenerada Teologia da Libertação, e continuemos a militar pelo Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

***

Sobre os argumentos levantadas pelo Monsenhor de Ségur contra a educação laica, você encontra um breve resumo neste vídeo do Conde Loppeux de la Villanueva:

Reflexões da Sagrada Escritura: Nacionalismo, Muros e Fronteiras


(25ª Semana do Tempo Comum - Sábado 30/09/2017)
Primeira Leitura (Zc 2,5-9.14-15a)
Responsório (Jr 31,10-13)
Evangelho (Lc 9,43b-45)

1. Na primeira leitura, segundo o oráculo dirigido ao profeta Zacarias, é dito que os muros de Jerusalém serão derrubados, uma grande multidão de pessoas de diversos povos e nações se aproximará dela e o Senhor mesmo virão habitar no meio deles.

A profecia pode ser vista tanto do ponto de vista histórico quanto escatológico. Do ponto de vista histórico isto já ocorreu, caíram as muralhas de Jerusalém a fim de abrigar povos de todas as nações. A Jerusalém dos Judeus deu lugar à Nova Jerusalém, a Santa Igreja, o qual é formada por povos de todas as línguas e nações, e o próprio Deus, presente no Sacramento da Eucaristia, habita no meio de nós.

Após a leitura fiquei a pensar na questão da imigração que divide direitas e esquerdas... É lícito ter seus temores com relação aos imigrantes muçulmanos, mas para com católicos isto é injustificado. Fechar as fronteiras das nações para nossos irmãos de Fé é colocar nacionalismos acima da catolicidade, o Estado acima da Igreja, isso é uma espécie de idolatria, um pecado contra a universalidade da Igreja.

2. No Responsório cantamos com o profeta Jeremias: "Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: Quem dispersou Israel, vai congregá-lo, e o guardará qual pastor a seu rebanho!" (Jr 31, 10). Hoje, os católicos estão também dispersos e espalhados em inúmeras nações. No céu, não haverá países e nações, seremos um só Povo, um só rebanho, o rebanho do Senhor. Os países e nações pertencem a este mundo que passa, e não ao Céu.

3. Concluo estas reflexões com o ensinamento de São Josemaria Escrivá:
Ama a tua pátria: o patriotismo é uma virtude cristã. Mas se o patriotismo se converte num nacionalismo que leva a encarar com frieza, com desprezo - sem caridade cristã nem justiça -, outros povos, outras nações, é um pecado. (Sulco 315)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Dos Anjos

34) Quais são as criaturas mais nobres que Deus criou?
As criaturas mais nobres criadas por Deus são os Anjos.

35) Quem são os Anjos?
Os Anjos são criaturas inteligentes e puramente espirituais, sem corpo.

36) Para que fim criou Deus os Anjos?
Deus criou os Anjos para ser por eles honrado e servido, e para os fazer eternamente felizes.

37) Que forma e que figura têm os Anjos?
Os Anjos não têm forma nem figura alguma sensível, porque são puros espíritos, criados por Deus para subsistirem, sem terem de estar unidos a corpo algum.

38) Por que então se representam os Anjos com formas sensíveis?
Representam-se os Anjos com formas sensíveis: 1°. para auxiliar a nossa imaginação; 2°. porque assim apareceram muitas vezes aos homens, como lemos na Sagrada Escritura.

39) Foram todos os Anjos fiéis a Deus?
Nem todos os Anjos não foram todos fiéis a Deus, mas muitos por soberba pretenderam ser iguais a Ele, e independentes do seu poder; e por este pecado foram excluídos para sempre do Paraíso, e condenados ao Inferno.

40) Como se chamam os Anjos excluídos para sempre do Paraíso, e condenados ao Inferno?
Os Anjos excluídos para sempre do Paraíso e condenados ao Inferno, chamam-se demônios, e o seu chefe chama-se Lúcifer ou Satanás.

41) Os demônios podem fazer-nos algum mal?
Sim, os demônios podem fazer-nos muito mal à alma e ao corpo, se Deus lhes der licença, sobretudo tentando-nos a pecar.

42) Por que nos tentam os demônios?
Os demônios tentam-nos pela inveja que nos têm e que lhes faz desejar a nossa eterna condenação, e por ódio a Deus, cuja imagem em nós resplandece. E Deus permite as tentações, a fim de que nós, vencendo-as com a sua graça, pratiquemos as virtudes e alcancemos merecimentos para o Céu.

43) Como podemos vencer as tentações?
Vencem-se as tentações com a vigilância, com a oração e com a mortificação cristã.

44) Os Anjos que se conservaram fiéis a Deus, como se chamam?
Os Anjos que se conservaram fiéis a Deus chamam-se Anjos bons, Espíritos celestes, ou simplesmente Anjos.

