terça-feira, 17 de outubro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Tolice e Paganismo


28ª Semana do Tempo Comum - Terça-feira 17/10/2017
Primeira Leitura (Rm 1,16-25)
Responsório (Sl 18 (19),2-3. 4-5 (R. 2a))
Evangelho (Lc 11,37-41)


1. Quem não glorifica a Deus fica burro. Foi o que aconteceu aos pagãos do qual nos fala São Paulo na primeira leitura: deram de ombros aos sinais da criação e perderam-se em seus próprios pensamentos estultos. Ficaram burros, escravos de ídolos, e ainda por cima desonraram seus corpos. Como punição, Deus os abandonou a si mesmos.

Não tenhamos receio de proclamar em alta voz: ''OS PAGÃOS SÃO BURROS, ESTULTOS!''. O mesmo vale para os pagãos de hoje, aqueles que vivem para o mundo de festinhas e baladinhas, desonrando seus corpos em atos libidinosos; são verdadeiras antas que perdem sua vida neste mundo, matam suas almas, e arriscam-se a morrer na impenitência e serem condenados.

Cuidado se faz da vida tipo uma festa, pois a ressaca pode ser eterna.



2. No Evangelho Jesus é convidado a jantar, e mesmo na casa do fariseu continua a pregar quer agrade quer desagrade. Temos nós essa coragem? Ou nos acovardamos e, em casa de terceiros, escondendo nossas convicções por respeito humano?

3. Pouco vale as ações externas, se a alma estiver suja. Quem vive uma moral artificial, uma moral de pose para os outros é um infeliz, não entendeu o que significa a moral. É o que Cristo explica ao fariseu. 

Deixemo-nos purificar pelo Amor, o amor cristão, a caridade que limpa e purifica nossas almas.

domingo, 15 de outubro de 2017

A confissão de Lutero e Melanchton

Conta-se ainda outro fato na vida do pobre reformador. Certa noite estava ele sentado ao lado de Catarina, esquentando as mãos ao fogo aceso na sala.

Parecia taciturno, contrariado... De repente, pegando pelo o braço da companheira, introduziu-lhe a mão violentamente no meio das chamas.

Catarina soltou um grito...

- Que tens, mulher, disse Lutero, sombrio e zombeteiro; que há? Precisamos acostumar-nos ao fogo pois é o que nos espera no outro mundo!

Vê-se, nestes fatos, transparecer a consciência atormentada de remorsos do heresiarca, e o bom senso e a verdade cominarem por instantes os apetites e as paixões.

Terminemos estes depoimentos com um último, mais expressivo ainda que os precedentes, porquanto é o brado do AMOR FILIAL que às vezes sobrevive às ruínas de todas as outras afeições.

Quando o reformador estava no fastígio de sua revolta, caiu mortalmente enferma a velha mãe de Melanchton, que se fizera protestante a conselho do filho.

O mal fez rápidos progressos e em breve a velhinha viu-se à beira do túmulo.. Melanchton, que a amava, falou-lhe de Deus, e exortou-a e reconciliar-se com Ele.

A velhinha compreendeu e, juntando as últimas forças, perguntou: meu filho, sê sincero, agora, que estou para morrer; dize-me se é melhor morrer como protestante ou como católica.

O apóstata não hesitou.

- Minha mãe, disse ele, inclinando a cabeça, não vos posso enganar neste momento; o
protestantismo é talvez melhor para nele se viver; mas O CATOLICISMO É MELHOR PARA NELE SE MORRER.

Que quereis mais, caros protestantes? Uma tal confissão é ou não é de valor: Ouvimos falar a voz do arrependimento, o bom senso e o medo. Aqui nos brada o amor filial.

O discípulo de Lutero, que enganara a todos, não quis enganar a própria mãe... não desejando lançá-la no inferno, aconselhou-a a morrer como católica.

O conselho dado na hora da morte e coisa sagrada. Tomai-o para vós e, como disse Santo Ambrósio ao imperador Teodósio, “após ter seguido Davi nas suas fraquezas, segui-o no seu arrependimento”.

