segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: ''Apodera-se de mim a indignação, vendo que os ímpios abandonam vossa lei''


33ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira
Primeira Leitura (1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64)
Responsório (Sl 118 (119), 53. 61. 134. 150. 155. 158 (R. Cf.88))
Evangelho (Lc 18,35-43)

1. Esta semana a liturgia nos convida a iniciarmos nossas reflexões partindo do primeiro livro dos Macabeus. No trecho que hoje lemos, vimos que uma aliança iníqua foi a fresta pela qual entrou o veneno da idolatria pagã no povo hebreu. Inicialmente, uma aliança tática, de cunho militar e geopolítico, mas depois vieram as trocas culturais, uma sutil apostasia, até que esta se manifestou descaradamente. Pensemos nisso, sobretudo em nossos dias, em que não faltam propostas de “alianças táticas”, tal qual a proposta de certa direita brasileira, de se aliar com a besta maçônica.

2. Posteriormente, a influencia pagã sobre os hebreus, que se impunha via soft power, acabou por radicalizar em métodos mais duros e brutos, não faltaram covardes apostatas, todavia, o final da leitura nos coloca diante do exemplo daqueles que foram fiéis mesmo diante da perseguição. A historia da Igreja é iluminada pelo exemplo de pessoas assim, homens e mulheres que com sua vida testemunharam a fidelidade ao Evangelho. As falsas religiões, todavia, não tem uma lista de mártires para honrar, estes dias li que o pagão Guillaume Faye, ao visitar a Arábia Saudita, escondeu sua fé idolatra, buscando refugio na Igreja verdadeira, declarando-se, por ocasião da viagem, católico. Pensemos nisto: os filhos da Igreja estão dispostos a derramar seu sangue, afim de testemunhar sua Fé, já os idolatras e hereges...

3. No salmo em perfeita resposta a primeira leitura, cantamos: <Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança! (Sl 118(119), Cf.88)>; se o católico pode dar testemunho de sua Fé, é pela força e pela graça do Deus verdadeiro. Sem Deus, nada podemos fazer. Rezemos, pois, com o toda a nossa alma:<Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança! (Sl 118(119), Cf.88)>.

4. Ainda no salmo, continuamos a rezar: <Apodera-se de mim a indignação, vendo que os ímpios abandonam vossa lei. (Sl 118(119), 53)>; precisamos nós, filhos da Igreja, nos indignar vendo o abandono das verdades eternas, a apostasia das nações e a degeneração dos costumes, não podemos nos manter neutros, covardes, o zelo pela glória de Deus deve inflamar nosso coração. E continua o salmista, de modo mais radical: <Quando vejo os renegados, sinto nojo, porque foram infiéis à vossa lei. (Sl 118(119), 158)>; peçamos ao Senhor a graça desta radicalidade, a graça de nos enojarmos diante da apostasia.

5. Ressalto mais um trecho do salmo: <Como estão longe de salvar-se os pecadores, pois não procuram, ó Senhor, vossa vontade! (Sl 118(119), 155)>; a salvação não é um direito, mas uma graça, que deve ser procurada, exige de nossa parte esforço, afim de nos apossarmos dela. Aqueles que querem salvar-se, devem buscar a Salvação, e com toda a força, inteligência e vontade, procurar discernir e obedecer a vontade de Deus.

domingo, 19 de novembro de 2017

Arqueofuturismo e a Gangue da Gravata Borboleta

Quase duas décadas após o Manifesto Futurista, em que Tommaso Marinetti exortava o abandono de todas as antigas tradições, numa manifestação iconoclasta quase que histérica, mas sincera, do espirito da modernidade, certo conservadorismo, bem como algum tipo de tradicionalismo vem ganhando espaço no mundo das ideias, devido ao fracasso do projeto moderno. Algumas vezes, porém, esta mentalidade tradicionalista se reveste de caracteres um tanto bizarros, desde a mitificação e folclorização do passado, bem como certo anacronismo vulgar. Se o leitor usa as redes sociais já deve ter se deparado com algumas destas figuras: da gangue da gravata borboleta, passando pelos entusiastas dos suspensórios, aos web amishs. Nesta forma vulgar, a Tradição, perde todo seu aspecto dinâmico, vivificante, transmutando-se numa nostalgia apática, em uma fantasia vulgar.