45) Que aconteceu aos Anjos que se conservaram fiéis a Deus?
Os Anjos que se conservaram fiéis a Deus, foram confirmados em graça, gozam para sempre da vista de Deus, amam-No, bendizem-No e louvam-No eternamente.

46) Deus serve-se dos Anjos como seus ministros?
Sim, Deus serve-se dos Anjos como seus ministros, e especialmente confia a muitos dentre eles o ofício de nossos guardas e protetores.

47) Devemos ter particular devoção ao nosso Anjo da guarda?
Sim, devemos ter particular devoção ao nosso Anjo da guarda, honrá-lo, implorar o seu auxílio, seguir as suas inspirações e ser-lhe reconhecidos pela assistência contínua que nos dá.

Catecismo Maior de São Pio X; Primeira Parte - Do Símbolo dos Apóstolos, chamado vulgarmente O Credo; Capítulo I: Do Primeiro Artigo do Credo Virtudes Principais; §2° Dos Anjos.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Zelo para com o Templo


(25ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira 20/09/2017)
Primeira Leitura (Ag 1,1-8)
Responsório (Sl 149, 1-2. 3-4. 5-6a.9b (R. 4a))
Evangelho (Lc 9,7-9)

Por meio do Profeta Ageu diz o Senhor na primeira leitura: "Acaso para vós é tempo de morardes em casas revestidas de lambris, enquanto esta casa está em ruínas?" (Ag 1,4). A palavra dirigida antes aos israelitas também vale para nós: temos que zelar pelo Templo do Senhor.

Na escola meu professor babaquinha elogiava os protestantes e depreciava os católicos dizendo que os protestantes investiam o ouro, enquanto os católicos o usavam para enfeitar a suas igrejas. Os católicos é que estão certos, e não os protestantes idólatras do dinheiro. A casa do Senhor, o Templo, a Igreja, deve ser razão de grande zelo, cuidado e amor por parte dos fiéis. Que serviu o ouro dos protestantes usado em benefício próprio? Serviu para afagar suas vaidades e financiar viagens a Disneylândia. E o ouro dos católico? Este serve para a glória de Deus e a salvação das almas. 

Ainda hoje, tamanha beleza é a alegria dos pobres e instrumento da providência para inúmeras conversões. A beleza, a verdadeira beleza, está também a serviço do Reino, da glória de Deus e da salvação daqueles que O amam.

(No vídeo acima, imagens da belíssima igreja de São Francisco da Piedade, no Rio de Janeiro. Belíssimo templo edificado para a honra de Nosso Senhor Jesus Cristo)

Anime Católico? Eis a resposta...

Depois de combaterem nazistas na América do Sul, Hiraga Joseph Kou e Roberto Nicolas vão a África investigar as profecias de um suposto santo cujo corpo diz-se encontrar-se incorrupto. Porém, antes, como um “gap” entre os dois arcos, somos convidados conhecer um pouco mais sobre o estranho colaborador de Hiraga: Lauren.

Lauren é uma espécie de Julian Assange, um hacker talentoso e perigoso condenado a prisão perpétua. Lauren recorre a seus direitos de “assistência espiritual” e escolhe Hiraga, não com o intuito de conversão, mas apenas como um interlocutor digno para passar o tempo. Hiraga mostra certo zelo apostólico (que falta hoje em muitos padres intoxicados por um irenismo relativista), buscando a conversão de Lauren. Em sua estratégia apologética, enquanto jogam um estranho jogo, Hiraga vendo as resistências de Lauren, começa não por falar de Deus, mas do demônio, contando-lhe uma história na qual foi chamado a dar seu conselho. Até aí o episódio vai bem, mas depois desanda por uma doutrina perversa. O protagonista desta história seria um homem humano, filho do demônio, amaldiçoado com o poder de ter todos os seus desejos realizados. 

Para começar demônios não procriam com humanos. Infelizmente este tipo de superstição e bem popular, e não faltam aqueles que invocam até mesmo versículos bíblicos para fundamenta-la, como o trecho de Gênesis 6, 2: “vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram por suas mulheres as que, dentre todas lhes agradaram.” ; a este respeito esclarece Dom Estevão Bittencourt:
1. Filhos de Deus e filhas dos homens
O casamento entre filhos de Deus e filhas dos homens suscitou a perplexidade dos leitores. Daí diversas interpretações:

1) Tratar-se-ia de uma citação implícita, isto é, de um texto de origem não bíblica transcrito pelo autor sagrado sem mencionar a fonte. Fazendo esta citação, o hagiógrafo teria em vista apenas salientar que o mundo ia mal e merecia uma intervenção de Deus. Segundo a mitologia, os filhos de Deus seriam deuses que se uniram a mulheres (filhas dos homens). Esta interpretação é carente de fundamentação.