Depois de terdes acreditado nos desvarios de Lutero, daí ouvidos, também aos seus conselhos de bom senso e de lucidez. O protestantismo, permitindo tudo, pode ser mais cômodo para a vida, mas o Catolicismo vale mais para nos dar uma boa morte, após nos garantir uma vida boa, porque só ele tem as promessas da eterna salvação.

Padre Júlio Maria. O Diabo, Lutero e o Protestantismo; pág.134-135.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Acídia, Ambição, Talento e Esforço

Quais são os sete pecados capitais? Tem o leitor na ponta da língua o nome destas sete doenças que afligem a alma humana? Se sim, meus parabéns, pois faz parte de um seleto e excepcional grupo; hoje a maioria dos homens ignora aquilo que deveria combater.

Em seu Tratado Prático, o monge Evágrio Pôntico oferece-nos um curioso conselho: usar um demônio, um dos sete pecados capitais, contra o outro, reservando, porém, o alerta de não se abusar desta técnica. Longe de mim querer adicionar um iota a este clássico da ascese cristã, mas... (depois disso raramente vem coisa boa eu sei, escondam a carteira e liguem a cerca elétrica antes de prosseguir com a leitura) hoje, em pleno século XXI (vish!!!! Já mandou o jargão...) o pecado se disfarça de virtude e pode enganar ainda mais facilmente o usuário desta artimanha. Falemos da Acídia em sua manifestação mais vulgar: Preguiça. Muitas vezes esta se disfarça de humildade em um discurso moralista contra a ambição.

A ambição é ruim? Depende daquilo que se ambiciona. Na parábola dos talentos, aqueles que investiram e multiplicaram seus dons foram elogiados, enquanto o que o enterrou foi chamado “servo mal e preguiçoso”. Assim, a tal da “falta de ambição” pode ser tanto um sintoma de preguiça, algumas vezes associada também ao orgulho. Orgulho? Sim, orgulho. O que é o orgulho? De forma vulgar, uma opinião ilusória de si mesmo, achar que é “o cara”, quando na verdade é um bostinha. Cada vez que caímos, tentamos e falhamos tomamos consciência de nossa condição miserável, mas o preguiçoso não. Quem não tenta e não arrisca, não falha. O personagem Raskólnikov do romance Crime e Castigo é talvez um dos exemplos mais cristalinos da relação entre preguiça e orgulho. Este homem que dizia-se um novo Napoleão, abandonara os estudos, desdenhava da busca pelo emprego e passava horas no marasmo, deitado em seu imundo apartamento, confeccionando os feitos grandiosos, para os quais segundo ele, havia de realizar. E como sabemos, pecado puxa pecado, e a orgulhosa preguiça do senhor Raskólnikov o levou a pratica do homicídio, o resto da história você encontra nas quase 700 páginas de Dostoiévski, mas continuemos... 

Falava da ambição, mas os modernos têm uma visão tacanha e sempre associam a palavra ao dinheiro, por vezes dinheiro e ambição são até mesmo antagônicos. Pensemos em um exemplo simples: cinema. Quantos cineastas tinham talento e potencial para criar verdadeiras obras de arte, obras que atravessariam o século, mas preferiram um blockbuster comum, fórmula pronta para uns trocados? Mas, de que adianta a ambição pela ambição, mesmo que ordenada, sem talento e esforço. O que é talento? Talento é a predisposição natural, algo impresso em nossa alma, uma facilidade a determinados campos e áreas, também conhecido como "potencial". É o mesmo da parábola do Evangelho, a cada um foi dado em quantidades e espécies diferentes, mas a todos a mesma ordem: "multiplicai-o". E esforço? É o trabalho duro, o "suor do seu rosto" que irriga a terra. Sem esforço, ambição e talento hão de no máximo produzir aquela obra relaxada, inacabada, com aquela impressão de "poderia ter sido e não foi". Um bom lugar para se cultivar a virtude do esforço é no esporte, mas deixo isso para um próximo texto, prossigamos um pouco mais, pois o final já se achega.