O passado não vai voltar, mas, isto não significa que ele não possa vir a inspirar o futuro. Teriam os tradicionalistas e conservadores mais sucesso em seus intentos se, ao invés de chorar sobre as ruínas da antiga civilização, lamentando-se do mundo degenerado, mitificando os tempos de outrora, empreendessem esforços para imaginar o mundo futuro, iluminado pelas tradições pretéritas.

Na ficção, existe um subgênero narrativo denominado steampunk, que se propõe a pensar o que seria do passado, se neste, o impacto do desenvolvimento tecnológico fossem tais como hoje. Aquilo do qual precisamos, é mais ou menos o contrário, precisamos pensar o futuro sob a ótica do passado, uma espécie de regressismo progressista, ou nos termos de Guillaume Faye, arqueofuturismo[1]. Exemplifiquemos: Que tal imaginar os Estados Pontifícios e uma nova Idade Média, hoje com celulares, internet e televisão? Uma nova cruzada com o uso de tanques de guerra e submetralhadoras? E o feudalismo em tempos de drones e maquinário agrícola de precisão? Como seria uma monarquia tradicional estabelecida em uma cidade cosmopolita tal qual São Paulo ou Nova York? De que modo as instituições do passado, caso fossem restauradas, vão interagir com as inovações,  aparatos tecnológicos, e a psicologia do presente? E com aquilo que esperamos para o futuro?

Não nos ensina a história, que antes de se transmutar em ação, algo deve tornar-se possível e coerente, através da ficção? Se tudo que os tradicionalistas têm a oferecer ao mundo é uma nostalgia ranheta, estão condenados a insignificância das fofocas de Facebook. Mas, se conseguirem com as luzes da tradição, fazer-nos antever um futuro luminoso, talvez aí assim, as pessoas passem a levá-los a sério.

Por mais degenerados que sejam os porcos revolucionários, ao menos uma coisa eles não perderam, a capacidade de sonhar? E nós?

Notas:
[1] Faye é um pagão com a mente cheia de ideias perversas, entretanto, teve o mérito de cunhar o termo arqueofuturismo; todavia, o uso que faço deste é uma interpretação própria, pouco apegada a qualquer fidelidade para com o autor.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: São insensatos por natureza todos os homens que ignoram a Deus


32ª Semana do Tempo Comum - Sexta-feira
Primeira Leitura (Sb 13,1-9)
Responsório (Sl 18 (19),2-3. 4-5 (R. 2a))
Evangelho (Lc 17,26-37)

1. Atualmente é moda falar de uma suposta sabedoria pagã tradicional, pois, hoje, o próprio livro da Sabedoria , manifesta-se repreendendo severamente os pagãos: <São insensatos por natureza todos os homens que ignoram a Deus, os que, partindo dos bens visíveis, não foram capazes de conhecer aquele que é; nem tampouco, pela consideração das obras, chegaram a reconhecer o Artífice. Tomaram por deuses, por governadores do mundo, o fogo e o vento, o ar fugidio, o giro das estrelas, a água impetuosa, os luzeiros do dia. (Sb 13, 1-2)>.

Ou seja, o que temos na verdade temos uma tolice pagã. Tolos, néscios, insensatos, desde os animistas de ontem, aos idolatras de hoje, tais quais a dita  "nova direita europeia", seguidores das doutrinas de Julius Evola e Alain, bem como os babaquinhas Nova Era, passando até aos modernos mundanos que divinizam o sexo e dinheiro.

2. No Evangelho, Cristo nos recorda o episódio da mulher de Ló. Na ocasião da destruição de Sodoma e Gomorra, quando Ló e seus familiares fugiam avisados pelo anjo, a esposa de Ló com o coração apegado aos bens daquela cidade, a sua vida de outrora, olhou para trás, e fora transformada em uma estátua de sal. Tal episódio está descrito em Gn 19, 1-26 .Não devemos, pois, repetir esta cena em nossas vidas; é preciso que nos desapeguemos deste mundo que passa sem olhar para trás! Todavia, isso não significa que todos nós devamos virar eremitas. O Evangelho prossegue com o exemplo de homens e mulheres exercendo atividades semelhantes: dormir, moer, trabalhar no campo, no entanto um é levado e outro deixado; é um modo de mostrar que o desapego é uma virtude inicialmente interior. Materialmente, estes homens e mulheres usavam dos bens deste mundo de forma semelhante, todavia, a atitude interior era diferente, enquanto alguns vivam acostumados com estas terras, outros viviam como peregrinos, com o coração voltado ao céu, e portanto foram levados, enquanto os demais, deixados para trás.

