quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Karioshi: Vítimas do Liberalismo

Uma das alas mais desprezíveis do nascente movimento neodireitista é sem dúvida a ala liberal, ou em termos lúdicos Direita Tio Patinhas. Financiados pelo grande capital uma legião de piás de prédio se põe o dia inteiro a militar pela demonização do Estado.

<O Estado é um monstro que devora a liberdade das pessoas, tudo estaria melhor se não houvesse intervenção estatal> - dizem eles. 

O paraíso do livre-mercado pode até convencer idiotinhas no mundinho das abstrações, mas quando confrontado com a realidade concreta, a utopia de terno e gravata se desvanece no ar.

Sem freios à ganancia humana, a dignidade do homem tende a ser cada vez mais desrespeitada em nome do lucro, do culto ao Bezerro de Ouro. Salários baixíssimos, condições de trabalho degradantes, destruição do meio ambiente, eis os efeitos nefastos ignorados pelos defensores do livre-mercado.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Isto é a Polônia!


Nesse caos político pós-moderno a Polônia têm sido um luminoso exemplo católico e tradicional

No vídeo, a resposta do povo polonês com relação a questão dos refugiados islâmicos.



Se é para se espelhar em países do exterior no quesito da luta política e cultural, que inspiremo-nos na Polônia, um exemplo muito mais belo e moral que as quimeras liberais dos sonhos neodireitistas (EUA e Israel).

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Silence de Scorsese: Um Ode a Apostasia

Lembro-me quando ouvi falar por um site católico (se não me engano o espanhol Religión en Libertad), em meados do ano passado sobre filme Silence, logo me empolguei: - Um filme sobre os mártires católicos no Japão, deve ser muito bom! Como me enganei...

Um amigo já me alertara com relação ao diretor, Martin Scorsese: um ex-seminarista, que apostatou da Fé e produziu obras blasfemas como “A Última Tentação de Cristo”

E o problema não foi só com o diretor, pesquisando um pouco mais descobri que a obra de Endo (no qual o filme se baseia) é profundamente problemática, uma espécie de ode a apostasia.

Fico impressionado que com todos esses problemas sites nominalmente católicos como Religión em Libertad, ACI Digital e Aleteia (esse é uma verdadeira porcaria, quase uma Revista Capricho) estejam a promover o filme. Ora, deveriam ter feito o trabalho de jornalistas direito e investigado a coisa.

Felizmente, o pessoal do The Catholic Things fez o dever de casa, segue alguns trechos:

<Mas o livro de Endō (e a nova versão cinematográfica de Martin Scorsese dele) não é sobre o martírio; É sobre evitá-lo. Acima de tudo, as autoridades querem apostasia (sincera ou não), e a maioria dos personagens principais apostatam.

(...)

Quando Marlow / Rodrigues / Garfield finalmente se confronta com Kurtz / Ferreira / Neeson, é o homem mais velho, anteriormente professor de Rodrigues em Portugal, que assegura a apostasia do jovem.

Silence de Scorsese não é um filme cristão de um cineasta católico, mas sim uma justificação de falta de fé: a apostasia se torna um ato de caridade cristã quando ele salva vidas, assim como o martírio torna-se quase satânico quando se aumenta a perseguição. "Cristo teria apostatado por amor", diz Ferreira a Rodrigues, e, obviamente, concorda Scorsese.>

...

Diante disso, fica o aviso: Silence não é um obra católica, mas uma ode a apostasia.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Acertos do Urso do Leste


A Rússia de Vladimir Putin tem surpreendido positivamente nestes últimos tempos. Hoje li a notícia de que o jogo Overwatch foi banido do país pois:

<Uma lei em vigor na Rússia considera representações homossexuais positivas como "propaganda gay", sendo estas passíveis de multa ou banimento. (...). [1]

Isso é excelente! Mostra como os russos estão conscientes dos mecanismos de engenharia social usados pela mídia novordista. Os videogames longe de serem um simples entretenimento neutro são também um meio de difusão de ideias, e ultimamente tem sido amplamente usados para promover a sodomia e o paganismo (sobre o assunto recomendo o seguinte vídeo, alertando porém que este contém cenas desagradáveis).

Outra excelente noticia vinda do leste é que <em breve todas as escolas da Rússia poderão ter aulas obrigatórias de valores familiares. 

(…)

De acordo com o relatório da agência, o movimento é apoiado pela organização religiosa ortodoxa russa chamada “A Santidade da Maternidade”. O grupo foi fundado em 2006.