Nesta luta contra o pecado da preguiça, que algumas tradições monásticas associam ao demônio Belfegor, além das armas da ambição, talento e esforço, conta o católico com o auxilio da graça. Deste modo, não há desculpas para a mediocridade.

Há, pois, de se buscar, ambicionar, o Bem e esforçar-se com os meios lícitos, utilizando dos talentos virtuosos, guiados pela virtude da sabedoria, faculdade impressa em nossa alma que nos difere das bestas irracionais.

Em resumo:
- Por vezes a preguiça se esconde sob os mantos de uma falsa humildade;
- Para vencê-la, deve-se unir as armas da Ambição, do Talento e do Esforço; 
- O uso de tais armas deve ser guiado pela razão natural iluminada pela doutrina cristã e fortalecida pela graça dos sacramentos;
- Desta forma não há desculpas para a mediocridade.

Nota: Há controvérsias com relação ao significado do termo ambição, uso aqui no sentido de desejo. Assim o desejo não é mal nem ruim por si mesmo, mas depende do que se deseja. Há, entretanto,  teóricos católicos como o Padre Ricardo Leão, que dão ao vocábulo ambição um significado diferente, reforçando o seu caráter negativo. De todo o pressuposto do texto é que seja lido sob a hermenêutica da continuidade  para com a tradição católica, onde jamais há de se fazer apologia ao vício.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

EUA: Avatar Geopolítico da Contra-Revolução?

Sabemos pela verdade revelada que o homem sem o sacramento do batismo é escravo de Satanás. Tanto é assim que por ocasião da cerimônia é perguntado ao neófito ou a quem responde por ele - os padrinhos - se renunciam a Satanás. Isso não faria nenhum sentido se não houvesse um preexistente vínculo com o anjo apóstata a ser quebrado mediante a realização do sacramento.

Pois bem, a esmagadora maioria da sociedade norte-americana é ou tem sido protestante. A quase totalidade das seitas protestantes que não se incluem naquele conjunto conhecido como "High Church" não aceitam o batismo infantil. Isso quer dizer que um contingente gigantesco -- se é que não amplamente majoritário -- de norte-americanos vive os anos mais decisivos de sua formação intelectual e moral (a infância e adolescência) sob o poder do Inimigo de Deus. As consequências disso deviam ser bem óbvias, mas toneladas de entulho propagandístico neodireitista turvam a visão dos devotos católicos já quase pós-católicos da teologia política teoconservadora angloliberal.

Vejamos: desde o fim do século XIX a cultura, as artes e os costumes verificados nos EUA eram tidos por viciosos por quase todas as sociedades européias, sobretudo as que ainda eram católicas.

Muito antes de existir Escória de Frankfurt, os EUA espalhavam música hedonista e sensual mundo afora com ritmos como foxtrot e jazz. Enquanto as mulheres da Europa e do mundo hispânico se cobriam com vestidos sóbrios e recatados, nos EUA elas vestiam calças e se divorciavam dos seus esposos. Aliás, a vulnerabilidade dos EUA à infiltração dos "agentes de influência" soviéticos desastradamente reconhecida pela neodireita para tentar ilibar a potência norte-americana só faz sentido se assumirmos a fragilidade originária daquele país que decorre de sua cultura esvaziada das operações da graça dos sacramentos, sobretudo do batismo. A pior punição que Deus concede ao pecador é o abandono dele às mazelas intrínsecas de sua condição de pecador: ignorância, orgulho e sensualidade. Ou seja, tudo quanto a belicosa contraparte norte-americana da Anglosfera Protestante espalha mundo afora - seja mediante sua belicosa faceta bucaneira e huguenote, seja mediante sua faceta de mágicos itinerantes monetizadores do consumismo e do hedonismo especialmente evidente em Hollywood.