2) A tradição rabínica e as primeiras gerações cristãs interpretaram os filhos de Deus como sendo os anjos, que se teriam unido a mulheres, de modo a gerar descendentes. Tal modo de ver foi consignado (citado), mas não abonado, pelos escritos no Novo Testamento; ver Jd 6; 2Pd 2, 4. Com o tempo caiu em descrédito, de sorte que no século IV já era contestado por autores cristãos. É de notar que os anjos não podem ter cópula carnal com mulheres visto que não têm corpo.

3) A interpretação correta vê nos filhos de Deus uma população fiel à Lei do Senhor e nas filhas dos homens a população infiel ou - como dizem alguns, querendo mais precisão - tratar-se-ia de setitas e cainitas. (ver Gn4, 17-24 e 5, 1-32).

Outro erro do episódio, este bem comum em obras de ficção, é retratar o demônio como poderoso em demasia, quase como um "deus maligno". O demônio não tem tal onipotência, não tem ele o poder de moldar a realidade, tirar vidas, ressuscitar mortos tampouco de criar homúnculos, nos diz Santo Agostinho que: "O demônio é um cão feroz, acorrentado. Faz muito barulho, late, rosna. Mas ele só morde se chegarmos perto". A história se desenvolve nessas premissas problemáticas; tenta até explorar alguns temas interessantes como a questão da penitência, do perigo dos desejos (vontade desordenada), apesar do final bem clichê e problemático, em que “o que importa é o amor”. Por fim Lauren acaba por se converter. Outro incômodo: os yaoi subliminares continuam fortes nessa encrenca, a cena final dá a entender um Lauren com ciúmes da relação de amizade de Hiraga e Roberto, é de dar ânsias de vômito.



Depois desse interlúdio vamos à África, o caso: um suposto santo e profeta cujo corpo estaria incorrupto e suas profecias estariam se cumprindo uma a uma sucessivamente. Grande destaque nesta saga é dado a Roberto Nicolas, ficamos por conhecer sua história, seus vícios e fragilidades. A tentação de Roberto é a sede por conhecimento, logo ao chegar a Igreja de Nairóbi, administrada pelo Padre Julian, dedica-se ele a estudar os misteriosos grimórios da gigantesca biblioteca anexa a Igreja. Que bom seria se em todas as Igrejas, ou ao menos nas catedrais, houvesse tamanha biblioteca anexa. O desenvolvimento deste arco foi muito positivo e interessante, bem como a cena do julgamento do Padre Roberto Nicolas riquíssimo do ponto de vista teológico.

Este arco me fez devanear um pouco, pensando nas relações com uma história real ocorrida em terra brasilis... Houve também aqui um suposto santo profeta, dito inerrável, em torno deste homem foi criado um culto estranho e uma ordem monástica com hábitos templários. Após sua morte, seus seguidores se dividiram, sendo parte deles incorporados a estrutura da Igreja; está mesma parte foi recentemente protagonista de escândalos e polêmicas, o que, segundo boatos, teria motivado o Vaticano a enviar uma equipe para inspecioná-los (Roberto e Hiraga live action?). Qual será o desfecho deste caso? Tenho eu meus palpites... Mas, chega de devaneios!

Solucionado o caso na África vamos ao último arco da primeira temporada: O Palhaço Degolador. Em minha opinião um dos mais apressados e um tanto quanto inferior aos outros dois, em brevíssimo tempo somos inundados com uma complexa trama envolvendo drogas, intrigas amorosas, enigmas esotéricos e garotos albinos; elementos em demasia durante um brevíssimo tempo. Duas coisas chamo a atenção, o documentário de Carlo sobre o palhaço degolador no inicio do arco lembre muito a estética usada no clássico do terror: A Bruxa de Blair; e em segundo lugar: mais uma gigantesca biblioteca lotada de livros secretos e raros anexa a Igreja, queria uma assim em minha paróquia rsrs.

Terminado este breve arco, chegamos ao último episódio da temporada: a saúde do irmão mais novo de Hiraga, Ryota, piora, e enquanto este esta em seus momentos finais aguardando a morte, sua história é contada em meio a flashbacks. Ryota tem um estranho dom (ou seria maldição?): de prever com antecedência quando uma pessoa vai morrer. A história tem tons bem tristes e dramáticos, em determinado momento há um ponto muito positivo em que Ryota discerne que sua missão seria então rezar pela salvação das almas destes moribundos, mas com o desenrolar da história, o catolicismo do episódio vai dando lugar a uma espécie de espiritismo japonês em que Ryota se encarrega da missão de levar a “oração dos mortos aos vivos”. Torço para que seja só uma expressão infeliz do roteirista. Outra questão problemática deste episódio foi a referência vaga no que diz respeito ao conceito de sacramento; o anime faz um uso bem poético do termo durante o episódio final, poético em demasia e pouco ortodoxo.