Precisamos, sobretudo nós leigos, aprender a viver este desapego "no mundo".

Santa Isabel da Hungria, rogai por nós!
São Josemaria Escrivá, rogai por nós!
Viva Cristo Rei!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: "O poder vos foi dado pelo Senhor"


32ª Semana do Tempo Comum - Quarta-feira
Primeira Leitura (Sb 6,1-11)
Responsório (Sl 81 (82), 3-4. 6-7 (8a))
Evangelho (Lc 17,11-19)

A liturgia deste dia de hoje é tão harmônica que parece ter sido escolhida providencialmente para iluminar nossa pátria. Ainda meditando sobre o livro da Sabedoria, lemos o seguinte: <Prestai atenção, vós que dominais as multidões e vos orgulhais do número de vossos súditos. Pois o poder vos foi dado pelo Senhor e a soberania, pelo Altíssimo. É ele quem examinará as vossas obras e sondará as vossas intenções; apesar de estardes ao serviço do seu reino, não julgastes com retidão, nem observastes a Lei, nem procedestes conforme a vontade de Deus. Por isso, ele cairá de repente sobre vós, de modo terrível, porque um julgamento implacável será feito sobre os poderosos. (Sb 6, 2-5)>; no dia de hoje lembramos a Proclamação da República, república esta que veio como um castigo à Dom Pedro II. O antigo imperador do Brasil, em seu reinado, aliou-se com a besta maçônica, tomando parte na perseguição aos Bispos do Brasil, levando a cativeiro o heroico Dom Vital. A república foi, pois, um castigo, o castigo a este homem que era sábio aos olhos dos homens, mas néscio aos olhos de Deus. 

Infelizmente, o pecado dos maus acaba por ecoar sobre os justos, e Isabel, a católica, viu-se separada do trono, pelo pecado de seu pai.

O mesmo trecho, porém, condena severamente esta república maçônica, que tal como a monarquia de Dom Pedro, está longe de agradar a Deus. Nossa constituição diz que todo o poder emana do povo, uma tolice sem tamanho, eis, pois, o que diz a Escritura: <Pois o poder vos foi dado pelo Senhor e a soberania, pelo Altíssimo. É ele quem examinará as vossas obras e sondará as vossas intenções; (Sb 6, 3)>. O poder vem de Deus e não do povo, nenhuma maioria "democrática" tem permissão para ir contra as leis eternas, basta lembramo-nos do episódio do Dilúvio.

Em resposta a primeira leitura, rezamos com o salmo: <Levantai-vos, ó Senhor, julgai a terra! (Sl 81 (82), 8a)>, façamos deste o sincero pedido de nosso coração, que o Senhor venha libertar os oprimidos, julgar os poderosos, e reduzir a pó todos aqueles que conspiram contra sua lei.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Morte, Sofrimento e Esquecimento


32ª Semana do Tempo Comum - Terça-feira
Primeira Leitura (Sb 2,23–3,9)
 Responsório  (Sl 33 (34),2-3. 16-17. 18-19 (R. 2a))
Evangelho - (Lc 17,7-10)

