sábado, 30 de dezembro de 2017

Perseguição aos Cristãos vira tema de História em Quadrinhos


Foi publicado na Itália um comic (história em quadrinhos) que visa retratar o drama dos cristãos perseguidos ao redor do mundo; Iraque, Índia, China e Coréia do Norte, ora pelas mãos dos maometanos, ora pelos pagãos hindus, ora pela besta comunista, nossos irmãos de Fé tem derramado seu sangue em defesa da Fé; segue a reportagem do Rome Reports, em espanhol, com mais detalhes:

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Material


.Catecismo Maior de São Pio X

O Catecismo de São Pio X é um excelente resumo do Catecismo Romano, mais adequado à formação dos jovens e adultos. Em linguagem clara e concisa, suas perguntas e respostas ajudam a reter a essência da doutrina católica de todos os tempos. 



///Aulas:

.Catecismo Romano

O Catecismo Romano foi redigido após o Concílio de Trento e publicado por ordem do Papa São Pio V em 1566. Inicialmente destinado aos sacerdotes, é imprescindível para todos os que queiram aprofundar na doutrina cristã. Escrito numa linguagem precisa, para atender as demandas doutrinais de uma época marcada pela Reforma Protestante, constitui um texto de referência que enriquece e ilumina o conhecimento dos elementos fundamentais da Fé.


.Catequese: Santa Missa

A Santa Missa é o centro de toda a vida cristã; com o objetivo de melhor formar e preparar o fiel a apreciação de tão grandioso mistério, o Santo Padre, o Papa Francisco, dedicou uma série de reflexões catequéticas a investigar a riqueza litúrgica católica.
  1. A Santa Missa - 08 de Novembro de 2017
  2. A Missa como Oração - 15 de Novembro de 2017
  3. O que é a Missa? - 22 de Novembro de 2017
  4. Por que ir à Missa aos Domingos? - 13 de Dezembro de 2017
  5. Ritos de Introdução - 20 de Dezembro de 2017
  6. Ato Penitencial (I) - 03 de Janeiro de 2018
  7. Ato Penitencial (II) - 10 de Janeiro de 2018
  8. Liturgia da Palavra (I) - 31 de janeiro de 2018
  9. Liturgia da Palavra (II) - 7 de fevereiro de 2018
  10. Liturgia da Palavra, Credo, Oração dos Fiéis - 14 de fevereiro de 2018
  11. A Liturgia Eucarística - 28 de fevereiro de 2018
  12. A Oração Eucarística - 07 de março de 2018
  13. O Pai Nosso - 14 de março de 2018
  14. A Comunhão Sacramental - 21 de Março de 2018
  15. Ritos Finais - 04 de abril de 2018
.O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário

Nesta obra, Montfort deixa conhecer o zelo missionário e o seu extraordinário amor à Virgem através da oração do Santo Rosário.

Para S. Luís de Montfort, o Rosário não é somente um modo de oração fácil, que pode ser feita por qualquer pessoa, mas um caminho espiritualmente seguro dentre as formas mais elevadas de união com DEUS, em JESUS por Maria.

Percebemos que na sociedade moderna muitas pessoas estão redescobrindo o terço. A meditação e a contemplação dos mistérios salvíficos continuam sendo o modo de oração mais procurado pelos cristãos católicos.

No Segredo do Rosário S. Luís Maria de Montfort expõe, de modo prático e didático, os motivos e as formas para se rezar o Rosário de Maria, e ainda mais, nos conta a história do Rosário, animando-nos à oração, falando dos inúmeros exemplos de grandes santos e místicos que, no seu tempo, já o rezavam alcançando muitas graças.


.Exame de Consciência para Adultos

Esse exame de consciência tem como objetivo ajudar os fiéis a fazer uma boa confissão. Ele é indicado para adultos (a partir de 14 anos, aproximadamente), contendo pecados específicos contra o 6º e 9º mandamentos. Ele não contém todos os pecados possíveis, como é evidente, mas serve como um guia para ajudar a esclarecer a consciência, a partir das leis objetivas da moral. Além disso, os pecados mencionados não têm necessariamente a mesma gravidade. Alguns são por si veniais, outros mortais, outros podem ser veniais ou mortais, conforme o caso. Por exemplo, um furto pode ser um pecado mortal ou venial, dependendo da quantia furtada. Note-se que não estão incluídos aqui os pecados e deveres próprios de cada profissão, como médico, advogado, comerciante, etc. É preciso lembrar-se deles ao fazer o exame de consciência.
.A Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino em forma de Catecismo

Aos cinco anos de idade, São Tomás foi confiado aos cuidados de seu tio, Abade de Monte Casino. E foi aí que, ainda criança, fazia a seus mestres a pergunta em que resumiu a obsessão de toda a sua vida: quem é Deus? Só para responder esta tremenda interrogação foi que viveu, escreveu e ensinou. Espanta considerar a torrente de doutrina acumulada em suas obras, em que não se sabe o que mais admirar, a sua riqueza, maestria, sobriedade ou precisão. Era necessário que os tesouros de tão insigne sábio não ficassem circunscritos aos doutos e aos teólogos.

Este livro é um compêndio para os que iniciam o estudo da Suma Teológica. Formulado como os catecismos tradicionais, traz perguntas e respostas, e um texto muito claro e agradável de ler.
.Do Liberalismo à Apostasia

Obra de fundamental importância para a compreensão do atual cenário de crise que vive a Igreja.

Dom Marcel Lefebrve, fundador da Fraternidade São Pio X, após explica detalhadamente em que consiste o liberalismo, perfídia condenado inúmeras vezes pelo magistério da Igreja, e analisa de modo profundo como os inimigos da Igreja fizeram triunfar as idéias outrora condenadas por meio de um Concílio Ecumênico de inspiração liberal e que semeará a revolução dentro da Igreja Católica.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