Enfim, no fim, tudo termina de um jeito “bonitinho” e misterioso sugerindo uma segunda temporada, pois ainda há mistérios a serem resolvidos.

É um anime católico? 


Com o fim da primeira temporada posso agora responder essa pergunta: a resposta é NÃO. Vatican Kiseki Chousakan definitivamente não é um anime católico. Prova disso são as insinuações problemáticas, doutrinas erradas (sobretudo nos episódios 05 e 12), bem como a total ausência de cenas retratando as mais importantes realidades cristãs: a celebração dos sacramentos. Em 12 episódios de cerca 20 minutos não é possível ver uma única hóstia consagrada. Igualmente o sacramento da confissão (que em outras obras de ficção, como por exemplo Demolidor, fora tão bem explorada)  é ausente no anime. Vejo a obra mais como fruto da criatividade literária do autor, do que da piedade de um fiel. Entretanto, isso não significa que seja um anime ruim, na verdade de todas as vezes que a Igreja Católica foi retratada na ficção japonesa, esta foi em minha opinião uma das mais positivas.

Foi divertido acompanhar as deduções de Hiraga e Roberto, desvendar junto deles os mistérios, rastrear as causas naturais de supostos milagres, alegrar-me com a arte do desenhista ao retratar belíssimas catedrais. Vi no Padre Roberto Nicolas e sua tentação pelo conhecimento do oculto, um reflexo de certas inclinações de minha própria alma; vi na criteriosa investigação a respeito de cada alegado milagre, um encorajamento a um saudável ceticismo contra uma mentalidade supersticiosa tão comum neste país, que às vezes afeta até mesmo homens da Igreja; e no silêncio de Deus um mistério de Fé. Explico o último ponto: durante toda a história vemos a ação dos homens, homens bons, homens maus, por vezes até mesmo a ação do demônio, mas o silêncio de Deus. Porque Deus não fala? Porque não se manifesta? Ele fala, age de modo misterioso por meio de sua Divina Providência, passa e caminha conosco, como caminhou com os discípulos de Emaús, mas não o vemos. Pedimos por milagres, por acontecimentos estupendos e extraordinários, queremos fazer do extraordinário algo corriqueiro, e fechamos os olhos e os ouvidos para o Cristo que se manifesta na simplicidade. Fico a pensar no Cireneu, que com má vontade ajudou aquele condenado a carregar sua Cruz e não foi capaz de perceber que aquele homem era o próprio Deus. Deus age no mundo, de forma misteriosa ora discreta, silenciosa ora luminosa (aqui entram os milagres), eis o mistério da Fé.

Torço por uma segunda temporada, e confio que mesmo com todas as suas falhas, este obra será usada pela Providência a fim de atrair mais almas para a Igreja Católica.

“Ó Senhor, por favor mostre a eles o caminho!”

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Luz e Providência


(25ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira 25/09/2017)
Primeira Leitura (Esd 1,1-6)
Responsório - (Sl 125 (126),1-2ab.2cd-3. 4-5. 6 (R. 3a))
Evangelho - Lc 8,16-18

1.Na primeira leitura de hoje vemos como Deus usou de um rei pagão, Ciro dos Persas, para a reconstrução do templo de Jerusalém. Misteriosos os desígnios da providência.

Rezemos pelos nossos governantes, mesmo eles não sendo cristãos. O Espírito sopra onde quer, e Deus usa dos mais variados meios para servir sua Divina Vontade.

2.No salmo cantamos as obras maravilhosas do Senhor, e no Evangelho uma séria advertência nos é dada: ''Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis! '' (Lc 8,18a).

Como estou ouvindo a palavra de Deus? Com humildade e mansidão? Ou pelo contrário estou fazendo self-service, escolhendo só as partes agradáveis, aquelas que vão de encontro com meus caprichos? Ou pior, usando-a como desculpa para espezinhar meu irmão! Examinemo-nos e meditemos no ensinamento de São Josemaria Escrivá:
O santo, para a vida de muitos, é “incômodo”. Mas isso não significa que tenha de ser insuportável.
- O seu zelo nunca deve ser amargo; a sua correção nunca deve ferir; o seu exemplo nunca deve ser uma bofetada moral, arrogante, na cara do próximo. -(Forja 578)
3.A Palavra de Deus é, como cantamos no Domingo: "Luz para os meus passos, lâmpada para o meu caminho". No Evangelho de hoje, é-nos dito que está luz deve iluminar, não foi feita para ficar escondida.