Hoje a primeira leitura da a resposta a um dramas que sempre atormentaram a humanidade e intrigaram os filósofos: o porquê da morte e do sofrimento. A morte é consequência do pecado, que entrou no mundo pela inveja do demônio com a cumplicidade Adão e Eva. Por conta deste pecado original toda humanidade é culpada de um crime tamanho, somos todos pecadores, bandidos, marginais, imundos. Mas, Deus em sua Infinita Misericórdia ofereceu aos homens a aliança, e por meio de seu Divino Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, foi-nos aberta a porta do céu. Mas, não nos enganemos, ninguém de nós têm "direito ao paraíso", como nos ensina o Evangelho somos todos servos inúteis; a Salvação é pura graça de Deus. Mas, a graça age na natureza, e exige uma resposta de nossa parte. Nada de impuro entra no céu, desta forma, temos de nos penitenciar por nossos pecados, para que a Salvação que nos foi oferecida em Cristo, seja-nos aplicada. Desta forma, o sofrimento dos "bons", tem sentido o sentido de prova e purificação, como nos ensina ainda a primeira leitura: <(...) tendo sofrido leves correções, serão cumulados de grandes bens, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de si. Provou-os como se prova o ouro no fogo e aceitou-os como ofertas de holocausto; no dia do seu julgamento hão de brilhar, correndo como centelhas no meio da palha; (Sb 2, 6-7)>. Todavia, é um sofrimento passageiro, leves correções que não tem comparação aos glórias reservadas aos eleitos no Reino dos Céus.

E quanto aos maus, os impios e impenitentes? A resposta nos foi dada pelo salmista: <O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, e seu ouvido está atento ao seu chamado; mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. (Sl 33 (34), 17)>; a lembrança dos maus, sua vida de maldade e impiedade será apagada. Lembro-me eu de um antigo poema de Percy Bysshe Shelley a este respeito:
Ozymandias

Eu encontrei um viajante de uma terra antiga
Que disse:—Duas gigantescas pernas de pedra sem torso
Erguem-se no deserto. Perto delas na areia,
Meio afundada, jaz um rosto partido, cuja expressão
E lábios franzidos e escárnio de frieza no comando
Dizem que seu escultor bem aquelas paixões leu
Que ainda sobrevivem, estampadas nessas partes sem vida,
A mão que os zombava e o coração que os alimentava.
E no pedestal estas palavras aparecem:
"Meu nome é Ozymandias, rei dos reis:
Contemplem minhas obras, ó poderosos, e desesperai-vos!"
Nada resta: junto à decadência
Das ruínas colossais, ilimitadas e nuas
As areias solitárias e inacabáveis estendem-se à distância.
O mal é passageiro, efêmero. O bem se eterniza em Deus.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!
Viva Cristo Rei!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Sabedoria (I)


32ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira
Primeira Leitura (Sb 1,1-7)
Responsório (Sl 138 (139),1-3. 4-6. 7-8. 9-10 (R. 24b))
Evangelho (Lc 17,1-6)

Ontem, na Santa Missa lemos o livro da Sabedoria (Sb 6, 12-16), nos foi dito que a própria sabedoria de Deus sai a procura daqueles que a merecem. Que diferença, não? Os pagãos têm que perseguir a sabedoria, como fez Sócrates, que por um hérculo esforço da razão, conseguiu deduzir o monoteísmo. Para os fiéis, por sua vez, ela é revelada, vem ao encontro. Deus não esperou o homem especular que ele era o único Deus eterno e imortal, ele mesmo revelou-se, tomou a iniciativa. Nesta semana, continuaremos a ler o livro da Sabedoria. Hoje na primeira leitura é-nos dito que: <Pois os pensamentos perversos afastam de Deus; e seu poder, posto à prova, confunde os insensatos. A Sabedoria não entra numa alma que trama o mal nem mora num corpo sujeito ao pecado. (Sb 1,3-4) >;  é exatamente assim que ocorre, o pecado emburrece. Não importa quantos títulos universitários tenha, quantos livros lê, se chafurdar no pecado vai ser sempre um bobalhão. Não atoa, que está cheio de leigos bem catequizados que dão uma surra em professores universitários com pós-doutorado das galáxias.

Quer ser sábio? Seja cristão católico, busque a santidade. Pois a Sabedoria é um dom de Deus, um dos Sete Dons do Espírito Santo.

Que nossa Senhora da Sabedoria interceda por nós, afim de compreendermos as maravilhas do Senhor.