A líder do grupo, Natalia Yakunina, disse que essas classes já estavam sendo dadas em algumas regiões da Rússia. As aulas reforçam a família tradicional formada por homem, mulher e filhos. [2] >

Enquanto o Ocidente Liberal e Pós-Moderno se degenera, as nações do Leste Europeu mostram um caminho diferente, amparadas na Tradição e na Religião, de modo imperfeito a cismática Rússia, de modo mais pleno a católica Polônia. Que nestes aspectos, os católicos brasileiros se inspirem nestas nações afim de propor uma alternativa politica e cultural ao Brasil para além do comunismo marxista e do liberalismo neodireitista. 

Uma alternativa que seja essencialmente Católica e Tradicional.
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Estamos em Guerra (Cultural) !

Uma coisa que já passou da hora dos católicos brasileiros se tocarem é o fato de que estamos em guerra: 

<Quem não sabe que estamos em guerra? Quem não sabe que os bárbaros estão as nossas portas, ou melhor já passaram por elas, escrevendo os roteiros dos filmes, programas de TV, livros didáticos para o ensino público e decisões judiciais? Só os que habitam a bolha lunar da academia ou a bolha lunar do establishment da educação religiosa com seus inaproveitáveis profetas que clamam ‘’paz, paz’’, quando não há paz. São os que compõe aquelas medonhas canções de ninar, bobocas e progressistas, que suportamos sob o rótulo de ‘’hinos contemporâneos’’. [1]

Uma guerra cultural se trava diante de nossos olhos, uma cultura laicista e anti-cristã com amplo apoio politico e midiático luta para calar os cristãos; para reduzir nossa influência política e cultural na sociedade e, se nada for feito obterão sucesso.

A luz deste contexto, comento aqui um fato recente que se deu na Espanha, a prefeita esquerdista de Madri iniciou sua agenda de laicizar o natal, silenciando qualquer menção religiosa nas decorações públicas. 

<Carmena decidiu, como no ano passado, enfeitar a Puerta de Alcalá somente com símbolos natalinos que não são considerados religiosos.

(…)

Segundo informa ‘OKDIARIO’, Manuela Carmena declarou a respeito da sua decisão da proibição de presépios que o município deseja continuar tendo “um Natal para todos e onde haja todas as visões de Natal”. [2] >

Diante de tal ato o que os católicos espanhóis fizeram? Ficaram quietinhos como ovelhinhas mansas? Não! Como valentes cruzados, protestaram contra esse ato iníquo.

Simplesmente centenas de madrilenhos levaram seus presépios ao local e publicaram fotos nas redes sociais em protesto os disparates da prefeita:


<Muitos madrilenos colocam a cada dia o seu presépio na Puerta de Alcalá como sinal de protesto e compartilham as fotos no Twitter com a hahstag #PontuBelenPuertadeAlcala. [2]>

Que a coragem e inteligencia de nossos irmãos de Madri sirva de exemplo também para nós católicos do Brasil. Como eles, não nos acovardemos diante das hostes laicistas que atentam contra a religião, mas lutemos para defender nossa Fé com as armas politicas, culturais e espirituais que temos.

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[1] KREEFT, Peter. Como Vencer a Guerra Cultural.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Viralatismo Primeiro-Mundista


É com grande alegria que disponibilizo um espaço nesse humilde Bunker para a pucliação de um texto de autoria de meu amigo, irmão de Fé  e agente da KGB Roald_Admunsen. Nas linhas que se seguem, mais um dos vícios da neodireita americanóide é desvelado: seu viralatismo pelo dito ''primeiro mundo''.

***

O primeiro-mundismo da direitola brasileira é tão irritante quanto o terceiro-mundismo da esquerda. Esquerdistas culpam os países ricos pelos nossos problemas, direitistas os idolatram e colocam suas sociedades e políticos como grandes exemplos (salvo esquerdistas declarados), a ponto de desprezarem a cultura e as origens do Brasil. Trata-se de uma nova roupagem do nosso bom e velho complexo de vira-lata: são como a piriguete que só se sente feliz quando bancada pelo macho rico.

Esse pensamento se torna bastante contraditório quando falamos de supostos conservadores contrários ao gramscismo, pois qualquer um que não seja um infeliz que leia a grande mídia e se ache bem informado sabe que a vanguarda do programa da revolução cultural está justamente nos países que a direita tanto ama. Que liberais e libertários prestem tanta devoção ao primeiro mundo até se entende, afinal aceitam e promovem a degeneração que tanto grassa por aquelas bandas, mas por que raios um conservador deveria tomar como exemplo países em que o aborto é totalmente legalizado desde os anos 70?