É precisamente por isso que os vermes vermelhos se banqueteiam com a podridão americana e a regurgitam ainda mais venenosa que antes. Deus usa os ímpios para castigar os ímpios antes Dele próprio Se incumbir de aplicar a Sua justiça. Vejamos o caso da Hungria: o sex-lib começou por lá com o governo do bolchevique judeu Bela Kun já nas primeiras décadas do século passado. Só que lá havia uma sociedade católica que combateu aquilo com os meios morais e espirituais e a subversão cultural ficou interrompida por muitas décadas subsequentes. Depois de ter sido vergada pelo flagelo do comunismo, esse combate ressurgiu de novo e agora César obedece a Cristo em Budapeste: as leis de hoje por lá fazem o exato oposto que Bela Kun fazia, ou seja, promover a virtude dos cidadãos.

O que hoje ocorre na Hungria é o oposto dos EUA. A reação que lá existe à degeneração é precarizada e artificializada por séculos de protestantismo e liberalismo nas costas, ao passo que a reação húngara é orgânica e cada vez mais estribada no espírito católico do seu povo: tivessem tido os EUA um Bela Kun em um estágio tão recuado de sua história quanto a aurora do século passado, não há exagero em supor que a devastação teria sido tão grande que a Suécia de hoje pareceria um convento perto deles.

Assim sendo, o único programa político eficaz em sustar ou reverter as maquinações dos marxistas e dos marcusianos é o programa que seja ou possa ser conducente à retomada eventual do Estado católico - e esse é o caminho oposto dos EUA, consagradores do Estado aconfessional em nossa época. Tudo que está fora da perspectiva do retorno do Estado católico ao protagonismo na história é disputa concorrencial entre revolucionários - sejam eles de esquerda, os revolucionários com pedigree; sejam eles de direita, os revolucionários vira-latas, entre os quais se inclui o progressista atrasado conhecido como conservador.

Retomemos a Doutrina Social da Igreja na vida pública e na vida privada de nossas sociedades e à vida das nações. Procuremos ainda retomar aquela interpretação operante semiinconsciente que nossa civilização deu ao mundo a partir da DSI: voltemo-nos ao ultramontanismo hispânico, à Contra-reforma, ao antimodernismo e aos impérios salvíficos de Covadonga e Ourique.

Abaixo a Anglosfera Protestante! Viva a civilização católica!

#Victor Fernandes 

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Transhumanismo e a Alma do Robô


Assistia ontem Metrópolis, não o filme de Fritz Lang, mas a animação japonesa baseada na obra de Osamu Tezuka, um dos maiores mangakás da história. No melhor estilo cyberpunk, com no traço característico de Tezuka, vemos múltiplas histórias entrelaçadas a convergir em um final épico; num roteiro recheado de simbolismo e analogias históricas, tal qual a ascensão do nazismo, as guerrilhas comunistas, e a Torre de Babel. A obra é um primor artístico extraordinário, um verdadeiro clássico digno de ser comparada a Matrix e Blade Runner, mas deixemos os aspectos técnicos aos especialistas e vamos direto ao ponto: robôs.

A trama principal destaca o inocente romance entre Tima e Ken'ichi, sendo Tima um humanoide robótico. No filme é até bonitinho, mas é algo restrito apenas ao terreno da ficção; não apenas a questão do romance, mas a própria ideia de humanização das máquinas. 

O que nos torna humanos, e faz-nos diferente de toda a criação não é foi de processos evolutivos que podem ser copiados e programados, mas  é nossa alma imortal, o sopro divino de que nos fala simbolicamente o livro do Gênesis (Gn 2, 7). Essa ideia de humanização das máquinas pode ser rastreada até o mito do Golem, passando pela fábula do Pinóquio até as velhas heresias gnósticas. Para os gnósticos, o homem é divino, e que maneira melhor de provar sua tese senão parodiando a criação, se Deus criou do nada um ser dotado de liberdade, porque não pode o homem fazer o mesmo?

Porém, como a gnose não passa de ilusão demoníaca, por mais que a ciência avance, jamais poderá o homem dar alma a matéria inanimada. Entretanto, ainda resta a possibilidade blasfema de brincar de Deus desumanizando o homem, a ideia das quimeras, mutantes e cyborgs. Se um robô jamais teria uma alma; algo como um cyborg ou um mutante, por mais que venha a ter seu corpo e sua mente bagunçados, seria ainda um homem dotado de alma imortal. 