São Josemaria Escrivá e o Vaticano II

Gosto muito das obras de São Josemaria Escrivá, seu estilo breve direto e assertivo, expresso sobretudo em na trilogia ''Caminho – Sulco – Forja'', tem sido um grande remédio para muitas almas, principalmente no laicato. Além de seus escritos, Escrivá é conhecido por seu papel como fundador do Opus Dei, organização tachada de ultraconservadora e alvo de difamação por parte de muitos dos inimigos da Igreja, sendo o filme “O Código da Vinci” um dos exemplos mais lembrados desta campanha difamatória. Durante a Guerra Civil Espanhola, a "obra" também desempenhou um importante papel no apoio ao regime do General Francisco Franco, governante católico que muito favoreceu a Igreja, e lutou com tenacidade contra a peste comunista.

Todavia, hoje, a Opus Dei é vista com desconfiança por muitos tradicionalistas, que a acusam de ter-se tornado o principal reduto neocon, por suas conexões com liberalismo e o grande capital, bem como por seu apoio intransigente ao problemático Concílio Vaticano II, o que leva à muitos ao ponto de questionar a validade da canonização do Padre Escrivá.

Encontrei ontem um interessante artigo assinado por Pedro Rizo, em que revela ardorosas críticas de São Josemaria ao Vaticano II:
«Debéis siempre estar alerta: vigilate et orate, siempre serenos, con la alegría, la paz y la valentía del que está en la rectitud. No podemos callar, porque esta Madre nuestra, la Iglesia Santa de Dios, es y será – aunque pasen los años – menor de edad; y necesita que sus hijos la defiendan veritatem facientes in caritate: viviendo la verdad en la caridad, yo he escrito al Santo Padre tres veces, y una cuarta hoy, porque es necesario quitarse el cieno de encima.» (Carta de San Josemaría en EF-651002-1 con respecto a los errores doctrinales tras el Concilio Vaticano II)

«Hijas mías, vengo a deciros que la Iglesia va muy mal, va al desastre. Lo que os digo es que pidáis por la Iglesia, porque está muy mal. Este Concilio es el concilio del diablo.» (Tertulia)

«Es tiempo de deslealtad, de traición, de herejía. Y las herejías salen de las bocas que deberían decir la verdad; gentes que habían de dar testimonio de la fe y dan testimonio de la duda; personas que deberían ser fortaleza para los demás y son debilidad; almas que, según el Evangelio, tendrían que ser sal de la tierra, y son corrupción del mundo.» (Carta 1969)

«Se están causando voluntariamente heridas en su Cuerpo [místico, la Iglesia], que va a ser muy difícil restañar. Nos dirigimos a la Trinidad Beatísima, Dios Uno y Trino, para que se digne acortar cuanto antes esta época de prueba. Lo suplicamos por la mediación del Corazón Dulcísimo de María; por la intercesión de San José, nuestro Padre y Señor, Patrono de la Iglesia universal, a quien tanto amamos y veneramos; por la intercesión de todos los Ángeles y Santos, cuyo culto algunos intentan extirpar de la Iglesia Santa.» (Campanadas)

«[…] La Santa Misa es el centro y la raíz de nuestra vida interior, es el momento supremo para adorar, para romper en acción de gracias, para invocar, para desagraviar. Algunos se afanan todo lo posible por arrancar, del dogma, la certeza de esa renovación incruenta del Sacrificio divino del Calvario.¡Razón de más para que nosotros cuidemos con especial tesón vivir la Misa bien identificados con Cristo Señor Nuestro, que es el Sacerdote principal y la Víctima!» (Campanadas)

«[Hay] almas que abandonan las prácticas religiosas porque ahora se difunde impunemente propaganda de toda clase de falsedades, y resulta en cambio muy difícil defender la ortodoxia sin ser tachados — dentro de la misma Iglesia, esto es lo más triste — de extremistas o exagerados. Se desprecia, hijos míos, a los que quieren permanecer constantes en la fe, y se alaba a los apóstatas y a los herejes, escandalizando a las almas sencillas que se sienten confundidas y turbadas.» (Campanadas)

«No olvidéis el particular empeño que pone en estos tiempos el demonio, para lograr que los fieles se separen de la fe y de las buenas costumbres cristianas, procurando que pierdan hasta el sentido del pecado con un falso ecumenismo como excusa.Deseamos, tanto como el que más lo desee, la unión de los cristianos: y aun la de todos los que, de alguna manera, buscan a Dios. Pero la realidad demuestra que en esos conciliábulos, unos afirman que sí y —sobre el mismo tema— otros lo contrario. Cuando —a pesar de esto— aseguran que van de acuerdo, lo único cierto es que todos se equivocan. Y de esa comedia, con la que mutuamente se engañan, lo menos malo que suele producirse es la indiferencia: un triste estado de ánimo, en el que no se nota inclinación por la verdad, ni repugnancia por la mentira.» (Carta del 14 de febrero de 1974)