[Índice] Reflexões da Sagrada Escritura


.2018
  1. "Não amemos só com palavras"
  2. Santos Reis: Sabedoria e Humildade
  3. "Falai, Senhor, que vosso servo escuta!''
  4. "Levantai, ó Senhor!"
  5. "Não levantarei a mão contra o meu senhor, pois ele é o ungido do Senhor"
  6. A Palavra
  7. "Ide por todo mundo, e pregai o Evangelho a toda criatura"
  8. ''Tende para com eles singular amor, em vista do cargo que exercem''
  9. A Doutrina dos Dois Gládios
  10. “Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti”
  11. "Sê corajoso, porta-te como homem!"
  12. "Dai, pois, ao vosso servo um coração sábio"
  13. ''E todos quantos o tocavam ficavam curados''
  14. ''Prefiro deter-me no limiar da casa de meu Deus a morar na tenda dos pecadores''
  15. ''(...) suas mulheres desviaram o seu coração para outros deuses''
  16. ''Shema Yisrael!''
  17. Ídolos Estatais
  18. Escolha Radical
  19. ''Sabeis qual é o jejum que aprecio?''
  20. ''Reerguerás as ruínas antigas''
  21. Obras de Misericórdia
  22. Palavra do Senhor
  23. Penitência (II)
  24. Justiça e Misericórdia
  25. Deus e Armas
  26. “Não seja assim entre vós”
  27. O Juízo Pós-Morte
  28. Irmãos de Fé
  29. A Simplicidade de Deus
  30. ''Esta é a nação que não escuta a voz do Senhor, seu Deus''
  31. ''Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças''
  32. ''Eis que eu criarei novos céus e nova terra''
  33. Fé e Obras
  34. ''Há quem voz acuse: Moisés"
  35. ''Sua existência é uma censura às nossas ideias''
  36. ''Quando os sábios tropeçam, a ajuda costuma vir das mãos dos fracos''
  37. Murmuração e Maledicência
  38. ''Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão''
  39. Política e Religião
  40. "Eis que faço nova todas as coisas"
  41. "És doutor em Israel e ignoras estas coisas!..."
  42. Política e Religião (II)
  43. ''Não podiam, porém, resistir à sabedoria e ao Espírito que o inspirava''
  44. ''Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória''
  45. ''Há tanto tempo estou convosco e não me conheceste...''
  46. ''(...) não vos impor outro peso além do indispensável''
  47. Homens de Deus
.2017
  1. Infidelidade e Castigo
  2. Aprontemo-nos!
  3. O Mistério da Igreja
  4. Guardar a Unidade do Espírito pelo Vínculo da Paz
  5. O Dinheiro
  6. Com canto apresentai-vos diante do Senhor!
  7. Luz e Providência
  8. Zelo para com o Templo
  9. Nacionalismo, Muros e Fronteiras
  10. Vossa verdade me oriente e me conduza
  11. Anjos da Guarda
  12. Tolice e Paganismo
  13. Os Judeus
  14. Não há nada de escondido, que não venha a ser revelado
  15. Contra a Teologia da Prosperidade
  16. Vigiemos!
  17. A quem muito foi dado, muito será pedido
  18. Dois Caminhos
  19. Sinto em meus membros outra lei, que luta contra a lei da minha razão
  20. Água que jorra do Templo
  21. Sabedoria (I)
  22. Morte, Sofrimento e Esquecimento
  23. "O poder vos foi dado pelo Senhor"
  24. "São insensatos por natureza todos os homens que ignoram a Deus"
  25. ''Apodera-se de mim a indignação, vendo que os ímpios abandonam vossa lei''
  26. Dinheiro e Apostasia
  27. "Glória in excélsis Deo"
  28. "Mais vale procurar refúgio no Senhor"
  29. Ensinar e Curar
  30. Pobre Verme
  31. Ação da Providência na História
  32. Da Anunciação da Virgem Maria
  33. "Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes"
  34. Silêncio (I)
  35. "Vós sereis odiados por todos"
  36. Trevas e o Genocídio Abortista

Reflexões da Sagrada Escritura: Trevas e o Genocídio Abortista


Santos Inocentes, mártires - Quinta-feira
Primeira Leitura (1Jo 1,5 –2,2)
Responsório (Sl 123(124),2-3.4-5.7b-8 (R. 7a))
Evangelho (Mt 2,13-18)

1. Diz-nos hoje São João: <A nova que dele temos ouvido e vos anunciamos é esta: Deus é luz e nele não há treva alguma. Se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não seguimos a verdade. (1Jo 1, 5-6)>;- a comunhão com Cristo, Divina Luz, exige que mudemos de vida e abandonemos as trevas do pecado; não basta uma adesão meramente verbal e exterior, é necessário uma mudança profunda, uma verdadeira conversão, metanoia; se nossa Fé não provoca em nós mudança alguma, se mantemos ainda nossos velhos hábitos, nossos pecados de estimação, estamos longe da comunhão com Cristo. A Fé deve ser plena e radical; a luz de Cristo deve iluminar, extirpar toda penumbra; e isso se faz primeiramente em nossa vida, em nossos corações. Deixemo-nos purificar pela luz de Cristo.

2. No Santo Evangelho contemplamos o massacre dos Santos Inocentes. São José, avisado pelo anjo, foge com a Virgem e o Menino Deus, para o Egito; o senhor se torna um exilado, um refugiado, um fugitivo; em Belém, vidas inocentes são ceifadas pela tirania demoníaca de Herodes. Ainda hoje, tantos Herodes existem a serviço do Demônio, genocidas e tiranos; pensemos, por exemplo, na Coréia do Norte, na opressão que sofre o povo coreano; pensemos também no genocídio abortista, nos milhões de bebês mortos nos Estados Unidos e na Europa.

Rezemos por tantos inocentes oprimidos sob o julgo de Herodes; rezemos pela conversão dos tiranos, para que se arrependam de suas iniquidades e cessem de fazer o mal; e, façamos o que estiver ao nosso alcance para por fim a esta matança de bebês, este genocídio abortista, crime maldito que clama aos céus por vingança.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

[Crítica] A Bíblia em Mangá


Nos últimos dias tive a oportunidade de ler "A Bíblia em Mangá"; a História Sagrada em traços japoneses pelas mãos de uma equipe britânica (viva a globalização!). A obra chegou a ganhar reconhecimento da Sociedade Bíblica Internacional (organização protestante), o que não é lá grande coisa. São dois volumes, um para o “Velho Testamento” e outro para o “Novo Testamento”; no Brasil, ambos foram publicados pela Editora JBC.

A teologia dos autores não é nada ortodoxa, fato perceptível tanto em suas entrevistas, quanto manifesta em sua obra, em menor grau na edição Velho Testamento; e de forma escandalosa na edição do Novo Testamento. Comecemos pela antiga aliança, toda a gravidade e responsabilidade do pecado de Adão é minimizada, Adão e Eva não imaginariam as graves consequências que seu gesto de desobediência acarretaria a si e seus descendentes; não faltam, também, insinuações fantasiosas dos autores para explicar o surgimento dos gigantes bíblicos, segundo sugerido de forma sutil, seriam fruto de relações sexuais entre humanos e anjos. Já no Novo Testamento em mangá temos uma evidente distorção protestante: o caráter hierárquico da Igreja é minimizado, quase que excluído da história; a liderança de São Pedro no colégio apostólico é ocultada; São Paulo é retratado como fosse um pastor protestante afroamericano; a Santíssima Virgem Maria mal é mencionada na obra, e quando aparece é em local “inadequado”, fruto de uma interpretação errônea da passagem Bíblica, onde o autor do mangá confunde a Virgem Santíssima com Maria de Cleofás. 