“Especulações e divagações inúteis”, dirão alguns, porém, infelizmente está distopia sci fi faz parte dos planos dos grandes figurões; como manifesta o movimento transhumanista, que visa por meio das aplicações técnicas “transcender” o paradigma humano.



Conforme bem disse o controverso filósofo Aleksandr Dugin, é o transumanismo realmente um prelúdio ao “reino do Anti-Cristo”...

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Anjos da Guarda



(26ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira 02/10/2017) 
Primeira Leitura (Êx 23,20-23) 
Responsório (Sl 90(91),1-2.3-4.5-6.10-11 (R. 11))
Evangelho (Mt 18,1-5.10)

Hoje no dia dos Santos Anjos da Guarda a Igreja lê no Evangelho: <Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus> (Mt 18,10). Anjos não são bebezinhos de azinhas, mas poderosíssimos soldados do exército do Senhor, sempre que se manifestam os homens são tomados de imenso temor; maníacos, como o caso recente daquela exposição no MAM em que um marmanjão pôs-se nu diante de crianças, estes homens não imaginam o que os aguarda; o anjo daquelas criancinhas inocentes, cujo poder vai muito além de milhares de ogivas nucleares, espera apenas a permissão de Deus para castigar degenerados como aquele....

São Tiago Apóstolo quis manifestar-se em combate durante a Reconquista Ibérica, em cavalo branco e armadura negra lutou o Apóstolo nas espanhas contra a milícia blasfema do falso profeta Maomé. Se foi assim com o apóstolo, imaginem com os anjos que são soldados por natureza, membros da milícia celeste, o braço armado do Senhor Deus dos Exércitos. Devem eles estar ansiosos para que Deus lhes dê permissão de por fim a festa dos perversos e ímpios.

Ai daqueles que blasfemam contra o nome do Senhor, ai daqueles que escandalizam os pequeninos. Que se arrependam e se penitenciem enquanto ainda é tempo...

domingo, 1 de outubro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Vossa verdade me oriente e me conduza


(26º Domingo do Tempo Comum 01/10/17)
Primeira Leitura (Ez 18,25-28)
Responsório (Sl 24,4bc-5.6-7.8-9 (R. 6a))
Segunda Leitura (Fl 2,1-11)
Evangelho (Mt 21,28-32)

1. Na primeira leitura diz-nos o Senhor pela boa do profeta Ezequiel: <“Vós andais dizendo: ‘A conduta do Senhor não é correta’. Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é correta, ou antes é a vossa conduta que não é correta?> (Ez 18,25). Muitos cristãos infelizmente repetem hoje o mesmo erro dos antigos israelitas: querem corrigir o Senhor, "atualizar" a doutrina, acham-se mais bonzinhos que os santos. Não é a lei de Deus que deve mudar, mas nossos caminhos. Nós é que temos de nos adaptar ao Evangelho e não o contrário.

Deus está certo, nós estamos errados, convertemo-nos do contrário seremos condenados. Não há margem para discussão

2. Em resposta a primeira leitura cantamos no salmo: <Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação; em vós espero, ó Senhor, todos os dias!''> (Sl 24, 4bc-5). É o Senhor nosso guia, é a Verdade dele que nos deve orientar e conduzir, e não filosofias, ideologias, ou gurus da mídia.

3. Na segunda leitura diz-nos São Paulo: <Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor!”> (Fl 2, 10-11). Cristo reina! Cristo impera! Diante do nome dele todo o joelho se dobre no céu e na Terra. Diante de lei do Senhor se curvem os todos estados, povos e nações. Obedeçamos a lei do Evangelho com humildade, e como servos fiéis, militemos para que reine em toda a terra do nascente ao poente a vontade de Deus.

3. No Evangelho (Mt 21,28-32) quando chamado a trabalhar na vinha, disse o filho: -‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. A vontade, o querer, foi, pois, submetido ao dever. A verdade deve sobrepor nossas paixões e vontades.

É difícil? É, mas deve ser feito.