Iluminar, eis a função primaria da luz! Luz essa que deve ser motivo de alegria e esperança para aqueles que caminham. Porém, é inevitável que essa luz que ilumina não cause repulsa aos dorminhocos, aqueles que gostam de viver na escuridão. Devemos lidar com isso sem medo e respeitos humanos, entretanto, este incômodo é a consequência e não o objetivo; se uso dessa luz mais para espezinhar e provocar os dorminhocos que para guiar-me em meus caminhos, algo está errado.

4.Há algo mais: essa luz revela tudo o que há de oculto, inclusive as misérias e pecados de nosso coração, do meu coração. Quanta coisa há aí que queríamos deixar oculto, não? Mas, não é o plano de Deus, quer Ele revelar nossa miséria, minha miséria, expor a ferida a fim de que O busquemos para sermos .

Luz que ilumina, luz  que purifica... A nós descei Divina Luz!



5.E que Maria, Estrela do Mar, estrela que reflete a luz do Sol, que é o Cristo o Senhor, estrela que guia os navegantes, guie também nós, indignos marinheiros da gloriosa nau de Pedro, afim de que não naufraguemos nas águas do mundo e do pecado, vindo a perder-nos eternamente.

Maria Estrela da Manhã rogai por Nós.
Divino Espírito, Deus com o Pai e o Filho, iluminai-nos.

Kyrie Eleison!

domingo, 24 de setembro de 2017

Season Finale


Na última sexta-feira chegou ao fim a primeira temporada de Vatican Kiseki Chousakan. O anime possui seus problemas, mas em todas as produções do "universo otaku", creio eu que foi uma das melhores e mais respeitáveis representações da Igreja Católica no entretenimento japonês.

Anteriormente analisei o primeiro arco da anime; fico devendo mais dois textos analisando os arcos seguintes, aguardem!

Torço para que venha uma segunda temporada, pois a história ainda têm um grande potencial por explorar, bem como espero que tenha ela ao menos servido para inspirar uma saudável curiosidade dos não crentes para com a Igreja e que tal curiosidade possa contribuir a futuras conversões.

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O Mal não tem Direitos

Conta-nos o Padre João Piasentin[1], um episódio muito curioso da vida do Beato Pier Giorgio Frassati: 

Um dia viu fixarem cartazes de injúria e calúnia contra o diretor católico, homem digno e patriota.
Não duvidou um instante sequer: arrancou os cartazes.
Ameaçaram-no pela ofensa a liberdade de pensamento. Calmo respondeu: "O erro e a calúnia não tem direito a liberdade. Se encontrar outros cartazes, os arrancarei".

Se é assim com injúrias dirigidas a homens humanos, tanto mais deve ser nosso zelo para coibir e por fim a todas as ofensas e blasfêmias dirigidas a Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Obras de arte blasfemas têm sim que ser censuradas. O mal não deve ter direito a liberdade de expressão ou manifestação no espaço público. 

Que iluminados pelo exemplo do Bem-Aventurado Pier Giorgio Frassati, sejam os católicos movidos por esta santa coragem. Lutemos com os meios a nossa disposição para a censura de todas as blasfêmias e ofensas a fé católica, pois o mal não tem direitos.


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sábado, 23 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Com canto apresentai-vos diante do Senhor!


(Sábado da 24ª Semana do Tempo Comum - Sábado 23/09/ 2017 | Memória de S. Pio de Pietrelcina) 
Primeira Leitura - 1Tm 6,13-16
Responsório (Sl 99 (100),2. 3. 4. 5 (R. 2c))
Evangelho - Lc 8,4-15

R. Com canto apresentai-vos diante do Senhor!
2 Aclamai o Senhor, ó terra inteira, +
servi ao Senhor com alegria, *
ide a ele cantando jubilosos! R.

3 Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, +
Ele mesmo nos fez, e somos seus, *
nós somos seu povo e seu rebanho. R.

4 Entrai por suas portas dando graças, +
e em seus átrios com hinos de louvor; *
dai-lhe graças, seu nome bendizei! R.

5 Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, +
sua bondade perdura para sempre, *
seu amor é fiel eternamente! R.

Salmo - Sl 99 (100),2. 3. 4. 5 (R. 2c)


Diz-nos hoje o salmo: "Com canto apresentai-vos diante do Senhor!".

Nosso canto têm servido para aclamar e glorificar o Senhor, ou estamos cantando o pecado e os prazeres do mundo? Quando cantamos estamos bendizendo ou maldizendo o Senhor e sua lei?

