domingo, 24 de setembro de 2017

Season Finale


Na última sexta-feira chegou ao fim a primeira temporada de Vatican Kiseki Chousakan. O anime possui seus problemas, mas em todas as produções do "universo otaku", creio eu que foi uma das melhores e mais respeitáveis representações da Igreja Católica no entretenimento japonês.

Anteriormente analisei o primeiro arco da anime; fico devendo mais dois textos analisando os arcos seguintes, aguardem!

Torço para que venha uma segunda temporada, pois a história ainda têm um grande potencial por explorar, bem como espero que tenha ela ao menos servido para inspirar uma saudável curiosidade dos não crentes para com a Igreja e que tal curiosidade possa contribuir a futuras conversões.

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O Mal não tem Direitos

Conta-nos o Padre João Piasentin[1], um episódio muito curioso da vida do Beato Pier Giorgio Frassati: 

Um dia viu fixarem cartazes de injúria e calúnia contra o diretor católico, homem digno e patriota.
Não duvidou um instante sequer: arrancou os cartazes.
Ameaçaram-no pela ofensa a liberdade de pensamento. Calmo respondeu: "O erro e a calúnia não tem direito a liberdade. Se encontrar outros cartazes, os arrancarei".

Se é assim com injúrias dirigidas a homens humanos, tanto mais deve ser nosso zelo para coibir e por fim a todas as ofensas e blasfêmias dirigidas a Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Obras de arte blasfemas têm sim que ser censuradas. O mal não deve ter direito a liberdade de expressão ou manifestação no espaço público. 

Que iluminados pelo exemplo do Bem-Aventurado Pier Giorgio Frassati, sejam os católicos movidos por esta santa coragem. Lutemos com os meios a nossa disposição para a censura de todas as blasfêmias e ofensas a fé católica, pois o mal não tem direitos.


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sábado, 23 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Com canto apresentai-vos diante do Senhor!


(Sábado da 24ª Semana do Tempo Comum - Sábado 23/09/ 2017 | Memória de S. Pio de Pietrelcina) 
Primeira Leitura - 1Tm 6,13-16
Responsório (Sl 99 (100),2. 3. 4. 5 (R. 2c))
Evangelho - Lc 8,4-15

R. Com canto apresentai-vos diante do Senhor!
2 Aclamai o Senhor, ó terra inteira, +
servi ao Senhor com alegria, *
ide a ele cantando jubilosos! R.

3 Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, +
Ele mesmo nos fez, e somos seus, *
nós somos seu povo e seu rebanho. R.

4 Entrai por suas portas dando graças, +
e em seus átrios com hinos de louvor; *
dai-lhe graças, seu nome bendizei! R.

5 Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, +
sua bondade perdura para sempre, *
seu amor é fiel eternamente! R.

Salmo - Sl 99 (100),2. 3. 4. 5 (R. 2c)


Diz-nos hoje o salmo: "Com canto apresentai-vos diante do Senhor!".

Nosso canto têm servido para aclamar e glorificar o Senhor, ou estamos cantando o pecado e os prazeres do mundo? Quando cantamos estamos bendizendo ou maldizendo o Senhor e sua lei?

Pensemos nisso, e procuremos que nosso cantar seja também coerente a nossa Fé.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: O Dinheiro


(24ª Semana do Tempo Comum - Sexta-feira 22/09/2017)
Primeira Leitura (1Tm 6,2c-12)
Responsório (Sl 48 (49),6-7. 8-10. 17-18. 19-20 (R. Mt 5,3))
Evangelho (Lc 8,1-3)

As leituras de hoje atacam a idolatria ao dinheiro. São Paulo é muito claro quando diz: 
Tendo alimento e vestuário, fiquemos satisfeitos.
Os que desejam enriquecer caem em tentação e armadilhas, em muitos desejos loucos e perniciosos que afundam os homens na perdição e na ruína, porque a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro. Por se terem deixado levar por ela, muitos se extraviaram da fé e se atormentam a si mesmos com muitos sofrimentos. (Tm 6, 8-10)
No salmo ainda cantamos:
— Não te inquietes, quando um homem fica rico e aumenta a opulência de sua casa; pois ao morrer não levará nada consigo, nem seu prestígio poderá acompanhá-lo. (Sl 48(49) 17-18)


Quem coloca sua esperança e sua vida no dinheiro é um néscio. Quem vive em busca de gozo e luxo é um babaquinha; é preciso que o dinheiro não seja convertido de um meio a um fim; é necessário que os bens desta terra sejam usado de modo a contribuir com nossa salvação ao invés de atrapalha-la.