Com relação ao desenho, o traço não é lá muito japonês, e nem muito bonito, há muitos quadros que parecem rabiscos mau feitos.


É certo que a obra não é destinada a especialistas, teólogos, desenhistas ou críticos, mas antes ao público em geral; com relação a edição do Velho Testamento, é até possível abstrair os erros e se encantar com o formato ao qual nos é apresentada a história da antiga aliança, sendo uma boa iniciação ao tema das Sagradas Escrituras para uma geração de leitores jovem e inculta; todavia, devido as distorções protestantes, o mesmo não se pode dizer da edição Novo Testamento.

Enfim, a maioria das adaptações bíblicas a outras mídias acaba vítima das interpretações errôneas e falsificações históricas de seus idealizadores (cito a minissérie americana A Bíblia, que no Brasil foi exibida pela Record e, força a barra ao representar Santa Maria Madalena em uma hierarquia equivalente a dos apóstolos, como um modo de militar em defesa do sacerdócio feminino); ao leitor católico que têm dificuldades para com a leitura em fonte primária (a própria escritura), recomendo como uma iniciação a obra História Sagrada, de Dom Bosco, um breve e fiel resumo da narrativa bíblica escrita em uma linguagem simples e acessível pelas mãos de um santo católico.

Reflexões da Sagrada Escritura: "Vós sereis odiados por todos"


Santo Estêvão, o primeiro Mártir - Terça-feira
Primeira Leitura (At 6,8-10; 7,54-59)
Responsório (Sl 30(31),3cd-4.6 e 8ab.16bc e 17 (R. 6a))
Evangelho (Mt 10,17-22)

No dia de hoje, imediatamente após o Santo Natal, celebramos o martírio de Santo Estevão, o primeiro dos mártires cristãos. No Santo Evangelho, Nosso Senhor Jesus Cristo nos adverte para a realidade da perseguição; por Seu nome e Sua doutrina, seremos nós perseguidos, mas a salvação é prometida aqueles que se perseverarem na fidelidade: <Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. (Mt 10, 17-22)>. Santo Estevão foi a primeira vítima desta perseguição; inspirado pelo Espirito Santo, pregava com sabedoria a doutrina cristã, mas os filhos do mundo, tomados de ódio, taparam os ouvidos e avançaram contra Estevão, apedrejando-o até a morte. No Oriente, nossos irmãos de Fé são de igual modo martirizados pelos seguidores do falso profeta Maomé; aqui no Ocidente, embora a não tenhamos chegado ainda naquele nível de crueldade manifesto durante a Revolução Francesa, a doutrina cristã é objeto de ódio dos ideólogos e senhores do mundo. Pensemos, por exemplo, no episódio que vimos dias atrás, em que feministas atacaram a imagem do menino Jesus no presépio do Vaticano, ou na ira dos ideólogos diante da homília de Francisco, durante a Missa da Vigília.

Peçamos a Deus o dom da fortaleza, a coragem e fidelidade diante das diversas formas de perseguição; rezemos também pelos nossos irmãos perseguidos no Oriente.

Santo Estevão, rogai por nós!

sábado, 23 de dezembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Silêncio (I)


3ª Semana do Advento - Preparação próxima do Natal - Sábado
Primeira Leitura (Ml 3,1-4.23-24)
Responsório (Sl 24 (25), 4-5ab. 8-9. 10.14 (R. Lc 21,28))
Evangelho (Lc 1,57-66)

Na liturgia deste Sábado contemplamos o nascimento de São João Batista. Santa Isabel, a mãe do menino, chamou-lhe João, mas parentes e palpiteiros objetaram. Que povo incherido, não? Dando pitacos em um assunto tão particular quanto o nome que uma mãe dá a seu filho; foi preciso que Zacarias, na ocasião mudo, intervisse, e após tal intervenção, Zacarias milagrosamente recupera a voz. Não sejamos nós como esses palpiteiros incheridos, que com suas fofoquinhas acabam por colocar obstáculos a realização das profecias, a ação da Providência. Aprendamos, pois, quando é tempo de falar, e tempo de calar. 
Às vezes, penso que os murmuradores são como pequenos endemoninhados... - Porque o demônio insinua-se sempre com o seu espírito maligno de crítica a Deus, ou aos seguidores de Deus. - São Josemaria Escrivá (Sulco, 914)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: "Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes."


3ª Semana do Advento - Preparação próxima do Natal - Sexta-feira
Primeira Leitura (1Sm 1,24-28)
Responsório (1Sm 2, 1. 4-5. 6-7. 8abcd (R. 1a))
Evangelho (Lc 1,46-56)

Muitas vezes os poderosos deste mundo tentam instrumentalizar a Fé para seus propósitos escusos. Recentemente, por exemplo, o lobbie neodireitista tem tentado ludibriar os católicos afim de que estes passem a defender o Estado Sionista de Israel, bem como o fim da neutralidade da rede (o que na prática significa entregar a internet na mão dos oligopólios, com grande prejuízo ao consumidor e lucros estrondosos aos provedores). Essa instrumentalização pode, por vezes, confundir aqueles que se encontram fora do redil da Igreja; seria, afinal, esta um instrumento dos poderosos da Terra? Uma instituição que existe para manter a ordem e preservar o status quo? A liturgia de hoje trás uma resposta a esta questão; no Santo Evangelho canta a Santíssima Virgem Maria em seu Magnificat:
Manifestou o poder de seu braço:
desconcertou os corações soberbos.
Derrubou do trono os poderosos
e exaltou os humildes.
Saciou de bens os indigentes
e despediu de mãos vazias os ricos. (Lc 1, 51-53)
Um tanto quanto subversivos tais versículos, não? Pois essa é a Fé Católica! Deus tem um carinho especial para com os pobres, os humildes, os indigentes e oprimidos. É a Igreja, não as vãs ideologias, aquela que verdadeiramente se preocupa com os pobres. Na proximidade do santo Natal, faz bem recordar a santa pobreza daquele estábulo em Belém, eis um santo remédio contra a perfídia das ideologias políticas (estas sim, instrumentos dos poderosos para o adestramento das massas).