«En la fidelidad a la tradición católica de nuestro pueblo se encontrará siempre, junto con la bendición divina para las personas constituidas en autoridad, la mejor garantía de acierto en los actos de gobierno, y en la seguridad de una justa y duradera paz en el seno de la comunidad nacional.» (Carta al Generalísimo Franco, 23-V-1958)

«Nos sentimos obligados a resistir a estos nuevo modernistas – progresistas se llaman ellos mismos, cuando de hecho son retrógrados que tratan de resucitar las herejías de los tiempos pasados -, que ponen todo en discusión desde el punto de vista exegético, histórico, dogmático, defendiendo opiniones erróneas que tocan las verdades fundamentales de la fe, sin que nadie con autoridad pública [el Papa] pare y condene reciamente sus propagandas.» (Carta, 28-III-1973)

«De ahí que la que verdaderamente es y se llama (Iglesia) Católica, debe juntamente brillar por las prerrogativas de la unidad, de la santidad y de la sucesión apostólica. Es, insisto, la enseñanza tradicional de la Iglesia, aunque en estos últimos años algunos lo olviden, llevados por un falso ecumenismo tras el Concilio Vaticano II.» (De Lealtad a la Iglesia, homilía 4-VI-1972)

«Yo obedezco rendidamente en todo lo que han dispuesto para la celebración de la nueva Misa, pero echo de menos tantas rúbricas de piedad y de amor que se han quitado: por ejemplo, el beso a la patena, en el que se ponía tanto amor – para que Él se lo encontrara. Pero hemos de saber obedecer viendo la mano de Dios, y tratando al Señor con delicadeza... ¡No le robemos nada de tiempo con este asunto... Pero guardad los misales y los ornamentos, porque volverá la misa de toda la vida, la de San Pío V!» (Carta a los sacerdotes, 1968)

«Si se le quita la Transustanciación a la Misa... Esta palabra es de una importancia capital, porque al suprimirla se omite la presencia real y deja, por tanto, de haber víctima. ¡No dejes de emplear esa palabra! ¡Transubstanciación! Los niños no la entenderán y tú tampoco, pero no importa: ¡Empléala! ¡Empléala! No sólo molesta a los nuevos herejes... Al que molesta mucho más es al demonio.» (Tertulia 16-VI-1971)

«Hay, por desgracia, toda una fauna inquieta que está creciendo en esta nueva época a la sombra de la falta de autoridad y de la falta de convicciones, y al amparo de algunos gobernantes [obviamente de la Iglesia], que no se han atrevido a frenar públicamente a quienes causaban tantos destrozos en la viña del Señor.» (Carta 14-II-1974)

«(...) no os dejéis desanimar por doctrinas diversas y extrañas; lo que importa sobre todo es fortalecer el corazón con la gracia de Jesucristo. (Hebr. 13, 9) – Somos los elegidos para iniciar la conversión de la Iglesia, hoy en manos del demonio, que la pudre por dentro -.» (Crónica)

O estilo, sem duvida, lembra e muito o de Escrivá. O texto de Rizo ainda acusa a atual direção da opus de manipular a história da obra afim de agradar os atuais dirigentes do clero; bem como aponta uma curiosa manobra judicial realizada afim de impedir uma maior investigação sobre o assunto:
El origen de los párrafos no está suficientemente expresado a causa de “las medidas cautelares de la magistrada Dña. Olga Martín Alonso, del Juzgado nº 10 de lo Mercantil, de Madrid”, que dificultan acceder a mayor detalle. Pero sí me ha sido confirmada la veracidad de cada uno de los párrafos que incluyo en este post. Casi todos proceden de cartas del santo fundador a los socios de su Obra, llamadas por ellos “Campanadas”. En particular las de marzo de 1973 y febrero de 1974.

Misterioso, não?