Lemos no Evangelho:
Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam. (Lc 8, 3)
As mulheres do Evangelho entenderam o recado, colocaram seus bens suas posses a serviço do reino,e da salvação das almas. É para isso que serve o dinheiro, para o serviço, para frutificar e lucrar em salvação de almas. Pensemos nisso, e ao invés de dedicarmos nossos bens a vaidades e futilidades, usemos e o administremos com vista a salvação das almas.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A Medalha de São Bento


A medalha de São Bento não é um "amuleto da sorte". Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé.

O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, como conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.

Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.

Todo Cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois, é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.

O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte.

Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos: Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.

Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados. [1]

Reflexões da Sagrada Escritura: Guardar a Unidade do Espírito pelo Vínculo da Paz


(24ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira 21/09/17  | Festa de São Mateus, Apóstolo e Evangelista) 
Primeira Leitura (Ef 4,1-7.11-13)
Responsório (Sl 18(19A),2-3.4-5 (R. 5a))
Evangelho (Mt 9,9-13)

Hoje na primeira leitura comentamos o famoso trecho de São Paulo, a respeito da doutrina da Igreja como o Corpo Místico de Cristo. Porém, gostaria eu de chamar atenção ao início da leitura, em que nos diz o Apóstolo dos Gentios:
Irmãos, eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz.    (Ef 4, 1-3)

Caminhar com humildade e mansidão, segundo a vocação que recebemos, suportando uns aos outros com paciência no amor, afim de guardar a unidade e o vinculo da paz na Igreja. Não é para fazer da Igreja um campo de batalha, fechar-nos em panelinhas ideológicas tentando moldar a Igreja a nossa imagem e semelhança, mas reconhecer e amar a diversidade de linguagens, carismas, temperamentos e vocações, diversidade essa que é unida e ordenada segundo os desígnios do Espírito.  Isso é fácil de falar, mas difícil de aplicar, nós homens chagados pelo pecado original temos dificuldade de lidar com o diverso, mesmo quando este está nos desígnios divinos; tantas vezes preferíamos nós que a Igreja fosse uma monocultura canavieira ao invés de um jardim florido... São Paulo sabe disso, e por isso ressalta: Suportai-vos! Humildade! Mansidão! Aplicai-vos, esforcem-se, em guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz; pois. a paz na Igreja também pede dos homens esforço, esforço de silenciar suas vozes orgulhosas e mesquinhas, seus times e partidos, e escutar com docilidade os sussurros do Espírito, cujo som ressoa em toda a terra.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: O Mistério da Igreja


(24ª Semana do Tempo Comum - Quarta-feira 20/09/17)
Primeira Leitura (1Tm 3,14-16)
Responsório (Sl 110 (111),1-2. 3-4. 5-6 (R. 2a)))
Evangelho (Lc 7,31-35)


O salmo hoje nos convida a cantar as maravilhas que são as obras do Senhor. A primeira leitura nos aponta uma destas obras que é um grande mistério: a Igreja.

A Igreja é um mistério, e é preciso termos consciência a reverência por isso. Mesmo que estudemos a vida toda, jamais seremos capazes de conhecê-la ou compreendê-la plenamente.

Quem não respeita o mistério da Igreja, quem não a contempla com humilde referência acaba ideologizando a Fé. É como criar um cercadinho em um terreno imenso e pensar que o mundo se resume a ele. O terreno imenso é a Igreja, a Igreja de Deus, Mistério de Fé, o cercadinho é a igreja das ideólogos, seu horizontinho curto. Cuidemos nós para não sermos como esses ideólogos.

Maria, Mãe da Igreja, Rainha dos Mártires, rogai por nós!