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Gunpowder: "Remember, remember, the 5th of November"


"Remember, remember, the 5th of November
The gunpowder, treason and plot;
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot."

"Lembrai, lembrai, o cinco de novembro
A pólvora, a traição e a conspiração;
Não conheço nenhuma razão para que a traição de pólvora;
Deva ser esquecida algum dia."

A antiga canção inglesa fora imortalizada na obra de Alan Moore, V de Vingança, obra esta que também direcionou e despertou a curiosidade do grande público para com a controversa figura de Guy Fawkes, bem como o episódio conhecido como "A Conspiração da Pólvora". Anos depois do sucesso de V de Vingança, a recente minissérie da BBC, Gunpowder, se propõe a recontar as minúcias deste complô católico.

A maioria dos textos que hoje em circulação (inclusive em meios católicos) sobre a figura de Fawkes sofrem de um simplismo criminoso, Fawkes é visto como um fanático católico, um terroristazinho semelhante aos radicais islâmicos, um "Bin Laden medieval"; a série inglesa é, porém, mais sincera e honesta; contextualizando a trama. Logo na primeira cena vemos uma missa clandestina, o padre jesuíta Henry Garnet celebra em latim na casa de uma aristocrata. Instantes depois chegam os soldados do rei, é tempo de perseguição religiosa na Inglaterra, a besta protestante busca eliminar todo resquício de "papismo" na ilha, os padres são escondidos, mas após uma busca, os soldados do tirano encontram um jovem clérigo, condenando-o a uma morte brutal: suas vísceras arrancadas e sua cabeça cortada diante de uma multidão extasiada. A crueldade da cena, que fez muitos dos expectores ingleses vomitarem, nada mais é do que um pequeno reflexo da monstruosidade da chamada inquisição protestante, tão pouco conhecida do grande público. O atentado fracassado contra o rei inglês não nasceu de devaneios fanáticos, mas foi uma medida desesperada diante de uma violenta perseguição.

A série é feliz em retratar o heroísmo dos mártires católicos, que diante das mais cruéis torturas mantem-se firme na Fé. A farsa protestante anglicana também é vista sem falsificações, esta não passa de uma artimanha política da coroa inglesa, liderada por um rei fútil e sodomita, manipulado por seus subordinados na corte. Há também ricas reflexões nos diálogos entre os personagens Robert Catesby, líder da conspiração e o padre Henry Garnet. Catesby defende uma reação violenta, uma conspiração para matar o tirano e por fim a perseguição aos católicos, enquanto Garnet adota um discurso de "não violência" , argumentando que os católicos não devem sujar suas mãos de sangue. Em tempos de perseguição religiosa, este debate volta a emergir no interior da Igreja, como vimos durante a Guerra Cristera no México. 

Outro ponto interessante fica com o papel da Espanha na trama. Este reino católico, tão zeloso a ponto de, na ficção, "queimar judeus para preservar a Fé", mostra-se tão indiferente às perseguições de seus irmãos ingleses, silenciando seu poder de pressão em troca de benefícios comerciais. O Estado foi posto acima da Fé, e esta instrumentalizada por ele. O episódio final, faz o espectador questionar ainda mais a catolicidade daquele antigo Estado confessional.

Guido Fawkes, porém, é um personagem bem marginal, sua história, seus dramas, nada disto é exposto. Fica a imagem de um homem bruto, forte, um verdadeiro badass, que diante da tortura, acaba por ceder. Diferente é o destino do padre Garnet, um homem que temia fraquejar diante das torturas, mas pela graça de Deus, mantem-se fiel até o último instante, morrendo como um verdadeiro mártir de Cristo.

Gunpowder não é uma série religiosa, todavia, é possível encontrar nesta uma teologia mais ortodoxa do que em muitos seminários diocesanos.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Da Anunciação da Virgem Maria


3ª Semana do Advento - Preparação próxima do Natal - Quarta-feira
Primeira Leitura (Is 7,10-14)
Responsório (Sl 23 (24), 1-2. 3-4ab. 5-6 (R. 7c.10b))
Evangelho (Lc 1,26-38)

Na proximidade do Santo Natal, a liturgia hoje direciona nossas reflexões ao episodio da Anunciação. É oportuno, pois, recorrer ao Catecismo, afim de clarificar melhor alguns aspectos deste santo mistério:
148) Onde habitava a Santíssima Virgem quando lhe apareceu o Anjo São Gabriel?A Santíssima Virgem, quando lhe apareceu o Anjo São Gabriel, habitava em Nazaré, cidade da Galileia.

149) De que modo o Anjo Gabriel saudou a Virgem Maria quando Lhe apareceu?Quando o Anjo Gabriel apareceu à Virgem Maria, dirigiu-Lhe aquelas palavras com que nós A saudamos todos os dias: “Ave, ó cheia de graça; o Senhor é conVosco, bendita sois Vós entre as mulheres”.

150) Qual foi a atitude da Santíssima Virgem ao ouvir as palavras do Anjo São Gabriel?
Ao ouvir as palavras do Anjo São Gabriel, a Santíssima Virgem perturbou-Se, verificando que A saudavam com títulos tão novos e gloriosos, dos quais se julgava indigna.

151) De um modo especial, que virtudes mostrou a Santíssima Virgem ao anúncio do Anjo São Gabriel?
Ao anúncio do Anjo São Gabriel, a Santíssima Virgem mostrou de um modo especial: pureza admirável, humildade profunda, fé e obediência perfeitas.

152) Como a Santíssima Virgem Maria, ao anúncio do Anjo São Gabriel, deu a conhecer seu grande amor à pureza?
Ao anúncio do Anjo São Gabriel a Santíssima Virgem Maria deu a conhecer seu grande amor à pureza com a solicitude de conservar a virgindade, solicitude manifestada por Ela precisamente na ocasião em que ouvia dizer que estava destinada à dignidade de Mãe de Deus.

153) Como a Virgem Maria, ao anúncio do Anjo São Gabriel, deu a conhecer sua profunda humildade?
Ao anúncio do Anjo São Gabriel a Virgem Maria deu a conhecer sua profunda humildade com as palavras: “Eis aqui a escrava do Senhor”, que Ela disse precisamente no instante em que se tornava Mãe de Deus.

