terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Silence de Scorsese: Um Ode a Apostasia

Lembro-me quando ouvi falar por um site católico (se não me engano o espanhol Religión en Libertad), em meados do ano passado sobre filme Silence, logo me empolguei: - Um filme sobre os mártires católicos no Japão, deve ser muito bom! Como me enganei...

Um amigo já me alertara com relação ao diretor, Martin Scorsese: um ex-seminarista, que apostatou da Fé e produziu obras blasfemas como “A Última Tentação de Cristo”

E o problema não foi só com o diretor, pesquisando um pouco mais descobri que a obra de Endo (no qual o filme se baseia) é profundamente problemática, uma espécie de ode a apostasia.

Fico impressionado que com todos esses problemas sites nominalmente católicos como Religión em Libertad, ACI Digital e Aleteia (esse é uma verdadeira porcaria, quase uma Revista Capricho) estejam a promover o filme. Ora, deveriam ter feito o trabalho de jornalistas direito e investigado a coisa.

Felizmente, o pessoal do The Catholic Things fez o dever de casa, segue alguns trechos:

<Mas o livro de Endō (e a nova versão cinematográfica de Martin Scorsese dele) não é sobre o martírio; É sobre evitá-lo. Acima de tudo, as autoridades querem apostasia (sincera ou não), e a maioria dos personagens principais apostatam.

(...)

Quando Marlow / Rodrigues / Garfield finalmente se confronta com Kurtz / Ferreira / Neeson, é o homem mais velho, anteriormente professor de Rodrigues em Portugal, que assegura a apostasia do jovem.

Silence de Scorsese não é um filme cristão de um cineasta católico, mas sim uma justificação de falta de fé: a apostasia se torna um ato de caridade cristã quando ele salva vidas, assim como o martírio torna-se quase satânico quando se aumenta a perseguição. "Cristo teria apostatado por amor", diz Ferreira a Rodrigues, e, obviamente, concorda Scorsese.>

...

Diante disso, fica o aviso: Silence não é um obra católica, mas uma ode a apostasia.

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