Pensemos nisso, e procuremos que nosso cantar seja também coerente a nossa Fé.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: O Dinheiro


(24ª Semana do Tempo Comum - Sexta-feira 22/09/2017)
Primeira Leitura (1Tm 6,2c-12)
Responsório (Sl 48 (49),6-7. 8-10. 17-18. 19-20 (R. Mt 5,3))
Evangelho (Lc 8,1-3)

As leituras de hoje atacam a idolatria ao dinheiro. São Paulo é muito claro quando diz: 
Tendo alimento e vestuário, fiquemos satisfeitos.
Os que desejam enriquecer caem em tentação e armadilhas, em muitos desejos loucos e perniciosos que afundam os homens na perdição e na ruína, porque a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro. Por se terem deixado levar por ela, muitos se extraviaram da fé e se atormentam a si mesmos com muitos sofrimentos. (Tm 6, 8-10)
No salmo ainda cantamos:
— Não te inquietes, quando um homem fica rico e aumenta a opulência de sua casa; pois ao morrer não levará nada consigo, nem seu prestígio poderá acompanhá-lo. (Sl 48(49) 17-18)


Quem coloca sua esperança e sua vida no dinheiro é um néscio. Quem vive em busca de gozo e luxo é um babaquinha; é preciso que o dinheiro não seja convertido de um meio a um fim; é necessário que os bens desta terra sejam usado de modo a contribuir com nossa salvação ao invés de atrapalha-la.

Lemos no Evangelho:
Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam. (Lc 8, 3)
As mulheres do Evangelho entenderam o recado, colocaram seus bens suas posses a serviço do reino,e da salvação das almas. É para isso que serve o dinheiro, para o serviço, para frutificar e lucrar em salvação de almas. Pensemos nisso, e ao invés de dedicarmos nossos bens a vaidades e futilidades, usemos e o administremos com vista a salvação das almas.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A Medalha de São Bento


A medalha de São Bento não é um "amuleto da sorte". Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé.

O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, como conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.

Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.

Todo Cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois, é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.

O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte.

Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos: Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.

Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados. [1]

Reflexões da Sagrada Escritura: Guardar a Unidade do Espírito pelo Vínculo da Paz


(24ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira 21/09/17  | Festa de São Mateus, Apóstolo e Evangelista) 
Primeira Leitura (Ef 4,1-7.11-13)
Responsório (Sl 18(19A),2-3.4-5 (R. 5a))
Evangelho (Mt 9,9-13)

Hoje na primeira leitura comentamos o famoso trecho de São Paulo, a respeito da doutrina da Igreja como o Corpo Místico de Cristo. Porém, gostaria eu de chamar atenção ao início da leitura, em que nos diz o Apóstolo dos Gentios:
Irmãos, eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz.    (Ef 4, 1-3)

Caminhar com humildade e mansidão, segundo a vocação que recebemos, suportando uns aos outros com paciência no amor, afim de guardar a unidade e o vinculo da paz na Igreja. Não é para fazer da Igreja um campo de batalha, fechar-nos em panelinhas ideológicas tentando moldar a Igreja a nossa imagem e semelhança, mas reconhecer e amar a diversidade de linguagens, carismas, temperamentos e vocações, diversidade essa que é unida e ordenada segundo os desígnios do Espírito.  Isso é fácil de falar, mas difícil de aplicar, nós homens chagados pelo pecado original temos dificuldade de lidar com o diverso, mesmo quando este está nos desígnios divinos; tantas vezes preferíamos nós que a Igreja fosse uma monocultura canavieira ao invés de um jardim florido... São Paulo sabe disso, e por isso ressalta: Suportai-vos! Humildade! Mansidão! Aplicai-vos, esforcem-se, em guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz; pois. a paz na Igreja também pede dos homens esforço, esforço de silenciar suas vozes orgulhosas e mesquinhas, seus times e partidos, e escutar com docilidade os sussurros do Espírito, cujo som ressoa em toda a terra.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: O Mistério da Igreja


(24ª Semana do Tempo Comum - Quarta-feira 20/09/17)
Primeira Leitura (1Tm 3,14-16)
Responsório (Sl 110 (111),1-2. 3-4. 5-6 (R. 2a)))
Evangelho (Lc 7,31-35)


O salmo hoje nos convida a cantar as maravilhas que são as obras do Senhor. A primeira leitura nos aponta uma destas obras que é um grande mistério: a Igreja.

A Igreja é um mistério, e é preciso termos consciência a reverência por isso. Mesmo que estudemos a vida toda, jamais seremos capazes de conhecê-la ou compreendê-la plenamente.

Quem não respeita o mistério da Igreja, quem não a contempla com humilde referência acaba ideologizando a Fé. É como criar um cercadinho em um terreno imenso e pensar que o mundo se resume a ele. O terreno imenso é a Igreja, a Igreja de Deus, Mistério de Fé, o cercadinho é a igreja das ideólogos, seu horizontinho curto. Cuidemos nós para não sermos como esses ideólogos.

Maria, Mãe da Igreja, Rainha dos Mártires, rogai por nós!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Cibermilícias católicas? Deus vult!