Confrontados com os fatos, a direita brasileira bota a culpa na KGB, nos russos, nos comunistas (esta tem lá seu fundo de verdade, mas está longe de explicar todo o problema), nos extraterrestres, em tudo, menos na apostasia dos seus povos e no sistema político liberal-democrático. O primeiro mundo pra essas pessoas é uma espécie de virgem imaculada que só pode errar se profanado por forças externas, mal sabendo eles que a democracia liberal, ainda que erigida em bases aparentemente conservadoras, produz inevitavelmente na degeneração social e na marginalização da Igreja.

A direitola brasileira podia ao menos ser mais honesta consigo mesma, largar esse conservadorismo de butique e se assumir liberal de uma vez. E sem gritarias contra aborto, gayzismo, feminismo e invasão islâmica, afinal tudo isso acontece nos países que eles adoram, muitas vezes com o apoio da direitola de lá.



#Roald_Admunsen

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O Pais das Maravilhas e a Função do Mundo das Fadas


Raramente acompanho o cinema, ultimamente Hollywood não produz outra coisa senão perversões. Só assistir algo depois de ler uma boa crítica e uma confiável recomendação, uma prática salutar que me ajuda a evitar perder tempo com lixo.

Mas, afinal, acabei abrindo uma exceção a essa regra e indo atrás com atraso de ver o filme de Tim Burton, Alice no País das Maravilhas, uma verdadeira porcaria.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O Conservadorismo e as Tribos Ideológicas na Modernidade Líquida


Pelo fato de ter saído a tempo relativamente recente da arapuca ideológica do conservadorismo, este tem sido o tema de vários de meus escritos. Hoje venho a tratar mais uma vez do assunto: a neodireita e o aspecto atrativo do chamado conservadorismo, não como ideia, mas como um produto identitário da indústria cultural. Mais do que as ideias, é a identidade estética do movimento que tem atraído tantos jovens (a mesma fórmula é usada também pela esquerda).

Como assim? Nessa modernidade líquida o indivíduo, principalmente o jovem, se sente um náufrago em um mar a deriva. Tudo é líquido, nada há em que se apoiar. Alguns (a maioria) se apoiam no presente, formam sua identidade na frágil e mutável cultura pop, estes estão sempre seguindo a moda. É a moda, a opinião pública, as tendências, que movem a mente desta criatura mundana, se tudo é mutável ele é uma metamorfose ambulante, uma cria direta sempre em atualizações da cultura pop.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Comedores Infinitos


Assustador o que acabo de ler em o Dilema do Onívoro[1] de Michael Pollan: a indústria de alimentos trabalha incansavelmente para desenvolver alimentos não nutritivos e que não sejam absorvidos pelo organismo, de modo que as pessoas o comam apenas por prazer, e possam comer o quanto quiser sem se sentirem cheias, engordarem, ou absorverem nutrientes. É o comer, evacuar, e comer de novo.

Por que isso? Porque para os investidores o setor alimentício tem um "probleminha": demanda pouco elástica. Não importa o quanto aumente a oferta de alimentos, a pessoa têm um limite, ninguém vai comer trocentos bifes só porque a carne ficou barata.

Daí, a ciência é posta a serviço do grande capital afim de bolar um jeito de fazer as pessoas comerem e gatarem seu dinheiro infinitamente com comida.

Como se separou o sexo da procriação, reduzindo-o a seu aspecto prazeroso, assim pretendem fazer com a comida separando-a de seu aspecto natural e nutritivo e transformando em prazer.

Esse aí é só um exemplo dos monstrinhos criados por seu "livre-mercado"....

A economia separada da moral irá criar cada vez mais quimeras deste tipo.

Tenho medo do futuro...
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[1] POLLAN, Michael. O Diliema do Onívoro; p. 79-80: <O  amido resistente, a última novidade nessa lista de ingredientes, suscita atualmente o entusiasmo dos que refinam o milho. Eles encontraram um meio de arrancar do milho um novo amido que é quase indigerível. Em princípio, em se tratando de um alimento, não pensaríamos nessa característica como particularmente positiva, a não ser, é claro, que seu objetivo seja contornar de algum modo o limite biológico do que cada um de nós pode comer durante um ano. Como o corpo não consegue quebrar o amido resistente, ele desliza pelo tubo digestivo sem jamais transformar-se em calorias ou glicose – uma grande vantagem, somos informados, para os diabéticos. Quando aos falsos açúcares e às falsas gorduras vierem se somar os falsos amidos, a indústria dos alimentos conseguirá finalmente superar o dilema do estômago fixo: poderemos comer refeições inteiras quantas vezes ou na quantidade que quisermos, já que essa comida não deixará vestígios. Apresentamos a última palavra em consumidor, o – completamente elástico! – comedor industrial.>

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Modismos Internéticos



Um dos modos de ganhar dinheiro com a internet, é estar atento com as modas. Entrar no momento certo quando o vento está a soprar forte sobre as velas, e sair antes que o barco comece afundar. 