154) Como a Virgem Maria, ao anúncio do Anjo São Gabriel, mostrou sua fé e obediência?
Ao anúncio do Anjo São Gabriel a Virgem Maria mostrou sua fé e obediência dizendo: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

155) Que sucedeu no mesmo momento em que a Virgem Maria consentiu em ser Mãe de Deus?
No próprio momento em que Maria Santíssima consentiu em ser Mãe de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade encarnou-se no seu seio, tomando corpo e alma como os nossos, por obra do Espírito Santo.

156) Que nos ensina a Virgem Maria em sua Anunciação?
A Santíssima Virgem em sua Anunciação: 1º Ensina em particular às virgens que façam grandíssima estima do tesouro da virgindade; 2º Ensina-nos a todos a dispor-nos com grande pureza e humildade a receber dentro de nós Jesus Cristo na Sagrada comunhão; 3º Ensina-nos a submeter-nos prontamente à vontade divina.

Catecismo Maior de São Pio X; Instrução – Sobre as festas de Nosso Senhor, da Santíssima Virgem e dos Santos; Segunda Parte – Das festas solenes da Santíssima Virgem e das festas dos Santos; Cap. III – Da Anunciação da Virgem Maria.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Ação da Providência na História


3ª Semana do Advento - Preparação próxima do Natal - Terça-feira
Primeira Leitura (Jz 13,2-7.24-25a)
Responsório (Sl 70 (71), 3-4a. 5-6ab. 16-17 (R. Cf. 8a))
Evangelho (Lc 1,5-25)

Deus não é um espectador passivo diante dos dramas da história humana, de um modo maravilhoso e extraordinário intervém Ele em favor de seus eleitos. Na primeira leitura escutamos como enviou Sansão, desde as circunstancias miraculosas de sua concepção, para libertar o antigo Israel de seus inimigos Filisteus. Já no Evangelho, Deus envia aquele que há de aplainar seus caminhos: São João Batista, O Precursor. Deus continua a agir, ainda hoje, em nossas vidas, em nossa história, enviando seus mensageiros, seus ministros, seus santos e eleitos; estamos nós atentos a ação da Providência? Pensemos nisso e louvemos o Senhor!

domingo, 17 de dezembro de 2017

A Colheita Maldita: O sobrenatural em um mundo pós-protestante



Um casal mundano de namorados em meio à estrada acaba por se ver no caminho de uma fanática seita religiosa formada por crianças assassinas; após repetidas tolices o jovem casal confronta a seita, descobrindo o caráter preternatural (demoníaco) desta; e na Bíblia o segredo para destruí-la. Eis basicamente o enredo de “A Colheita Maldita”, filme baseada na obra homônima de Stephen King.

Conforme já escrevi anteriormente, Stephen King é filho de um contexto cultural confuso e problemático; e essa mesma confusão é refletida em suas obras. Nascido em um país protestante, mas tendo abandonado qualquer religião organizada em prol de um deísmo desigrejado, King reflete a si mesmo nos protagonistas de seu conto macabro. Burt e Vicky são o típico casal liberal; namorados que “dormem” juntos, e mostram não ter qualquer vínculo ou paciência para alguma religião; nas cenas iniciais do filme vemos a zombaria para com certo programa radiofônico de evangelização: “Aleluia! Não televisão! Não pode isso! Não pode aquilo! Hahaha!”.

A narrativa segue, e o casal se mostra bem babaquinha e idiota o suficiente para envolver-se temerariamente em uma arriscada confusão que poderiam facilmente evitar. A seita das crianças assassinas e fanatizadas é liderada por Isaac; que tem em Malachai seu mais fiel e devotado seguidor. Vemos ai à crítica de King aos comportamentos religiosos de seu tempo: a religião que deveria ser algo a unir as pessoas na pregação do amor acaba por tornar-se objeto de fanatismo, fomentando o ódio e o terror; este argumento é de alguma forma colocado na boca do protagonista: “(...) uma religião que não prega o amor e a compaixão, não é uma religião verdadeira”. King, todavia, não é um ateu, e a seita fanática não é fruto apenas das doiduras de uma criança perturbada, mas sim criação de um demônio; e a chave para derrotar tal criatura está nas páginas da Bíblia, é lá que Burt encontra a instrução para queimar o milharal.  Eis a visão de mundo de Stephen King; uma visão pós-protestante que rompe com os “fanatismos” da “religião organizada” sem, contudo, cair nos abismos do ateísmo; temos uma espécie de deísmo liberal.

***

Usemos essa encrenca como uma autocrítica, sobretudo, a parte da seita assasina. Fanáticos amalucados existem aos montes, principalmente se estamos falando de seitas protestantes, embora raramente tal maluquice chegue ao nível criminoso e assassino, tal qual na ficção. Algumas vezes, porém, vemos ecos desta mentalidade sectária ecoar por alguns nos meios católicos, manifestando-se em uma atitude ensimesmada de fuga. Em um mundo que despreza e ataca a religião, em um tempo em que aqueles que se põem ao “diálogo” acabam por de alguma forma apostatar temendo o rótulo de radicais, a tentação de fechar-se, isolar-se, parece preferível a alternativa de abdicar da Fé. Entretanto, não há apenas essas duas opções: um fanatismo irracional, e um diálogo apostata; há uma terceira opção, difícil trabalhosa, que dá uma dor de cabeça enorme, mas que é a correta. E que opção seria essa? Manter o diálogo sem ceder um iota. São Pedro diz que os cristãos devem estar sempre prontos a dar as razões de sua fé; responder as indagações, refutar as mentiras; disputar, argumentar usar da razão, sem ingenuidade, ao invés de fugir para a caverna. Os católicos só devem fugir para as catacumbas quando obrigados, enquanto, porém, houver possibilidade de discutir, argumentar, e se manifestar, sem secretismos, em plena luz do dia; isso deve ser feito! Mesmo que um consenso nunca seja alcançado, mesmo que o mundo moderno nos ache um bando de exóticos, não estaremos fugindo e nos fechando em cômodas fantasias. “É essa a nossa Fé”; “são essas as nossas respostas as vossas indagações”; “não vamos ser asfixiados pelos tentáculos dessa vossa gosma liberal; mas tampouco somos covardes a ponto de nos calarmos, ou sequer perder o bom humor” ;  tal deve ser a resposta do católico neste momento cultural, uma resposta autenticamente chestorniana.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Pobre Verme


2ª Semana do Advento - Quinta-feira
Primeira Leitura (Is 41,13-20)
Responsório (Sl 144 (145), 1.9. 10-11. 12-13ab (R. 8))
Evangelho (Mt 11,11-15)

1. É-nos dito hoje na primeira leitura: <Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tomo pela mão e te digo: “Não temas; eu te ajudarei. Não tenhas medo, Jacó, pobre verme, não temais, homens de Israel. Eu vos ajudarei”, diz o Senhor e Salvador, o Santo de Israel. (Is 41, 13-14)>; é bem essa a condição humana, de um pobre verme, um vermezinho...Somos fracos e limitados, todavia se o Senhor estiver conosco, não temos o que temer, Ele será nossa força, nosso amparo, auxílio e proteção.