Depois de anos de apatia e inércia frente ao estamento progressista, enfim, partes consideráveis dos fiéis católicos têm acordado para a o combate político-cultural em defesa da Fé. Aqui no Brasil, nos últimos dias, a militância católica:

Já nos EUA, nossos irmãos de fé conseguiram impedir por repetidas vezes palestras do herético Pe. James Martin, ponta de lança do lobby sodomita infiltrado na Igreja, em espaços e universidades católicas como o Theological College em Washington.

Tudo isso tem despertado a ira dos modernistas, filhos da perdição. Depois de Antonio Spadaro, é agora a vez de Massimo Faggioli chorar as pitangas por conta daquilo que designou como “cibermilícias católicas”.

Para o desespero do Faggioli, Spadaro e tantos outros filhos da serpente, a contra-revolução virá a galope. No espirito de Lepanto, Covadonga e Vendéia, Deus vult!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Católicos põe fim a exposição blasfema em Porto Alegre

Protesto contra o banco Santander em São Luís (MA)
Poucos dias antes de completar um mês em cartaz no Santander Cultural, a blasfema exposição Queermuseu – Cartografias da diferença na América Latina teve de ser fechada e encerrada neste domingo (10), após protestos de uma heroica militância católica. 

Em Porto Alegre (RS), local da exposição, um grupo de fiéis se reunira a fim de rezar o Santo Rosário em desagravo as ofensas cometidas contra a Santa Religião. Em São Luís (MA), agências do banco foram atacadas por pichações. Posteriormente, ainda em São Luís, houve uma pequena marcha organizada pelo laicato, afim de denunciar o teor anticristão do banco.



Na internet, muitos homens e mulheres de todo o país se manifestaram: petições, negativações em massa em páginas ligadas ao banco, vídeos, comentários, bem como cancelamento de contas e destruição de cartões foram algumas das formas de protesto utilizadas. Na esfera legal, não foram poucos os que anunciaram ações contra o banco por vilipêndio ao culto e apologia aos crimes de pedofilia e zoofilia.  Políticos como o senador Magno Malta, o deputado federal Flávinho, e o deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hatten também prometeram tomar as medidas legais cabíveis.

Todavia, a militância gayzista e a mídia globalista a ela submissa não tardaram em pôr-se ao lado de do diabo, defendendo tão blasfema e criminosa exposição, cogitando inclusive trazê-la para a cidade de Belo Horizonte (MG).
Manchetes dos principais veículos midiáticos sobre o ocorrido. Note, com excessão da Gazeta do Povo, o víeis demoníaco da grande mídia.


O laicato católico continua a agir, de modo um tanto caótico, a fim de buscar as devidas punições ao ao Banco Santander e aos responsáveis pela exposição Queermuseu por seus crimes. Todavia, as autoridades diocesanas continuam em sua inércia covarde, seja por meio de seu silêncio, seja por pronunciamentos vergonhosos, como o da Arquidiocese de Porto Alegre.

***

Segue abaixo uma breve análise do meu amigo Arthur Rizzi, do Grupo de Estudos Perillo Gomes, a respeito do ocorrido:

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Aprontemo-nos!


(23ª Semana do Tempo Comum - Quarta-feira 13/09/17)
Primeira Leitura (Cl 3,1-11)
Responsório (Sl 144 (145),2-3. 10-11. 12-13ab (R. 9a))
Evangelho (Lc 6,20-26)


Hoje vemos novamente uma harmonia providencial na liturgia, um providencial remédio contra uma das mais disseminadas doenças do mundo moderno, um verdadeiro exorcismo ao Espírito Burguês. Que é o Espirito Burguês? É um “estado de espírito” um padrão de pensamento e comportamento baseado no orgulho e avareza, motivado pelas glórias do mundo, pelo lucro e conforto. São Paulo, hoje na primeira leitura (Cl 3, 1-11) vai direto a raiz quando nos recorda que nós cristãos estamos mortos para o mundo, e devemos buscar as coisas do alto. Sem acordo, sem conciliação de opostos, oito-oitenta. No Evangelho (Lc 6, 20-26), a radicalidade da mensagem cristã torna-se ainda mais penetrante: “Aí de vós ó ricos! Aí de voz que são louvados pelo mundo!”. O cristão não é alguém que vive no conforto burguês, mas um homem que tal qual o seu Senhor é perseguido, porque não pertence a este mundo.

E nós? Estamos acostumados com o mundo? Aspiramos uma felicidade mundana? Ou temos a coragem e a radicalidade de morrer para o mundo, mortificar-nos, e nos manter fiéis a verdade, não importa o quanto isso nos traga problemas?