Há cerca de uns dois anos atrás foi o tempo favorável para as Páginas no Facebook, qualquer paginazinha recém-criada, se administrada com criatividade poderia muito bem chegar aos milhões de likes rapidamente, contar com um tráfego intenso e um bom poder de difusão. Foi-se o tempo, depois de intensas mudanças no algorítimo uma página no Facebook já não tem poder de difusão nenhum, com milhares de likes não consegue alcançar nem dez por cento de seu publico sem desembolsar uns trocados para o Zuckerberg .

domingo, 11 de dezembro de 2016

Mais duas notinhas sobre os Maria-Viaturas

1. Não bastasse a sanha eugênica manifesta anteriormente, agora Eduardo Bolsonaro demonstra  suas tendencias abortistas:


Durante muito tempo criou-se na internet certa imagem mítica dos Bolsonaros, que apesar do mérito do combate ao comunismo e ao gayzismo, sempre derraparam e muito em outros pontos políticos fundamentais.

<Mas, temos de tolerar os Bolsonaros como um mal menor, não pode ficar denegrindo a imagem dele vai favorecer a esquerda mimimi...> Tolice! Os católicos devem mostrar e manifestar seu desagrado contra tais posições absurdas do deputado, de modo que ele as renegue ou perca todo e qualquer voto católico, não se negocia com a vida.



2. <O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, diz que há "chance zero" de setores das Forças Armadas, principalmente da ativa, mas também da reserva, se encantarem com a volta dos militares ao poder. Admite, porém, que há "tresloucados" ou "malucos" civis que, vira e mexe, batem à sua porta cobrando intervenção no caos político.>

Como se pode observar nem os próprios milicos levam a sério a paranoia intervencionista dos Maria-Viatura, um bando de <malucos> e não sou eu, blogueiro suburbano que o diz, mas o próprio general comandante do exército. Mas, pela mentalidade tribal daqueles, tanto eu quanto o general seriamos afinal agentes comunistas rsrs.

Que isto baste para acordar os irmãos de Fé presos na coletânea de ilusões dos Maria-Viaturas, que além de serem ridicularizados pelos próprios militares, mostram estar dispostos inclusive a negociar com a vida humana.

Não é o cuturno, a farda ou a viatura que irá salvar o Brasil, mas tão somente a Cruz do Senhor. Rezem o terço e lutem pelo Reinado Social de Cristo, é muito mais útil que resmungar por intervenção militar em CAIXA ALTA. 

Fiquem por fim com essa zoeira marota.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Um conto Steampunk e a finalidade da Técnica


Steampunk (também conhecido como Tecnavapor) é um subgênero narrativo dentro da ficção científica, de forma geral descreve obras ambientadas no passado, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que no mundo real. Geralmente, a maioria das obras deste subgênero tem sido ambientadas na Inglaterra Vitoriana, contrastando a fineza dos costumes à alta tecnologia porém, já se empreenderam obras ambientadas no Faroeste e na Idade Média, partindo-se do mesmo princípio.

Tendo isso em mente, para o início desta reflexão passemos a obra em questão, a animação japonesa Steamboy, que como o nome sugere, uma típica represente do gênero steampunk. O filme de 2004 é talvez um dos mais caros da história das animações japonesas, custando por volta de US$ 20 milhões; o resultado foi um uma obra artística admirável, com uma qualidade estética magnífica (a arquitetura interna da torre, todo o maquinário a vapor são de tirar o fôlego, mas é sobretudo com relação ao roteiro da obra que pretendo tratar aqui).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A Tirania da Técnica na Ficção Científica


A técnica e suas maravilhas são capazes de levar multidões de juvenas ao êxtase. A cada novo videogame, a cada nova bugigada da Apple, vemos uma multidão de fãs fanáticos em peregrinação. A Técnica (Tecnologia) é um dos ídolos (falso-deus) adorados pelos neopagãos hodiernos.