2. Já no Evangelho, lemos que o Reino dos Céus é dos violentos: <Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e são os violentos que o conquistam. (Mt 11, 12)>; esta violência,  esta combatividade cristã não é como a dos maometanos que estão dispostos a matar por sua falsa religião, mas é antes a violência dos santos e mártires que estão dispostos a morrer pela Verdadeira Religião. A violência de moldar a si mesmo, de mortificar as paixões, de abandonar a vida de pecado, e dedicar-se ao Reino com toda inteligência, toda vontade, toda alma, todo coração.

A Fé Cristã não é para molengas!

Mas, se somos vermezinhos, como nos é dito na primeira leitura, de que forma podemos nós viver esta santa violência? Com o auxílio da graça! É Deus que nos tira de nossa mediocridade e faz-nos dignos de seu Reino. Imploremos ao Senhor o dom da Fortaleza.

São João Batista, ora pro nobis!

Devaneios Ferroviários

Phantom Train - Final Fantasy VI
Em algum dos jogos da série Final Fantasy, salvo engano em Final Fantasy VI, há um trem fantasma encarregado de transportar as almas dos mortos até sua morada definitiva. Bonita metáfora, não? Se os gregos tinham Caronte, o barqueiro, a viagem ao outro mundo por meio dos trilhos não me parece menos épica. Todavia, hoje, a ferrovia encontra-se fora de moda, os trilhos que outrora colocaram o Brasil na estrada do progresso são vistos como velharia; aqui onde moro, a antiga estação de trem foi convertida em atração turística, e já desde antes de eu nascer não se escuta mais o apito do maquinista. 

O trem é presença quase que obrigatória nas narrativas steampunk; e porque deveria estar ele ausente de um Brasil arqueofuturista? Apostar todas as fichas no transporte rodoviário não é deveras ingenuidade? Acidentes e mais acidentes, bem como os memoráveis engarrafamentos das metrópoles, não são exemplos do fracasso de tal política? Por que não usar dos trilhos para escoar parte da produção agrícola? Por que não fazer uso deles também para o transporte de pessoas a longas distâncias, em viagens interestaduais? O desenvolvimento das hidrovias não deixaria o país menos interessante, bem como o uso de drones, não? Um cenário magnífico, belo, capaz de encantar as crianças, e inspirar bonitas narrativas. Há, porém os lobbies, as politicagens, a corrupção e blábláblá...; toda aquela chatice que impede as grandes ideias de saírem do papel. Deixemos isso aos políticos e pragmáticos, nós porém, homens de ideias, podemos divagar, sonhar, e confeccionar ferrovias imaginárias, alimentar histórias, contos, narrativas, e quem sabe um dia, um destes figurões acabe por sonhar também, e esculpir na história aquilo que registramos no papel. Enquanto isso não ocorre, continuemos nossos devaneios ao som de Villa-Lobos.


Desta forma, de Final Fantasy a Villa-Lobos, encerro, hoje, estes devaneios, afim de, quem sabe um dia,  retomar o assunto em forma de conto.

Estação Ferroviária - Barretos (SP)

domingo, 10 de dezembro de 2017

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sábado, 9 de dezembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Ensinar e Curar


1ª Semana do Advento - Sábado
Primeira Leitura (Is 30,19-21.23-26)
Responsório (Sl 146 (147) 1-2. 3-4. 5-6 (R. Is 30,18))
Evangelho (Mt 9,35–10,1.6-8)

Lemos hoje no início do Evangelho que: <Jesus percorria todas as cidades e aldeias. Ensinava nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo mal e toda enfermidade (Mt 9, 35)>. Ensinar e curar. Posteriormente ao fim Evangelho, Ele envia seus discípulos e dá-lhes a mesma missão: <Por onde andardes, anunciai que o que o Reino dos Céus está próximo. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai. (Mt 10,7- 8)>. Anunciar o Reino, pregar, ensinar; curar os doentes, purificar os leprosos; expulsar os demônios; esta é, ainda hoje, a tarefa da Igreja. Tantos miseráveis e moribundos, de corpo e alma, necessitam de socorro, de cura; tantos homens confusos que necessitam de ensino, orientação; tantas pobres almas oprimidas pelo poder do demônio, seja pelas possessões, seja pela escravidão do vícios e idolatrias; a messe é grande, mas os operários tão poucos... Rezemos hoje pelas vocações, para que o Senhor envie operários para sua messe, mas pensemos também em como podemos nós contribuir para a missão da Igreja, onde nossos talentos são necessários, que tipo de serviço podemos nós realizar, afim de gratuitamente retribuir aquilo que de graça e pela graça recebemos.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: "Mais vale procurar refúgio no Senhor"


1ª Semana do Advento - Quinta-feira
Primeira Leitura (Is 26,1-6)
Responsório (Sl 117 (118) 1.8-9. 19-21. 25-27a (R. 26a))
Evangelho (Mt 7,21.24-27)

Segundo alguns sociólogos, pode-se dizer que vivemos em uma era conhecida como Modernidade Liquida, tudo torna-se tão fluido, frágil, mutável. Quem quer que edifique sua vida, sua casa, sobre o mar da modernidade, há de afundar. Aquele perfeitamente adaptado ao seu tempo hoje, amanhã estará “ultrapassado”. Se o apego ao mundo há de fazer-nos submergir, tanto mais o apego aos poderosos, as ideologias, a César; conforme nos ensina o salmo de hoje: “Mais vale procurar refúgio no Senhor do que confiar nos grandes da terra. (Sl 117(118), 8)”; vide o caso da Venezuela onde a confiança nos homens, nas ideologias, faz o povo passar fome, e é Igreja, quem se organiza para lhes dar de comer também o pão material; mais vale, afinal, procurar refúgio no Senhor, o próprio Cristo renova este ensinamento, conforme lemos hoje no Santo Evangelho (Mt 7, 21. 24-27); Ele é a rocha firme, se quisermos manter de pé nossas edificações, nossa vida, nossa sociedade, temos de nos firmar Nele e por em prática a Sua Doutrina. Desta forma, como diz uma frase feliz de um autor infeliz, permaneceremos de pé entre as ruínas, do contrário, faremos nós também parte dos escombros.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Arqueofuturismo, Code Geass, e alguns problemas monárquicos

Em artigo recente, defendi eu a necessidade de uma estética arqueofuturista, afim de que, usando da ficção, pudessem os conservadores e tradicionalistas pensar os impactos futuros da restauração das instituições pretéritas. Todavia, seria um simplismo vulgar e tedioso confinar a ficção a um papel apologia ideológica, mesmo no caso que fosse uma ideologia tradicionalista. Tendo isto em vista, gostaria de tecer alguns comentários a respeito do anime Code Geass.