Hoje também celebramos a memória de São João Crisóstomo, um dos maiores pregadores da história da Igreja, um homem que mesmo em meio as perseguições, jamais deixou de denunciar com coragem profética, as vaidades, ilusões, e “poses” de seu tempo, que eram contrárias aos ensinamentos de Cristo. Diz o santo em de suas mais uma famosas homilias: 

"Vamos! Aprontemos-nos para combater os ímpios anomeus. Se eles se indignarem com a designação de ímpios, fujam da impiedade e eu retiro o nome; renunciem aos pensamentos incrédulos e eu desistirei do apelativo injurioso. Se, porém, eles pelas obras profanam a fé e não se escondem, cobertos de vergonha, debaixo da terra, por que se irritam contra nós, que condenamos com palavras o que eles manifestam com ações?" (São João Crisóstomo, Da incomprensibilidade de Deus, Homilia 2. Ed. Paulus, p. 33).
Que São João Crisóstomo interceda por nós! E, como cristãos, aprontemo-nos, pois não nascemos para o conforto e sim para o combate.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Da Sagrada Escritura


870) Onde se acham as verdades que Deus revelou?
As verdades que Deus revelou acham-se na Sagrada Escritura e na Tradição.

871) Que é a Sagrada Escritura?
A Sagrada Escritura é a coleção dos livros escritos pelos Projetas e pelos Hagiógrafos, pelos Apóstolos e pelos Evangelistas, por inspiração do Espírito Santo, recebidas pela Igreja como inspirados.

872) Em quantas partes se divide a Sagrada Escritura?
A Sagrada Escritura se divide em duas partes: Antigo e Novo Testamento.

873) Que contém o Antigo Testamento?
O Antigo Testamento contém os livros inspirados escritos antes da vinda de Jesus Cristo.

874) Que contém o Novo Testamento?
O Novo Testamento contém os livros inspirados escritos depois da vinda de Jesus Cristo.

875) Que nome se dá comumente à Sagrada Escritura?
À Sagrada Escritura dá-se comumente o nome de Bíblia Sagrada.

876) Que quer dizer a palavra Bíblia?
A palavra Bíblia quer dizer coleção dos livros santos, o livro por excelência, o livro dos livros, o livro inspirado por Deus.

877) Por que é a Sagrada Escritura chamada o livro por excelência?
A Sagrada Escritura é chamada o livro por excelência, por causa da excelência da matéria de que trata e do Autor que a inspirou.

878) Não pode haver erro na Sagrada Escritura?
Na Sagrada Escritura não pode haver erro algum, porque, sendo toda inspirada, o Autor de todas as suas partes é o próprio Deus. Isto não obsta a que nas cópias as e traduções da mesma se tenha dado algum engano ou dos copistas ou dos tradutores. Porém, nas edições revistas e aprovadas pela Igreja Católica não pode haver erro no que respeita à fé ou à moral.

879) É necessária a todos os cristãos a leitura da Bíblia?
A leitura da Bíblia não é necessária a todos os cristãos, sendo, como são, instruídos pela Igreja; mas é contudo útil e recomendada a todos.

880) Pode-se ler qualquer tradução em língua vulgar da Bíblia?
Podem ler-se as traduções em língua vulgar da Bíblia desde que sejam reconhecidas como fiéis pela Igreja Católica, e venham acompanhadas de explicações ou notas aprovadas pela mesma Igreja.

881) Por que só se podem ler as traduções da Bíblia que são aprovadas pela Igreja?
Só se podem ler as traduções da Bíblia que são aprovadas pela Igreja porque só Ela é legítima depositária e guarda da Bíblia.

882) Por quem podemos nós conhecer o verdadeiro sem tido das Sagradas Escrituras?
O verdadeiro sentido das Sagradas Escrituras podemos conhecê-lo só por meio o da Igreja, porque só a Igreja é que não pode errar ao interpretá-las.

883) Que deveria fazer um cristão, se lhe fosse oferecida a Bíblia por um protestante ou por algum emissário dos protestantes?
Um cristão a quem fosse oferecida a Bíblia por um protestante, ou por algum emissário dos protestantes, deveria rejeitá-la com horror, por ser proibida pela Igreja. E, se a tivesse aceitado sem reparar, deveria logo lançá-la ao fogo ou entregá-la ao próprio pároco.

884) Por que proíbe a Igreja as Bíblias protestantes?
A Igreja proíbe as Bíblias protestantes, porque ou estão alteradas e contêm erros, ou então, faltando-lhes a sua aprovação e as notas explicativas das passagens obscuras, podem causar dano à Fé. Por isso a Igreja proíbe também as traduções da Sagrada Escritura já aprovadas por Ela, mas reimpressas sem as explicações que a mesma Igreja aprovou.

Catecismo Maior de São Pio X; Quinta Parte - Das Virtudes Principais e de Outras Coisas Que o Cristão Deve Saber; Capítulo I: Das Virtudes Principais; §4° Da Sagrada Escritura.