Forçando a analogia, assim como todos os deuses dos antigos pagãos são demônios, o ídolo da técnica pode vir a tomar o mesmo caminho, e em tempos de “êxtase” ainda há neopagãos com suficiente bom senso para perceber isto, e manifestar sua preocupação através de sua arte (no caso aqui tratado o cinema).

domingo, 4 de dezembro de 2016

O velho Pistoleiro e o pequeno Hobbit: O mundo seguiu adiante, mas YOU SHALL NOT PASS!


Stephen King conta no prefácio de seu opus magnum (A Torre Negra) que aos dezenove anos logo após a leitura da obra de Tolkien ficou deslumbrado e sentiu-se impelido a buscar uma realização semelhante na literatura. A Terra Média era um mundo tão vasto, tão belo, ordenado, e toda a mitologia criada pelo inglês tão consistente, que marcou profundamente aquele mancebo norte-americano, que ali começou a rascunhar as primeiras ideias a respeito de sua Torre Negra. Porém, assim como a Torre é inalcançável para o Roland o pistoleiro, e de igual modo é a distância que separa a obra de Tolkien de seu fã norte-americano.

Vida Comum



Hoje em dia o pessoal tem opinião sobre tudo menos sobre a própria vida. Varam altas madrugadas discutindo os melhores rumos para a economia do país, mas não sabem nem equilibrar o orçamento doméstico. Traçam estratégias mirabolantes para por seu partido-movimento no poder da Nação, mas não sabem o que fazer com relação a rua de sua casa que está esburacada. Clamam ardorosos por uma nova cruzada, falam em pegar em armas ”pra defender o país” sem nunca terem se envolvido ao menos numa briga de boteco. Colocam-se no alto grau da sapiência, a ponto de dizer o que o Papa deve ou não fazer, sem sequer terem terminado de ler o Catecismo. Declaram seus juízos infalíveis sobre as mais variadas guerras e suas soluções para tais, sem sequer conseguir apaziguar uma briguinha de família.

A Aventura da Fé


Ainda não consegui rastrear a origem da (errônea) figura imaginária, muito atuante em nossos dias, que coloca o fato do infeliz ser um “bom moço”, um “bom cidadão” como sinônimo da prática cristã, como se o cristianismo se resumisse tão somente num código moral de bom comportamento.

Certa feita, tive uma conversa com uma moça (não tão moça assim) que argumentava do porque não precisar de “religião”: <Eu não sou criminosa, não sou viciada em drogas, não faço mal a ninguém. Não preciso de religião para ser uma pessoa…>

sábado, 3 de dezembro de 2016

A Sanha Eugenista da Direita Maria-Viatura


Recentemente um velho tweet do Deputado Carlos Bolsonaro tem causado, e com razão, certo alvoroço nas redes. Em menos de 140 caracteres, o “mito” neodireitista manifesta sua mentalidade eugênica e elitista:


A postagem é de 2014, espero que o infeliz em questão tenha deixado de lado tal tolice ignóbil, porém com o ressurgir desta asneira nas redes, e as manifestações em concordância da direita maria-viatura, vale a pena comentar.

Porém, antes de tudo comecemos por definir o que é esta tribinho ideológica que denomino aqui de direita maria-viatura: é um subgrupo dentro da comunidade neodiretista com tendências fascistóides que crê firmemente no poder redentor da violência, e na necessidade de uma ordem autoritária imposta para pôr fim ao caos (cujo alguns atribuem sua origem ao "marxismo cultural", outros ao neoliberalismo, que não são outra coisa senão monstros híbridos marcusianos). Como identificar um membro desta tribo ideológica? Muito simples, normalmente estão a voiceferar um destes jargões: “intervenção militar” ; “bandido bom é bandido morto”; sempre com o tom emocional e o uso imoderado de CAIXA ALTA.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Nos subúrbios da internet, nasce o Bunker!


É o primeiro dia do último mês do ano, normalmente mês de finalizar projetos. Adiantei-me um pouco, e encerrei minhas atividades no Instituto Shibumi já em meados de novembro, no tempo que ali fiquei aprendi muitas coisas, cresci e me desenvolvi em muitos aspectos mas, chegou o momento de deixar o barco shibumista; ecumenismo irenista e liberdade para difusão de ideias protestantes foi o que me levou a sair, e a necessidade de contar com um espaço para continuar a escrever me levaram a construir esta nova morada, o BunKer Suburbano.

Comecei minhas excursões no universo da internet a escrever ainda com a mentalidade neodireitsta, com a finalidade de treinamento: a guerra cultural era uma realidade (ainda o é), meu objetivo era treinar a escrita, me tornar bom nisso a ponto de em um futuro, seguindo a estratégia da “ocupação de espaços”, influenciar com ideias “de direita” ao menos a mídia local da província.