De um modo inexplicável, o poderoso Império Britânico recupera seu antigo esplendor, estabelecendo um império colonial de proporções globais, onde, tal qual a antiga expressão, o sol nunca se põe. Partindo de um novo conceito da indústria bélica, os kinigthmares, a Britânia reduz o Japão a ruínas, a atual da Área 11, onde se desenvolve a maior parte da trama. Humilhados, impedidos de manifestarem sua identidade, sua cultura, suas tradições, tratados como cidadãos de segunda classe, os “elevens”, combatem em uma guerra suicida contra o Império Britânico usando de táticas terroristas. O arcaísmo da trama, fica por conta da instituição monárquica, dos antigos valores coloniais, enquanto o aspecto futurista é manifesta nas épicas batalhas de megazords knigthmares.

Logo no primeiro episódio, a crítica à nobreza é bem evidente; numa das cenas iniciais, o príncipe Clóvis, após um incidente trágico, faz um emocionante pronunciamento; todavia não passara de encenação, toda a tristeza e emoção do governante eram mera pose, um artificio midiático artificial, gravado em meio a seus divertimentos vulgares. Difamação antimonárquica! - dirão os monarquistas, todavia é uma crítica muito válida. Ao longo da história ocidental, grande parte da nobreza viveu de pose, sendo sua virtude mero teatro, teatro de uma elite vulgar e afeminada, tão desprezível quanto a atual burguesia. Se, uma restauração monárquica é adequada, como evitar o renascimento desta mesma cultura cortesã?

A obra aborda também a questão do nacionalismo: por um lado temos representado o nacionalismo xenófobo brithanians, sobretudo manifesto na radical facção purista liderada pelo general Jerimiah; por outro temos o nacionalismo “do oprimido” dos japoneses-elevens, nacionalismo este que acaba sendo superado por Zero, que se coloca como estando ao lado de todos os oprimidos, “brithanians ou elevens”. Um modo bem interessante de se lidar com o tema, diria eu, um modo feliz, superando as velhas categorias dos tempos passados, o roteirista mostra que embora a expressão das culturas nacionais seja em si um direito dos povos, tal nacionalismo não deve se degenerar em bairrismos, impedindo-os de ver a universalidade da luta na qual se encontram os homens. Marxismo! - dirão outros, pois as categorias nacionais são substituídas pela dicotomia oprimido-opressor.

Voltando ao tema da monarquia, por volta do episódio número 07, durante o funeral de Clóvis vemos um entusiasmado discurso hierárquico por parte do imperador Charles Zi Britannian, quase que uma transcrição de certas ideologias em voga, sobretudo nos meios da Nova Direita Européia. Para Charles, embuído de um perverso darwinismo social, os fracos devem ser eliminados para a evolução do corpo social. Uma verdadeira monstruosidade, e não digo isto partindo de preconceitos anti-hierárquicos, mas baseado na reta doutrina cristã: é certo que o igualitarismo é uma ideologia perversa e problemática, todavia, embora a ordem pressuponha uma hierarquia, esta deve ser vista a partir da perspectiva do serviço, sendo temperada pela caridade. Assim aqueles que estão nas altas hierarquias, o estão para servir e contribuir para o bem comum, respeitando as leis eternas e a dignidade de todos os homens, inclusive os mais fracos e pequeninos.

São estes alguns dos pontos mais interessantes do anime que, todavia, não é uma boa obra. Além do fato de que a perspectiva católica inexiste na narrativa, sendo substituída pelo velho veneno gnóstico, temos personagens pouco trabalhados, o incômodo clichê da escolinha, bem como problemáticos e abundantes momentos de fan service...

De todo modo, Code Geass tem o mérito de trazer a tona algumas boas reflexões para além do mundo das fadas, sendo um feliz exemplo do paradigma arqueofuturista, que creio eu, ser tão necessário hoje aos tradicionalistas e conservadores.
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Notas:
O áudio incorporado neste vídeo foi gravado por Doomentio.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: "Glória in excélsis Deo"


33ª Semana do Tempo Comum - Sexta-feira
Primeira Leitura (1Mc 4,36-37.52-59)
Responsório (1Cr 29,10-12)
Evangelho (Lc 19,45-48)

A semana se aproxima de seu fim, de forma que a meditação litúrgica sobre os livro dos Macabeus vai se encaminhando a sua conclusão. Na primeira leitura, vemos que imediatamente após a vitória, os israelitas, liderados pelos irmãos Macabeus, procedem os ritos de purificação do Templo. O local destinado ao culto divino fora profanado pelos pagãos, fazia-se pois, urgente, desagravar tais atos, e reconsagrá-lo ao Deus Altíssimo. No responsório, cantamos louvores a glória e ao poder de Deus, com o auxilio da primeira carta São Paulo aos Coríntios, já, no Santo Evangelho, estamos diante do episódio em que Nosso Senhor Jesus Cristo, manifesta sua santa ira, expulsando os vendilhões do templo.

O zelo para com o templo, o zelo pela glória de Deus, é sobretudo este o ensinamento de hoje. Dias atrás, discutia eu com alguns amigos se, até que a Igreja resolvesse a bagunça ocasionada pelo Vaticano II, poder-se-ia improvisar um placebo político para o Brasil, talvez algum tipo de nacionalismo ou ideologia de Estado; vaidade das vaidades. O Estado é como a Lua, recebe suas luzes do Sol, que é a Igreja, é preciso, pois, que nós católicos, expulsemos do templo os traidores, hereges, modernistas e apóstatas, sem isto, qualquer especulação política está condenada ao fracasso. Aos domingos, cantamos: <Glória in excélsis Deo, Et in terra pax homínibus bonae voluntátis.> ; só haverá paz, verdadeira paz, onde Deus for honrado e glorificado.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Dinheiro e Apostasia


33ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira
Primeira Leitura (1Mc 2,15-29)
Responsório (Sl 49 (50), 1-2. 5-6. 14-15 (R. 23b))
Evangelho - Lc 19,41-44

1. A primeira leitura nos fala hoje do testemunho de Matatias e seus filhos. Assim como ocorreu no trecho que lemos ontem, novamente o tentador faz uso do dinheiro e da promessa de benesses nesta terra, eis o que é dito a Matatias: <Tomando a palavra, os delegados do rei dirigiram-se a Matatias, dizendo: “Tu és um chefe de fama e prestígio na cidade, apoiado por filhos e irmãos. Sê o primeiro a aproximar-te e executa a ordem do rei, como fizeram todas as nações, os homens de Judá e os que ficaram em Jerusalém. Tu e teus filhos sereis contados entre os amigos do rei. E sereis honrados, tu e teus filhos, com prata e ouro e numerosos presentes”. (1Mc 2, 17-18)>. Todavia, Matatias não cai em tais seduções, e responde com coragem: <Com voz forte, Matatias respondeu: “Ainda que todas as nações, incorporadas no império do rei, passem a obedecer-lhe, abandonando a religião de seus antepassados e submetendo-se aos decretos reais, eu, meus filhos e meus irmãos, continuaremos seguindo a aliança de nossos pais. Deus nos guarde de abandonar sua Lei e seus mandamentos. Não atenderemos às ordens do rei e não nos desviaremos de nossa religião nem para a direita nem para a esquerda”. (1Mc 2, 19-22)>, e próximo a fim da leitura escutamos: <Então fugiram, ele e seus filhos, para as montanhas, abandonando tudo o que possuíam na cidade. (1Mc 2, 28) >. Que bom seria, se todos nós, cristãos, tivéssemos a coragem de Matatias, a coragem de desprezar o dinheiro iníquo e desfazer-se dos bens, quando estes se mostram obstáculo a nossa Fé. É triste, porém, que muitos hoje caem nas seduções do dinheiro, que reneguem sua Fé pelo preço de uns trocados e promessa da vanglória neste mundo. Ao invés de usar dos bens que passam para buscar a glória de Deus, usam da Fé para alcançar uns trocados.

2. Assim, como chorou hoje o Evangelho diante de Jerusalém, Cristo também chora por nós, por nossos pecados e nossas infidelidades. Por nossas tamanhas ofensas, nos tornamos inimigos de Deus, e alvos do justo castigo, da cólera divina. Tal como foi profetizado - <Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”.(Lc 19, 43-44)> - veio para Jerusalém o tempo do castigo, e foi tamanho o sofrimento daquela cidade. Dia virá em que esta modernidade apóstata também será severamente castigada.

Clamava o anjo em Fátima: “PENITÊNCIA”; é tempo, pois, de penitência, clamemos a misericórdia de Deus, pois logo ele há de manifestar sua Justiça, tal qual lemos no salmo: <Reuni à minha frente os meus eleitos, que selaram a Aliança em sacrifícios!” Testemunha o próprio céu seu julgamento, porque Deus mesmo é juiz e vai julgar. (Sl 49 (50), 5-6)>.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: ''Apodera-se de mim a indignação, vendo que os ímpios abandonam vossa lei''


33ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira
Primeira Leitura (1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64)
Responsório (Sl 118 (119), 53. 61. 134. 150. 155. 158 (R. Cf.88))
Evangelho (Lc 18,35-43)

1. Esta semana a liturgia nos convida a iniciarmos nossas reflexões partindo do primeiro livro dos Macabeus. No trecho que hoje lemos, vimos que uma aliança iníqua foi a fresta pela qual entrou o veneno da idolatria pagã no povo hebreu. Inicialmente, uma aliança tática, de cunho militar e geopolítico, mas depois vieram as trocas culturais, uma sutil apostasia, até que esta se manifestou descaradamente. Pensemos nisso, sobretudo em nossos dias, em que não faltam propostas de “alianças táticas”, tal qual a proposta de certa direita brasileira, de se aliar com a besta maçônica.

2. Posteriormente, a influencia pagã sobre os hebreus, que se impunha via soft power, acabou por radicalizar em métodos mais duros e brutos, não faltaram covardes apostatas, todavia, o final da leitura nos coloca diante do exemplo daqueles que foram fiéis mesmo diante da perseguição. A historia da Igreja é iluminada pelo exemplo de pessoas assim, homens e mulheres que com sua vida testemunharam a fidelidade ao Evangelho. As falsas religiões, todavia, não tem uma lista de mártires para honrar, estes dias li que o pagão Guillaume Faye, ao visitar a Arábia Saudita, escondeu sua fé idolatra, buscando refugio na Igreja verdadeira, declarando-se, por ocasião da viagem, católico. Pensemos nisto: os filhos da Igreja estão dispostos a derramar seu sangue, afim de testemunhar sua Fé, já os idolatras e hereges...

3. No salmo em perfeita resposta a primeira leitura, cantamos: <Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança! (Sl 118(119), Cf.88)>; se o católico pode dar testemunho de sua Fé, é pela força e pela graça do Deus verdadeiro. Sem Deus, nada podemos fazer. Rezemos, pois, com o toda a nossa alma:<Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança! (Sl 118(119), Cf.88)>.

4. Ainda no salmo, continuamos a rezar: <Apodera-se de mim a indignação, vendo que os ímpios abandonam vossa lei. (Sl 118(119), 53)>; precisamos nós, filhos da Igreja, nos indignar vendo o abandono das verdades eternas, a apostasia das nações e a degeneração dos costumes, não podemos nos manter neutros, covardes, o zelo pela glória de Deus deve inflamar nosso coração. E continua o salmista, de modo mais radical: <Quando vejo os renegados, sinto nojo, porque foram infiéis à vossa lei. (Sl 118(119), 158)>; peçamos ao Senhor a graça desta radicalidade, a graça de nos enojarmos diante da apostasia.

5. Ressalto mais um trecho do salmo: <Como estão longe de salvar-se os pecadores, pois não procuram, ó Senhor, vossa vontade! (Sl 118(119), 155)>; a salvação não é um direito, mas uma graça, que deve ser procurada, exige de nossa parte esforço, afim de nos apossarmos dela. Aqueles que querem salvar-se, devem buscar a Salvação, e com toda a força, inteligência e vontade, procurar discernir e obedecer a vontade de Deus.